Relatores


Se de acordo com o despacho10580/2011, a função de relator está esvaziada de sentido e os horários para 2011/12 não devem contemplar a redução correspondente, não percebo como os colegas se podem sentir em condições para ler os RAA, avaliá-los e preencher toda a restante papelada que é necessário preencher em todas as escolas e agrupamentos onde o prazo para entrega dos tais coisinhos, mais folhas de evidências, é dia 31 de Agosto.

E se os avaliados pedirem reuniões para esclarecer as coisas e protestarem e obrigarem ao que deveriam obrigar, com recursos e tal? Fazem tudo em regime de voluntariado?

As coisas só avançam e terminam porque há quem se deixe sujeitar a tudo. Há relatores que, ainda gostava de saber porquê, até aceitaram sê-lo sem que lhes fosse concedida a tal redução, legalmente decretada. Deve ser o complexo chico-entre-a-espada-e-a-parede.

Advice to a Son

 

Never trust a white man,
Never kill a Jew,
Never sign a contract,
Never rent a pew.
Don’t enlist in armies;
Nor marry many wives;
Never write for magazines;
Never scratch your hives.
Always put paper on the seat,
Don’t believe in wars,
Keep yourself both clean and neat,
Never marry whores.
Never pay a blackmailer,
Never go to law,
Never trust a publisher,
Or you’ll sleep on straw.
All your friends will leave you
All your friends will die
So lead a clean and wholesome life
And join them in the sky.

[Ernest Hemingway]

Claro que se poderiam fazer imensas piadas com esta do relator

Freeport: colega de Sócrates é relator de processo

Júlio Castro Caldas responsável por proposta de arquivamento ou de pena a aplicar aos procuradores do processo Freeport, Vítor Magalhães e Paes de Faria.

Júlio Castro Caldas foi ministro da Defesa entre 1999 e 2001, sentando-se no Conselho de Ministros ao lado de José Sócrates, ministro do Ambiente.

Os factos investigados no processo Freeport, de resto, remontam a essa época.

Júlio Castro Caldas, advogado de profissão, foi nomeado em 2005 pelo Governo de José Sócrates para o Conselho Superior do Ministério Público, cargo que ainda ocupa, agora com mandato da Assembleia da República.

Há escolas/agrupamentos onde os pedidos de escusa, depois de indeferidos, quando seguidos de recurso hierárquico, têm levado à substituição (pelo menos temporária) dos relatores no exercício das suas funções.

Se isto acontece onde as direcções até são de um tipo adesivado-legalista, é porque é possível…

Existe alguma minuta sindical para os relatores que queiram pedir escusa de o ser ou pretendam fazer recusro hierárquico, em caso de indeferimento de tal pedido?

É a minha sugestão para os relatores que viram o seu pedido de escusa indeferido a nível de escola/agrupamento e que querem continuar a lutar  contra a nomeação de que discordam. Mais forte em casos de união entre grupos de relatores.

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