Ou Há Moralidade Ou (Não) Comem Todos!


… porque ganham imenso.

Só nestes casos é que não somos suecos.

Hourly labour costs ranged from €3.7 to €40.1 across the EU28 Member States in 2013

CustoHoraE depois gosto imenso do argumento demográfico da quebra da natalidade, quando Portugal até mantém uma taxa acima da maioria dos países da UE:

Fertility

Gráfico retirado daqui.

Eis os dados mais recentes disponíveis na DGEEC para os alunos nos ensinos público e privado (2011/12):

Alunos Regular

No ensino básico há 13,6% de alunos regulares no ensino privado, valor que sobe para os 22,3% no ensino secundário.

Agora vejamos a distribuição dos alunos com NEE no ano lectivo de 2012/13, a partir de dados com a mesma origem.

AlunosNEE

Pois… no ensino básico apenas 4,6% dos alunos com NEE estão em escolas privadas e no ensino secundário apenas 5,2%.

Excluindo os alunos que levantam maiores problemas de insucesso e implicam maiores encargos é mais fácil “gerir”, subir nos rankings, apresentar custos médios mais baixos.

Mas este tipo de comparações escapa muitas vezes à agenda comunicacional. Alguém me indica o último artigo de fundo sobre este assunto?

Para além de isto demonstrar, mais uma vez, que Nuno Crato é perfeitamente incapaz de se impôr aos verdadeiros interesses corporativos em presença. Só é “forte” com os do costume…

Esta acumulação de funções é da mais daninha no actual modelo de gestão das escolas públicas.

Ministério recua na incompatibilidade entre a gestão escolar e exercício autárquico

Afinal, talvez os directores de escolas possam ser vereadores, membros das assembleias municipais ou presidentes das juntas de freguesia.MEC criou grupo de trabalho para estudar o assunto, o que satisfez socialistas e sociais-democratas, que avisam que há muitos dirigentes escolares entre os eleitos.

Um dia depois de ter confirmado a incompatibilidade entre a função de director de escola e o exercício de “qualquer cargo resultante das eleições autárquicas, seja o de vereador, de membro de assembleia municipal, de vogal de junta de freguesia ou outro”, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) recuou. Na noite desta sexta-feira, na sequência da notícia de várias situações de suposta incompatibilidade envolvendo autarcas do PSD e do PS e de pareceres contraditórios sobre o assunto, anunciou a criação de um grupo de trabalho para analisar a questão.

Mas tudo continuará como sempre foi, pois apenas fez o que outros fizeram. O azar é que calhou ser apanhado por alguém que não terá recebido o devido memorando com os números fiscais a evitar nestas coisas ou a esquecer depois de os ver.

Fisco apanha Marques Mendes em venda ilegal de ações

O Fisco detetou vendas ilegais de ações da Isohidra feitas por Marques Mendes e Joaquim Coimbra, em 2010 e 2011, e que terão lesado o Estado em 773 mil euros. As ações foram vendidas por 51 mil euros, mas valiam 60 vezes mais: 3,09 milhões.

O giro é que recadeiro tão bem informado e sempre com tudo à mão, afirma não se lembrar de tal coisa.

Que as exigências para dispensa do período probatório para quem entrou pela vinculação extraordinária sejam as mesmas do que para ser dispensado da PACC?

Nada contra as primeiras, tudo contra as segundas.

E é este tipo que está ligado aos cortes nas pensões e outras coisas assim com argumentos da treta?

Claro que ele tem toda a legitimidade para ganhar a vidinha como bem entende. Mas, assim sendo, porque veio ele meter-nos agora as mãos nos bolsos enquanto governante? Não estava satisfeitos?

Porque, neste caso particular de alguém que foi trabalhar para uma empresa que desconhecia pouco tempo antes, é difícil acreditar em amor à coisa pública.

Governante recebia 20 mil euros da Ongoing

Secretário de Estado da Segurança Social recebia 20 mil euros por mês da Ongoing Brasil.

Será que haverá coragem em seguir-lhes o rasto? Que por sua vez vai paralelo aos do dinheiro e exercício de cargos com um pé nos interesses privados e outro nas decisões públicas?

Mas muita gente sabe quem são, que canais usa(ra)m, os defendes que interessem, as lealdades que verdadeiramente seguem, em nome de uma alegada “liberdade” que, basta ver alguns comentários do post anterior, significa a apenas a liberdade de alguns, porque para os outros fiquem a rua, os “ofícios” ou a tropa.

