Dúvidas


… por ter linkado aquele post sobre os meandros do SCP?

É que tenho uma carta da GNR para levantar e dizem-me que já não são eles a enviar multas.

Ou é ele ou é algum presidente de uma certa CAP (quiçá um agente institucional) a chatear-me…

smile

Os radicais já começaram a banquetear-se com crianças tenrinhas, pela manhã, na Grécia?

Onde é que o Mário Draghi conseguiu encontrar uma reserva tão grande de Restaurador Olex?

… que levem alguns senhores autarcas (mesmo que ex-professores ou ex-directores) a pensar que serão melhores gestores de todas as escolas do seu concelho do que quem lá está.

Uma das razões inválidas é aquela de quererem sentir-se com mais poder no seu concelho, como se fossem os “donos daquilo tudo”.

Sei que há excepções, mas a maior parte dos autarcas não me parece em condições para gerir à distância dezenas de escolas. Não é o mesmo que fazer uma sobras de manutenção e equipar algumas escolas do 1º ciclo. O salto para as escolas de 2º e 3º ciclo e secundárias não é propriamente um upgrade simples.

O argumento da eficiência da gestão financeira (que é o único que interessa ao MEC) é demasiado mau, até porque se limita a prever a dispensa de professores e não a racionalizar outro tipo de encargos ou a prestação de um melhor serviço educativo. Mas pelo que conhecemos da gestão financeira de muitas autarquias, o melhor é esperar por rotundas com umas florzinhas ou “obras de arte pública” nos pátios das escolas.

Há o caso particular de Cascais, claro, em que a autarquia poderia ajudar muito as escolas se investisse nelas uma pequena parcela da receita proveniente do Casino, sem ser apenas para comprar palacetes. Mas isso poderia fazer através do estabelecimento de parcerias com os agrupamentos, a partir do Conselho Municipal de Educação ou através de propostas apresentadas nos Conselhos Gerais ou às Direcções. Poderiam dinamizar o apoio de entidades privadas a essas escolas. Mas os exemplos que conheço são escassos.

Aliás… isso poderiam fazer todas as autarquias interessadas mesmo em ajudar as escolas públicas. Algumas ajudam e prestam um inestimável serviço às suas populações. Mas quase todas essas não aparecem na lista das interessadas na municipalização da rede de escolas públicas.

Western

 

  • Será que alguns directores já perceberam o que lhes acontecerá com os projectos de gestão municipal dos agrupamentos e escolas públicas? Ou acham que têm lá na autarquia um amigo muito especial que não deixará que se tornem meros moços de recados?
  • Será que os professores e Conselhos Gerais dessas escolas e agrupamentos acham que vão chegar declarações muito conceptuais sobre o fim da Escola Pública para travar minimamente o processo? Só se assustarão quando perceberem que passarão a poder andar de agrupamento em agrupamento (e não apenas de escola em escola) para ter horário?
  • E o que acontece aos contratos de autonomia eventualmente assinados por escolas ou agrupamentos desses concelhos? Ainda serão mais letra morta?
  • Como é que irão ser recrutados os docentes para os quadros (vão ter quadros, certo?) para as anunciadas escolas municipais, como a de Óbidos? Vai ser por ajuste directo com docentes dos quadros das escolas públicas ou vai ser quase tudo contratados com vínculo precário?

… a possibilidade de certas autarquias aplicarem parte dos fundos poupados com o racionamento de professores no pagamento a “consultores” especializados na melhor forma de o fazer (ao racionamento).

Assim como não quero acreditar que certos apoios a tão ditoso processo não derivem exactamente do interesse em vir a fazer parte dessas consultadorias… consultas… aconselhamentos…

  • Como ficam agora aqueles preclaros que achavam (e ainda acham!) que mais valia terem Sócrates no poder do que enviá-lo borda fora?
  • Quantos anos teremos de esperar, depois do fim do mandato destes, para sermos esclarecidos sobre muita coisa que anda em suspenso?

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