Eterno Retorno


The Shins, Simple Song

Governo de Sócrates cometeu “muitos erros”, mas tinha “uma visão acertada”, defende Costa

I see dumb people-8x6

O Sérgio Sousa Pinto estava num canal noticioso a dizer qualquer coisa e eu temi por tudo, pois os jotas-de-jarretas estão de volta.

E acreditam que não me apetece mesmo nada?

Até porque, despachando aquela, há logo outra a seguir…

É nestas alturas que sou tentado pela abordagem holística

São sempre viragens a 360º. Cada vez está mais parecido com o outro.

Viradeira

Encontrado no FBook.

Portugal tem professores e polícias a mais, OCDE sugere mais cortes na função pública

O que deprime um pouco nestas coisas da OCDE e que a partir das parangonas é possível detectar o responsável pelo estudo.

Os estudos tipo-sócrates/PS eram quase sempre apresentados por Paulo Santiago, os tipo-passos coelho/PSD ficam para Ángel Gurria.

Os “estudos” são quase sempre “encomendas” feitas a um alfaiate que já conhece bem as medidas do pagador.

Apresentam sempre propostas aterradoras, para que o desgoverno apareça com alternativas semi-aterradoras e parecer bonzinho.

Tudo isto é demasiado previsível.

Tudo isto é fado.

… ou então ter de prestar vassalagem para chegar lá. António Costa deve ter o PS numa bandeja, mais metade do Bloco como “plataforma” independente para cobrir os avanços da esquerda mais extrema, mas a mim, desconvence muito, pois eu acredito tanto na capacidade política de “inverter o rumo” dos ruistavartes e daniéisoliveiras como naquele outro que foi para deputado do PS só para desenvolver a sua agenda pessoal (falo do Vale de Almeida).

Neste caso, o objectivo que unirá esta “grande esquerda” será chegar lá. Em chegando, impor-se-á a real politik e a vitória de ter afastado a Direita do Poder, mesmo se continuarem a fazer praticamente o mesmo, mais ou menos uns pózinhos e uns centros de investigação reabilitados para a vida continuar sem sobressaltos.

Convenção de Costa com «saudades» das políticas de Sócrates e Guterres

Despacho n.º 9316-A/2014

E recomeça a andança, o que é uma chatice para o bronze de alguns que por estas alturas já costumam estar a banhos.

E malta do MEC marcou a ptoca com três dias úteis de antecedência, que é para mostrar toda a coragem que caracteriza a sua postura.

Professores de carreira “convidados” a faltar à vigilância das provas dos colegas

 

Aquilo do bés não parece grave – ninguém está preso.

 

Vou periodicamente à secção de Ciências Sociais ou de Educação de umas quantas livrarias menos mainstream e com uma oferta para além do que vende em 15 dias.

E o que lá encontro em matérias tão caras para os críticos do poder que está e tem estado na área da Educação?

Uma produção muito substancial – a quase totalidade sobre tais temáticas – sobre avaliação do desempenho, sucesso escolar, novas lideranças educativas, supervisão pedagógica, etc, etc, de investigadores e especialistas claramente posicionados no que consideramos ser a Esquerda (a filiação ou simpatia partidária de muit@s nem sequer é especial segredo) que, em centros de investigação até muito recentemente tiveram os mais diversos apoios institucionais para as suas investigações e consequentes publicações, têm ocupado a maior parte do seu tempo a explicar como se operacionalizam práticas que eu pensava que eles não consideravam adequadas.

Dificilmente se encontra um investigador/teorizador “de Direita” a dinamizar aquelas conferências e debates, com muitas comunicações que depois são vertidas para volumes em que aparecem muito palavras como “liderança”, “sucesso” ou “desigualdade(s)”.

Há ali gente para todas as estações, para todos os grupos de trabalho, para todas as estruturas de missão, para todos os observatórios.

E percebo que o actual MEC apenas é um desastrado aplicador de teses que outros conhecem muito melhor, sabem explicar e fundamentar muito melhor e que, à primeira esquina eleitoral, lá estarão – alguns deles de novo na mó de cima – a aprofundar ainda melhor o aprofundamento que temos vivido daquelas políticas que todos os políticos “responsáveis” – ou os que tanto anseiam por assim virem a ser vistos – estão “obrigados” a desenvolver.