Ulrich: “A salvação nacional parece-me uma boa solução para aqueles que entendem que o País precisa de ser salvo”

Concordo, cara Sofia Galvão:

Advogados à mesa do “ajuste directo”

… e o jovem (certamente liberal) João Miguel é nomeado para um cargo de especialista no acompanhamento da implementação das medidas do memorando?

Entre junho e agosto de 2011, João Miguel Leal realizou um estágio de verão no Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia e Emprego.
Anteriormente, em junho de 2009, já havia efetuado um estágio de verão no departamento de Marketing e Vendas da Empresa José Maria da Fonseca.
.
Foi nomeado para servir um moscatel de honra nas visitas dos enviados da troika?
.
Se possível, no Verão?

Este não poderia aguentar sem a ajuda?

Presidente do BCP diz que entrada do Estado com três mil milhões de euros é cara para o banco

… espremer doentes, desempregados, aposentados, mortos e mortos-vivos (funcionários públicos), obrigados a pagar as despesas feitas pelas clientelas do PS com a benção do PCP e Bloco e  a consultoria de escritórios de advogados do PSD e CDS.

Eu sei que o voto e tal, mas não justifica.

Cortes na função pública explicam dois terços da redução da despesa em 2012

E a parte mais fantabulástica é que há quem considere que os cortes nos salários dos funcionários do Estado não são um aumento da carga fiscal, mas apenas corte na despesa.

Quem trabalha para o Estado é um encargo, uma despesa. Quando lhes cortam os salários não é um aumento da carga fiscal. Parece que só é quando toca aos outros. B@rd@…

A ideia nem é muito original, pois tal como me ocorreu há algum tempo, ocorreu a outros.

Tal como em 1975 se governou com base quase total na aplicação de uma ideologia, o mesmo se vai passando em 2012.

Desde 1975 que um grupo de pessoas na sociedade e na vida política que navegam entre o PSD e o CDS culpa o PREC pelo que chamam a destruição económica do país, confundindo o seu despojamento pessoal ou familiar com o do país. e há muito acalentavam a ideia do desforço. De responder aos excessos com outros excessos.

Essa tentação é especialmente visível numa geração mais nova, dos filhos dos que nessa altura sofreram na pele os desmandos da Esquerda mais canhota. Que nem sempre viveu com clareza o que se passou (alguns mal eram nascidos ou nem o eram…) mas ouviu falar em coisas terríveis, truncadas em muitos casos, justificadas em outros.

O engenheiro deu-lhes o pretexto ideal para se vingarem sem parecer que o estão a fazer, pois alegam que foi o socialismo (só porque o PS tem socialista no nome) que nos conduziu aqui.

E, usando esse pretexto, praticam um alegado anti-socialismo. Caracterizando instrumentalmente como socialismo a governação do PS de Sócrates, obliteram quem em pouco ela se distinguiu da governação do PSD de Cavaco.

E passam a uma prática que reputam de liberal, mas que não não passa do que da inversão do papel tradicional do Estado na redistribuição da riqueza numa social democracia. em vez de irem buscar aos que mais têm, para ajudar os mais despojados, optaram por ir buscar à maioria (não digo aos 99% mas pelo menos aos 90%) para dar a uma estreita minoria.

Tudo com base numa perigosa mistura de preconceitos pessoais com a adesão quase acrítica a teorias que parecem atractivas por se oporem a.

Se existir o cuidado de traçar o trajecto pessoal e familiar dos ideólogos do actual Governo (a maioria a parasitar na sombra dos testas de ferro) ou dos principais vultos da governação encontramos traços muito comuns acerca do que faziam e onde estavam os seus pais ou parentes mais próximos no 25 de Abril de 1974 (direitos de autor para Baptista Bastos).

Quase todos estavam a fazer coisas ou em locais que foram obrigados a abandonar no ano que se seguiu..

Isto não significa qualquer insinuação de adesão ao Estado Novo, mas sim de desafeição em relação ao que se passou no PREC, do qual a memória traumática lhes foi transmitida até ao momento que pudessem vingar-se, fazendo a contra-revolução social e económica que sentem ter-lhes sido negada desde então.

