(In)Competência


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o actual está por um fio importado. Iavé, O Grande – talvez maior – irá treinar Os Divinos!

ora, oremos!

Como seria de esperar, os pedidos de decsculpa de alguns ministros destinaram-se apenas a arrefecer o ambiente durante uns dias.

A fase seguinte, o processo de reformulação em curso (prec), caracteriza-se por culpar os informáticos e os computadores por sabotagens e bloqueios.

Agora é na Educação, em que um alegado “bloqueio” fez com que fossem disparados emails em todas as direcções. Ainda estou para perceber como um “bloqueio” em vez de produzir um “bloqueio” (ler a definição aqui) produz o seu oposto…

Claro que estas manobras de spin até podem ser assumidas com toda a sinceridade por personalidades algo messiânicas, que acreditam não ser suas as falhas mais do que evidentemente demonstradas. Quer a ministra da Justiça, quer o ministro da Educação já demonstraram incluir-se neste tipo de perfil.

Um modelo profundamente estúpido de colocação de professores devido à sua fragmentação, que permite múltiplas e sucessivas colocações, está a atingir de forma dramática algumas das escolas, turmas e alunos que mais precisavam de competência no MEC.

É uma completa vergonha e maior vergonha é tentar dar a entender que isto é causado pelo “centralismo”.

Não… quando se permitem dezenas ou centenas de concursos em simultâneo, não comunicantes, abre-se a porta a um ciclo vicioso de colocações repetidas, desistências, recolocações, permanência de vagas por preencher num loop que se promete acabar sempre na próxima semana.

A responsabilidade política é do ministro por não querer saber, na base do “deleguei isso no secretário de Estado”, e do secretário de Estado que mandou fazer aos serviços aquilo que ele não entende e não sabe fiscalizar. E, em primeira e última instância, de um PM que nada percebe de Educação e fala do assunto com menos conhecimento de causa do que o papagaio morto da loja dos Monty Python.

Um desastre que resulta de incompetência técnica, desleixo político e mais coisas, mas nenhuma delas é um problema “de comunicação” (teoria de Luís Montenegro, essa sumidade comunicacional, hoje na TSF), a menos que se admita que a comunicação do desgoverno nesta matéria se caracterizou por sucessivas mentiras, voluntárias ou não.

E o maior problema foi a casmurrice, a cegueira, a mania de que tudo o que são avisos vindos das escolas e dos professores é matéria para ignorar porque são queixas corporativas ou, para certas luminárias do serviços, quem está “por dentro dos concursos” é que sabe.

Crato apela a debate com partidos sobre autonomia das escolas e colocação de docentes

A ligação entre “autonomia das escolas” e “colocação de professores” é falaciosa e, no actual contexto, soa bastante a pretexto para fazer avançar um enorme erro por causa de um grande erro.

Toolate

que alberga 200 mil funcionários sem qualquer incentivos à eficiência

 

Quaisquer, pá!

 

O profista marcelo diria quaisi.

 

 

A piada é serem sempre os maus alunos a manterem-se!

 

nap

É que nem falta a sacramental gralha no próprio assunto… C’um caraças… eu tenho razões para desactivar o corrector ortográfico, mas a DGAE não deveria ter um pouco menos de desleixo nisto?

Anexo: Circular B14024576Q

Directores e professores relatam “situações inexplicáveis” que “apontam para erros” na colocação de professores

Estão a ser detectados “erros aparentes na colocação de docentes nas escolas” em cima da abertura do ano lectivo. Presidente do Conselho das Escolas diz que a confusão está lançada e teme que se esteja “perante a parte visível do icebergue”.

Algo já descrito no fim deste post.

O secretismo em torno do total de pedidos de rescisões, dos montantes envolvidos, dos critérios efectivamente usados para as decisões, do que se pretende fazer após a aceitação ou não dos que foram bafejados com um deferimento.

O atraso em fornecer dados concretos sobre os docentes colocados nesta fase dos concursos (a anota de imprensa saiu já noite cerrada), parecendo que esperam para ver primeiro as tabelas do Arlindo, para terem a certeza de terem feito bem as contas.

Implosão dos meios técnicos?

Incompetência da coordenação?

Desleixo?

MEC liga a directores escolares à noite dando-lhes duas horas para evitarem horários-zero

Ministério da Educação pede aos directores para indicarem os nomes dos professores sem componente lectiva a quem, entretanto, se tornou possível atribuir turmas, para os retirar do concurso de colocação. “Surreal” avalia um dos dirigentes contactados.

Uma coisa é discutir opções políticas e ideológicas, outra é constatar a completa impreparação para uma coisa tão básica como elaborar minutas para algo que foi lançado há 9 meses ou manter uma aplicação informática em funcionamento, sem estar sempre a crashar.

Descrição de um caso real, começando pela tal minuta (a do acordo de extinção do vínculo) que não era passível até ser (Acordo extinção do vinculo de emprego público):

O meu nome é ************ e sou uma das felizes contempladas com o acordo de extinção do vinculo do emprego publico.

Assinei, de boa fé, o acordo de extinção do vinculo de emprego publico nos termos da minuta que a DGAE fez chegar aos agrupamentos de escolas, com a indicação expressa que o “texto das clausulas não é passível de alteração”, no entanto, verifico as seguintes desconformidades:

Não foi considerado no valor da compensação o suplemento remuneratório que me era devido, uma vez que nos últimos 10 anos desempenhei funções em órgãos de gestão, de forma continuada e o artº4 da Portaria nº 332-A/2013 de 11 de novembro assim o determina. Para que tal não seja uma ilegalidade gritante a minuta não menciona o referido artigo em nenhum dos seus pontos.