Se alguém acredita que há esperança na alteração da maioria das políticas nucleares actualmente em decurso na área da Educação, é melhor não exibir a ingenuidade que tanto gostaram de criticar a outros há bem pouco tempo.

uroboros

Os lobbys e credos não deixam em paz a aliança que ajudaram a eleger, não com manifestações abertas de apoio mas com apoios bem mais sonantes.

A nova versão do guião para a reforma do Estado (GRE) é mais uma tentativa para entrar em caminhos sem fundamentação empírica e que já se demonstrou serem fórmulas ideais para as negociatas, a segregação social e o aumento das desigualdades no desempenho dos alunos, só porque algumas famílias querem que lhes financiemos todos os seus nichos assépticos e monocolores.

Não interessa que muito se baseie em falsidades que se apresentam como sendo coisas evidentes. Não são… são mentiras. Em nenhum momento qualquer ranking provou o que aqui se afirma:

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O que acima fica escrito – apresentado na base portista-piresdelimista do “como é sabido” é uma rematada MENTIRA. Os “rankings educativos” não provam nada disto… provam é que as escolas privadas de topo de acesso restrito têm bons resultados e que as melhores escolas com contratos de associação e entrada seleccionada lutam com as melhores escolas públicas.

É MENTIRA (e eles sabem disso, não se trata de incompetência mas de desonestidade pura e dura) que os rankings demonstram é que se as escolas públicas pudessem fazer o que fazem outras – por exemplo, skimming educacional, deitando fora os “indesejáveis” para os casanovas&muñozes – provavelmente teriam tão bons ou melhores resultados do que as privadas.

Por outro lado, existe a insistência numa fórmula que já se sabe falhada, ou melhor, de “sucesso” apenas para aqueles que assim podem manter as suas práticas de segregação educacional com a chancela dos dinheiros do Estado, em nome de uma “liberdade” de que privam a maioria.

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É mesmo bom que se fiquem pelo “estudo” – e podem encomendá-lo a “especialistas” com duplo financiamento para servir os interesses de um senhor com o dinheiro de outro na base do cunhismo (esta é uma very private joke só ao acesso de quem sabe quem anda a sacar aqui para servir ali) – e que nem sequer entrem pelo anunciado gradualismo das experiências-piloto que – como é norma com esta malta – serão feitas exactamente para pagar os vícios daqueles que desde o início se querem privilegiar.

O “modelo de financiamento diferente” é uma falácia destinada a encobrir algo diverso, ou seja, um modelo diferente de atribuição de verbas em que um determinado e abençoado lobby veja aumentar a sua fatia do orçamento do MEC, mesmo depois daquela conversa toda anterior que está no documento sobre o declínio demográfico.

Porque não sei se repararam mas a quebra do número de alunos no 1º ciclo serve para justificar todos os cortes na rede pública, mas NUNCA na rede privada já subsidiodependente ou que quer completar os seus réditos com uns milhões retirados a esse abominável monstro que é o “Estado”.

Penso já ser evidente que isto deixou o campo ideológico para se tornar uma fenómeno puro e duro de negociata económica e de truque para obter vantagens materiais à custa de um sistema educativo fragmentado, desigual no mau sentido e em que os piores serão abandonados, enquanto se dão palmadinhas nas costas dos hifenados, acastelhanados e das consoantes geminadas.

 

Chegou o primeiro caixote deles. Onde antes caberiam uns 4 ou 5 vinham apenas 2 carregados de apêndices.

E depois lá vamos ter de preencher as grelhas de avaliação, para poupar trabalho a outros…

É que este ano acho que não vi nada de nada, excepto uns pedacitos dos filmes de animação.

Mas este fim de semana a melhor representação foi para aquele árbitro de Belém. O do campo de futebol, não o do costume.

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(c) Antero Valério

Em post de há um par de dias, questionava as verdadeiras intenções do líder dos autarcas socialistas em relação à Educação. Houve que, na altura, me chamasse a atenção para a acção de José Luís Carneiro no passado em relação aos mega-agrupamentos. Ao que respondi que o meu problema é com o que se pretende para o futuro.