As medidas de austeridade anunciadas por Passos Coelho na 6ª feira são o passo mais claro nessa direcção de adesão a um modelo sócio-económico revanchista e baseado em teorias fortemente marcadas pelos princípios bushistas do republicanismo americano mais radical: reduzir os encargos com o trabalho para reforço económico do capital. O pretexto é que assim existe maior competitividade por parte das empresas para competirem no mercado global e, ao crescerem, produzirem a médio prazo mais riqueza e emprego.

Isto é assim em alguns livros e países do sueste asiático com um modelo socio-laboral de quase neo-servidão. Ou o modelo da China e da Índia, para citar os chamados emergentes do núcleo BRIC. Em que a expansão económica foi baseada no comércio externo, com exportações a preços hiper-competitivos, graças a uma mão-de-obra paga a valores irrisórios para os padrões ocidentais.

Mas que dificilmente funcionará na Europa, onde o modelo social (mesmo que em crise) não é o da neo-servidão, pelo menos por enquanto. E onde se sabe de há muito que o crescimento só se sustenta com um consumo interno forte e estável. Qualquer mediano estudioso de História Económica sabe isso e não adianta dizermos que o novo mundo da globalização é diferente de tudo o que conhecemos no passado. A aposta nas exportações faz sentido no sentido de uma dinâmica de expansão, mas é demasiado volátil para servir como base para um crescimento sustentado. Há 200 anos ou agora.

Não adianta apostar apenas na maior competitividade no mercado externo, retraindo por completo o consumo interno, pois isso fará muitas empresas falirem, criando mais e mais desemprego, e aumentando a vulnerabilidade á entrada de produtos orientais de largo consumo e baixo preço.

Para além disso, há uma diferença entre os países que cresceram a partir de pontos muito baixos dos custos de trabalho e a tentativa de empobrecer um país para que ele re-arranque com sucesso. Quando isso fosse possível, já a oportunidade teria passado.

Nem vale a pena ir desempoeirar os manuais de macro-economia do Samuelson e outros ou as clássicas histórias dos arranques industriais contemporâneos para perceber isso…

O sucesso está em protagonizar uma verdadeira mudança das práticas, não em replicar o que já não é inovação.

Não é para devolverem nada, apenas para expressar o meu ciúme social e, através do seu exenplo de vida, poder vir a ser como eles quando crescer.

Governo. 131 assessores receberam subsídio de férias já em 2012

Se fizerem o favor, basta o nome, o ministro empregador e a função exercida. Não preciso saber os quantitativos. Que façam bom proveito, como a mim faria.

Os diplomatas foram os funcionários públicos cujos vencimentos médios mensais mais caíram entre Outubro de 2011 e Abril de 2012, com uma quebra de 6%. Pelo contrário, os professores universitários e do ensino politécnico conseguiram aumentos salariais entre 1% e 2,4%, respectivamente, apesar da conjuntura de austeridade.

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho tem sido uma boa surpresa para António Borges, que se diz “surpreendido com a qualidade com que tem sabido governar”, pelo que “ultrapassou as minhas expectativas e mostra que muitas das críticas que lhe fiz estavam desajustadas”.

Este é dos que tem mobilidade em 1ª classe, com tudo pago.

Passos: “Não há direitos que não cedam” numa emergência

Mas pelo menos percebe-se que não andam por aqui quaisquer convicções firmes num Estado de Direito.

Governo dá novas excepções salariais a institutos públicos

(…)

As alterações aprovadas ontem, em Conselho de Ministros, fazem com que suba para 14 o número de organismos com este estatuto, que permite que passem a reger-se pelas regras remuneratórias das empresas do Estado, possibilitando-lhes pagar vencimentos mais elevados.

De acordo com o comunicado divulgado ontem pelo Governo, este regime especial, que já tinha sido atribuído a dez entidades aquando da revisão da lei-quadro (em Janeiro), passou a abranger todos os “institutos públicos cujos diplomas orgânicos prevejam expressamente a existência de atribuições relacionadas com a gestão (…) de apoios e de financiamento assegurados por fundos europeus”.

O PÚBLICO apurou que este grupo inclui, pelo menos, quatro organismos. São eles o Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu, o Turismo de Portugal, o Instituto do Emprego e Formação Profissional e ainda o Instituto Financeiro de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pescas. Com este alargamento, passam a ser pelo menos 14 as entidades com direito a este estatuto, uma vez que as outras dez já tinham sido incluídas, entre as quais o Instituto Nacional de Estatística e o Infarmed, por exemplo.

Página seguinte »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 836 outros seguidores