Formação Contínua


… continua uma treta, com coisas mais velhas que o matusalém primeiro ou com pseudo-novidades que não interessam nem ao bebé jesus em cueiros.

Há excepções, claro que as há, mas são verdes.

E há sempre aqueles meios créditos promovidos pelas editoras.

E continua a não interessar ou contar seja para o que for a “produção científica” ou directamente relacionada com a actividade profissional.

E depois quem que levemos as coisas das ADD a sério?

 

AlmadaForma

Decreto-Lei n.º 22/2014. D.R. n.º 29, Série I de 2014-02-11

Ministério da Educação e Ciência

Estabelece o regime jurídico da formação contínua de professores e define o respetivo sistema de coordenação, administração e apoio.

Está/continua na hora de pagar o que se pagava a si próprio; a ilusão é fácil, a realidade é difícil.

  • Possibilidade de uma prova de ingresso só com a ganga teórica com que o actual MEC gozava há tão pouco tempo e sem verificação dos conhecimentos científicos específicos, por certo para melhor determinar que “só ensina quem sabe”. Mas sabe o quê, afinal?
  • Um modelo de formação contínua em circuito fechado em que serão formadores, no fundo, quem já o era no modelo antes criticado por ser mau e insuficiente, em sistema de auto-financiamento para que o MEC possa fugir às suas responsabilidade de assegurar o que está legalmente estatuído.

A isto acresce um modelo de ADD que caiu no ridículo absoluto, pois finge-se que quem avalia tem capacidade acrescida para o fazer só porque está mais adiante na carreira ou alinhou – ou foi obrigad@ a alinhar – nas ridículas fases anteriores da ADD.

Isto faz-me lembrar não propriamente uma aristocracia falida a fingir que ainda é o que já foi mas sim um conjunto de arrivistas a tentar parecer o que nunca serão por falta de arte, engenho ou mesmo tostão, mas cheios de manhas.

(Mas o grande segredo está mesmo em retirar dos exames nacionais em especial a partir do 9º ano a malta do insucesso recorrente para depois dizer que foram estas reformas que levaram à melhoria sensível dos resultados ali por 2015. Tudo como dantes, porque somos todos ignorantes.)

O acordo prevê um modelo de formação obrigatória “assente no autofinanciamento”, explicou aos jornalistas o secretário de Estado da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, uma vez que a formação será dada por professores recrutados nas escolas com base nas suas qualificações e habilitações, que serão agregados numa bolsa de formadores.

A formação, que será gratuita para quem a frequenta, não terá também custos adicionais para o MEC, uma vez que as horas que os formadores vão dispensar para dar formação aos colegas vão estar integradas dentro da componente não lectiva de estabelecimento, ou seja, dentro do horário de trabalho dos professores, mas fora da componente destinada a dar aulas, clarificou o secretário de Estado.

“Quem fizer formação para além das horas obrigatórias, a própria entidade que a organizar vai financiar o modelo”, referiu Casanova de Almeida, dizendo que essas formações fora das horas obrigatórias podem ser ministradas, por exemplo, em universidades. “Dentro da componente não lectiva recai toda a formação contínua obrigatória de todos os docentes”, frisou.

O essencial é que este modelo, que parece continuar a não contemplar a contabilização de outras participações ou trabalhos, aposta no progressivo fechamento local dos cospos docentes.

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