Aparentemente, muito passa pela nostalgia do socratismo, algo que me é impossível partilhar. A rejeição do presente não me faz ter saudades do passado rente. E o Assis a falar de Esquerda é uma coisa que me provoca urticária galopante.

Pub7Jan14

Público, 7 de Janeiro de 2014

Governo alarga cortes nas pensões e aumenta ADSE

Executivo assegura que não vai aumentar o IVA.

… para ser recebida por um PS órfão de alguém que tenha um discurso (mesmo que errado ou oportunista) sobre Educação…

Exp30Nov13

Expresso, 30 de Novembro de 2013

Primeiro-ministro alerta para novo «choque de expectativas» com OE2014

«Numa altura em que nós estamos na véspera de apresentar o Orçamento do Estado para 2014, que traduz o conjunto dos compromissos que assumimos com os nossos credores oficiais no sentido de corrigir ainda a consolidação orçamental, acentuando a trajetória de uma despesa primária mais consentânea com a sustentabilidade da dívida ,é evidente que a execução das medidas que então ficaram previstas pode, novamente, gerar um choque de expectativas», afirmou Passos Coelho.

O chefe de Governo falava no congresso nacional dos economistas, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

«Nestes últimos dias, medidas que estavam previstas e descontadas há vários meses, como seja a necessidade de proceder ainda a um ajustamento dos salários do setor público através de uma tabela remuneratória única, bem como de garantir a convergência das pensões da Caixa Geral de Aposentações com o regime geral da Segurança Social, foram apresentados no espaço público de uma forma que contrai as expectativas da generalidade dos agentes, em vez de recentrar essas expectativas», declarou.

  • Relembremos Setembro de 2011:

Passos aponta 2012 como o início do fim da “emergência nacional”

  • O Natal de 2011:

Queremos que o crescimento, a inovação social e a renovação da sociedade portuguesa venha de todas as pessoas, e não só de quem tem acesso privilegiado ao poder ou de quem teve a boa fortuna de nascer na proteção do conforto económico. 

Queremos que estas reformas nasçam de baixo para cima, queremos criar as condições para que todos os Portugueses, cada um dos Portugueses, nas suas escolhas, com o seu trabalho, com as suas capacidades, construa o seu próprio futuro e, em conjunto, o futuro de todos.

  • Janeiro de 2012:

2012 será o “ano de viragem económica para o país”

  • O Natal de 2012:

No momento em que se aproxima o final de um ano de grandes sacrifícios para os portugueses, sabemos que ainda não pusemos esta grave crise para trás das costas. Mas também sabemos que já começámos a lançar as bases de um futuro próspero.

  • Agosto de 2012:

Passos anuncia o fim da recessão em 2013

… quando andam a fazer do mesmo ou pior do que ele.

A coisa mais ridícula é eu ler por aí – com ênfase no facebook – que o PS fez isto e aquilo, que levou o país à bancarrota e que isso é que deveria ser inconstitucional quando boa parte dos actuais governantes foram responsáveis, por cumplicidade e não apenas por omissão, por alguns dos maiores desastres da desgovernança recente.

Afinal… a actual ministra das Finanças não era gestora pública nesse períodos, como outros secretários de Estado, uns que já foram e outros que ainda estão?

Não foram muitos consultórios de advogados do PSD coniventes com negócios do anterior desgoverno, como é o caso do contrato com a Parque Escolar com o escritório do actual ministro da Defesa?

Não foram muitos autarcas alaranjados parceiros activos na implementação das políticas de Sócrates em áreas como a Educação?

Portanto… vamos lá ter vergonha na cara e não mascarar a falta de vergonha agora com a falta de vergonha anterior porque se malfeitorias antigas justificam novas malfeitorias continuamos no círculo vicioso que este PM dizia ir quebrar.

E, de certa forma, até justificariam restrospectivamente os excessos dos PREC com os atropelos da ditadura. Já perceberam, ao menos, a tautologia (para não dizer curteza de inteligência) desse tipo de raciocínio?

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