Ensino Recorrente


CURSOS VOCACIONAIS ENSINO BÁSICO- Candidaturas Aprovadas – 2014/2015

Rede de Cursos de Ensino Secundário Recorrente 2014/2015

Rede de Cursos de Educação e Formação de Adultos 2014-2015

Rede de Cursos Profissionais – 2014/2015

As turmas constantes do mapa de rede aprovado só são consideradas em definitivo após a respetiva validação na plataforma SIGO


Português Para Falantes de Outras Línguas (PPT)
Oferta formativa de setembro a dezembro de 2014

Boa tarde!

O ingresso ao Ensino Superior deve ser conquistado por mérito. Não podemos permitir que haja duas formas de avaliação no concurso para as MESMAS vagas. Mais um ano veremos alunos que, já tendo concluído o secundário, aproveitam-se do Ensino Recorrente – criado para aqueles que não conseguiram terminar o Ensino Secundário Regular – para aumentar exponencialmente as suas classificações internas, que não são afectadas pelos Exames Nacionais.

Esta situação afecta todo o Ensino Superior português porque os alunos não colocados em suas primeiras opções, como Medicina, vão para outros cursos, aumentando as suas médias mínimas de ingresso, passando por Medicina Dentária, Ciências Farmacêuticas, Fisioterapia, Enfermagem e assim sucessivamente. Reacção que também acontece em todas as áreas do Ensino Superior, tendo em consideração cursos como Engenharia Aeroespacial e Arquitectura.

É uma reação em cadeia.

O Ministério da Educação tentou impedir que isso acontecesse, mas cerca de 300 estudantes ganharam um processo no Tribunal e, assim, foram autorizados a utilizar médias internas próximas ou iguais a 200 nas suas candidaturas.

Alegamos, então, que este grupo de alunos do ensino recorrente está agir de má fé, pois sabendo que estão a usar este meio de ensino de forma indevida e após a denúncia deste caso o ano passado como já foi referido, mesmo assim, matricularam-se nas escolas onde esta via de ensino é leccionada, estando mais que conscientes que não só estão a perverter a finalidade deste meio de ensino como a favorecer iniquidades no acesso ao Ensino Superior. Com que moral estes alunos alegam em tribunal que as suas expectativas foram frustradas pelas alterações introduzidas a meio do ano lectivo pelo Ministério da Educação?

Se está indignado com esta situação como nós, participe connosco no manifesto contra o uso indevido do Ensino Recorrente.

Compareça no dia 30 de Agosto, a partir das 16h em frente à Secretaria de Estado da Educação e Inovação, na Avenida 5 de Outubro, próximo ao metro do Campo Pequeno.

Local: https://plus.google.com/101524731174696989129/about?gl=pt&hl=pt-BR

http://www.facebook.com/events/502015359812264/

Petição Pública: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2012N20094

Contacto: apoio.ensinoregular@hotmail.com

Contamos com a vossa ajuda para a divulgação desta manifestação, porque este caso tem sido abafado e é preciso que as pessoas vejam! Por favor, divulguem a nossa causa e, se concordarem connosco, dê-nos apoio!

 

Obrigada pela atenção,

Maria Eduarda Neves – Organização

5.12 – Nos cursos científico-humanísticos será criada nas escolas que para isso disponham de condições logísticas e de modo a proporcionar uma oferta distribuída regionalmente a modalidade de ensino recorrente. O número mínimo de alunos para abertura de uma turma de ensino recorrente é de 30. No caso de haver desistências de alunos, comprovada por faltas injustificadas de mais de duas semanas, reduzindo-se a turma a menos de 25 alunos, a turma extingue-se e os alunos restantes integram outra turma da mesma escola ou de outra.

Eu não sei bem se quem escreveu isso entende bem o conceito de ensino recorrente, mas…

Por outro lado, é curioso como neste caso duas semanas de faltas injustificadas correspondem a desistência comprovada e no regular não há abandono comprovado nem ao fim de dois meses e quem diz dois meses até poderá dizer dois períodos lectivos…

Já me chegou depois das 18 horas, pelo que só agora pude divulgar…

Bom dia,

A minha situação é a seguinte:

No ano lectivo de 05/06 não concluí o secundário por ter chumbado no exame de matemática. Em 08/09 resolvi acabá-lo, e assim foi – fiz a disciplina num Externato, ensino recorrente.

Este ano finalmente decidi candidatar-me ao ensino superior (cursos de gestão, economia, finanças; todos exigem matemática como prova de ingresso). Surpresa: no momento da inscrição numa Escola Secundária pública informam-me que tenho que fazer 4 exames, a 3 meses do final das aulas, quando tinha tudo planeado para trabalhar afincadamente a matemática, dado o meu tempo limitado na condição de trabalhador.

Pior de tudo: Hoje é o último dia de inscrições e Ministério, DGES, Escolas e Externatos dão todos informações diferentes (do “tem de fazer os 4” ao “É só para os que ainda não concluiram” ou “ainda falta sair uma portaria que vai esclarecer tudo”).

Moral: Na tentativa de acabar, e bem, com o facilitismo (i.e. alunos com o secundário feito que vão para o recorrente inflacionar a nota interna, conjugando com exames feitos em anos passados), o ministro Crato cria aqui uma enorme injustiça, ao apenas avisar no dia anterior ao início das inscrições* (se fosse no início do ano lectivo não haveria qualquer problema) que quem planeou estudar para as provas de ingresso do curso que pretende frequentar tem de agora, em 3 meses e sem apoio, absorver (para além da minha PI) as matérias de português, economia e história.

Eu sei que assim que as pessoas lêem Ensino Recorrente, os comentários que se seguem são na linha de “burros que querem a vida facilitada”, mas ainda assim, pedia-lhe que chamasse a atenção a este problema e grave impasse que o MEC veio criar e o ministro Crato não esclarece.

*http://dre.pt/pdf1sdip/2012/02/03800/0086400866.pdf

Um assíduo leitor do seu blog,

S.

As coisas são simples: fizeram-se cálculos e há uns tempos concluíram que enfiar a malta nas Novas Oportunidades e certificar tudo a esmo  saia muito mais barato do que obrigar o pessoal a fazer o percurso normal. É óbvio que é mais barato contratar formadores nas bolsas fecundas do desemprego docente e pagar-lhes o mínimo do que pagar a professores na carreira para dar as aulas ditas regulares. Portanto, até 2013, a ideia é dar um certificado a cada candidato que saiba escrever o nome com mais de um cruz, contar até cinco e estender a mão numa cerimónia de entrega de diplomas.

E é óbvio que os próprios alunos, agora formandos, podem não ser geniais, mas basta-lhes street learning para perceberem onde é mais fácil obter o papelinho que eleva a auto-estima e encanta a OCDE.

A restante conversa é apenas para o fiador se entreter.

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