Avaliação


em que momentos da sua carreira, foi Hélder de Sousa avaliado com uma qualquer prova que permitisse conhecer as suas capacidades e competências?

(…) a classe docente quer considerar-se à parte destas exigências, que são comuns às profissões mais qualificadas? É que se quer, de certa forma pode ser até uma forma de desqualificação.

Porque isto é tudo muito interessante, mas quem certificou o senhor Iavé como avaliador-mor do reino? Ou como sabemos nós que quem elabora e classifica estas provas têm competência para tal?

Porque a mim quer parecer que quem mais clama pelo rigor, pela cultura da perfeição é exactamente quem fez carreiras sem que seja perceptível a que avaliação foi sujeito. Porque uma coisa é ter cargos, outra ter sido avaliado por mais do que a fidelidade aos senhores que passam.

Vamos lá a tentar saber… que provas fez Hélder de Sousa, quem o avaliou, quem foram os júris das suas provas?

Porque isto de mandar fazer, quase todos sabem mandar. Fazer é que é o caraças…

O senhor até pode ser o mais competente entre os competentes no reino de Iavé, mas a verdade é que o seu trajecto académico e profissional é… aquilo que é e não mais do que isso.

E percebemos o quanto a coisa é curta quando lemos tiradas como estas, cheias de ausências de detalhes específicos ou conhecimentos concretos.

As provas são semelhantes, não há aqui nenhuma invenção. Agora os modelos são todos diferentes. As provas normalmente têm uma componente comum e outra específica, mas desconheço em pormenor se são classificadas separadamente. Sei, por exemplo, que as linhas de corte entre o ser aprovado e não aprovado são variadas. Nuns casos são mais exigentes, noutros menos.

Provas “semelhantes”, modelos “diferentes”… linhas de corte “variadas”… nuns casos “mais exigentes, noutros menos”.

Phosga-se, pá… isso até eu seria capaz de dizer e não percebo nada do assunto.

 

Há 25 anos ligado à avaliação, e formado em geografia, o presidente do IAVE lamenta que o sistema educativo esteja feito para “premiar a mediania” e apela a uma mudança da forma como a sociedade encara a avaliação. E admite que faria sentido ter uma componente de avaliação dos docentes na sala de aula, assim como fazer a prova logo que os candidatos saíssem do ensino superior.

Quanto a premiar a mediana, concordo em absoluto, pois só assim seria possível a certas pessoas chegarem onde chegam, ascendendo assim sempre ao passinho curto, meio na sombra, discretamente, sem um rasgo e só com acutilância quando é de cima para baixo e nunca ousando contestar de baixo para cima.

Avaliação dos professores

Nas 24 escolas identificadas na peça do Público como desviando para cima (inflação da nota interna) estão 13 privadas e 11 públicas, ou seja, 54,2% de escolas privadas e 45,8% de escolas públicas.

Nas 29 escolas identificadas com desvios para baixo (nota interna mais baixa do que o expectável) estão 6 privadas e 23 públicas, ou seja, 20,7% de privadas e 79,3% de públicas.

Agora, é só cruzar com o peso relativo de cada sector na rede de ensino secundário, ver a curiosa concentração geográfica das erecções classificativas e não assobiar para o lado, nem fazer escarcéu em caso de ser queiroz&aeep.

Mas tudo acaba(rá) em bem se, ao dar a nota gorda, a pessoa se benzer três vezes.

(blasfémia! blasfémia!! blasfémia!!!)

… que era contra o envio de “comissários políticos” para as escolas.

Eu até concordo que se analisem com calma estes desvios “ascendentes”, até porque é fácil detectar um fenómeno de “concorrência” em termos geográficos, em busca de “clientes”, numa lógica de “mercado”.

Há 24 escolas que dão por sistema notas acima do esperado

Governo divulgou novos dados sobre a evolução das notas em cada escola. Entende que elas podem agora saber se estão a ser mais ou menos exigentes do que as outras. Inspecção vai analisar maiores desvios.

Pub19Jan15

A minha sensação é que… enfim… o campeonato ficou matematicamente perdido no início da época.

Agora, parece que é só para cumprir calendário. Se até boa parte das associações científicas e pedagógicas de professores se encolheram quando o parecer do CC  do IAVÉ foi conhecido…

Claro que não defendo a apatia perante a asneira, apenas prevejo nevoeiro na estrada.

Não coloco link para a notícia, porque é daquelas a pagantes e eu esbarro sempre naquela mensagem de ter esgotado o meu número de borlas, apesar de ser “parceiro”.

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Público, 18 de Janeiro de 2015

…se sabe dar as suas.

Temos um modelo muito sui generis, isso é verdade. Construído a partir de cima, á pressa, para apresentar trunfos eleitorais e pseudo-coragem anti-corporativa, usando os recursos que se diziam não estar bem preparados e estratégias completamente sem sentido.

Por isso, se calhar é mesmo melhor que deixem as aulas com os professores, pois ninguém sabe se quem lá vai ver percebe mesmo do assunto, se apenas vai para impor a sua visão particular do que deve ser.

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Público, 18 de Janeiro de 2015

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