Por outro lado, a cláusula segunda da minuta tem a seguinte redação: “a compensação a atribuir ao Trabalhador foi aferida pelas condições remuneratórias que aquele reunia a 31 de agosto de 2014, calculada de acordo com o estabelecido no artigo3º da Portaria nº 332-A/2013 de 11 de novembro(…)”

Ora eu, em 31 de agosto de 2014, auferia, ilíquido, 3.091,82 € e o cálculo da compensação foi efetuado tendo por base 2.847,13€. Este era o valor auferido em Dezembro de 2013 e estabelecido como base para as indeminizações pelo artigo 4º da Portaria nº 332-A/2013 de 11 de novembro que, sendo ignorado para um facto, também o deve ser para o outro.

Esta ultima desconformidade é comum a todos os acordos de extinção do vinculo do emprego publico pois o “texto das clausulas não é passível de alteração” …………………

Há ou não aqui ilegalidade em TODOS os acordos que vierem a ser assinados?

Ainda não consegui falar com nenhum advogado que me oriente no sentido de impugnar todo este processo, como fazer a reclamação/exposição/alerta (whatever), a quem dirigir, para onde mandar and so on….

Após 3 dias de pura loucura foi possível submeter a candidatura à BCE.
Senti-me dentro de uma máquina de lavar roupa com a centrifugação no valor máximo.
Chegada aos subcritérios percebi francamente o nível de falta de respeito pelo ser humano – classe professor. Ao fim de 18 anos a contrato, o que é isso de trabalhar mais aqui ou acolá? 500 km’s – coisa de meninos de coro. A família já se habituou, o corpo e o espírito também.
Concretamente:
Sou pura e simplesmente candidata ao grupo 100 – Educação Pré-escolar (3 aos 5 anos de idade).
Apareceram-me estes subcritérios, que transcrevo.
Muitos dos itens de resposta são absolutamente falsos, porque não há outra opção: “ou respondes a estes ou a nenhum!”

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– Dinamizou e/ou participou em projetos/atividades/formação ao abrigo do antigo programa Comenius.
– Experiência profissional em nº de dias no desenvolvimento de atividades de assessoria pedagógica.
Até 365 dias (mínimo que a aplicação permite!)
– Indique o número de dias de tempo de serviço docente, em que o serviço distribuído incluía o acompanhamento de alunos em formação em contexto de trabalho no âmbito dos cursos profissionais.
Até 365 dias (mínimo que a aplicação permite!)
– Níveis lecionados.
– Num dos três últimos anos nas escolas em que esteve integrado teve algum serviço de apoio pedagógico acrescido?
– Qual a experiência profissional, contabilizada em anos, na lecionação de Cursos Vocacionais e ou Cursos Profissionais.
– Qual a experiência profissional, contabilizada em dias, na leccionação de turmas de Percursos Curriculares Alternativos, Cursos de Educação e Formação e Cursos Vocacionais.
– Qual a experiência profissional, contabilizada em dias, na lecionação no âmbito de projetos com metodologia Fenix, ou Turma Mais.
Maior ou igual a 1095 dias.
Entre 730 e 1094 dias.
Menor ou igual a 729 dias. (Com estas hipóteses sou obrigada a prestar falsas declarações.)
– Qual a experiência profissional, contabilizada em dias, no exercício do cargo de diretor de turma.
– Qual o tempo de serviço, contabilizado em dias, de experiência comprovada e continuada com grupos heterogéneos (grupos de alunos matriculados em, pelo menos, três anos de escolaridade distintos)?
– Qual o tempo de serviço, contabilizado em dias, de experiência comprovada e continuada em que desempenhou funções de tutor?
– Qual o tempo de serviço, contabilizado em dias, prestado em turmas PIEF?
– Habilitação académica para recrutamento no âmbito da Educação Especial.
Respostas fechadas:
Formação especializada no domínio cognitivo-motor.
Etc. (Tive que escolher -inventar- uma graduação, assim de fresco.)
POR FIM:
– Possui qualificação profissional para o grupo de recrutamento a que se candidata?
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Sinto-me como uma vítima que num último reduto de esperança fecha os olhos  e atira-se de peito feito contra o perigo de ser apanhado. O perigo de vir a ser excluído por falsas declarações. E assim adapta a sua lógica de resposta imaginária ao “pretendido” pelo senhor diretor. Tal e qual um aluno que estudou pouco e escreve qualquer coisita a ver se cola…
Deixa cá ver: “Diretor de Turma” é alguém que dirige uma turma, logo se as turmas sempre foi minhas e só minhas…. Sim, fui DT durante 18 anos. Esta era canja!
No meio desta chico-espertice serão escolhidos os melhores professores da escola pública de Portugal pelos senhores diretores.
Sim, porque na escola pública só é preciso escolher muito bem os contratados.
Atenção que eu NÃO estou  a aludir a que se deva fazer uma escolha tão minuciosa (!) de todos os professores (quadros incluídos).
Apenas realço o que é absolutamente ilógico, incoerente, para justificar tamanha anormalidade de concurso, que por mais voltas que lhe deem nunca servirá para nada mais do que dar emprego aos lindos olhos (entre outras partes do corpo) de alguém.
Querem melhorar a escola pública ou querem acabar com ela?
Querem desgastar os professores da escola pública ao máximo no início do ano escolar para depois comparar os seus resultados com os do privado?
Querem comparar o incomparável?
Querem um concurso tão exigente para depois vincular extraordinariamente quem sempre trabalhou no privado?
Alguém muito indecente inventou as férias, o descanso semanal, a noite!
Ah, ok! Não era para os professores, essa classe especial de malandros e sornas…
Nota:  Não escrevo para agradar a ninguém, não escrevo contra ninguém em particular (cada um de nós agarra-se às oportunidades), escrevo o que muita gente pensa e tem medo de dizer. O medo anda por aí, nos grupos de professores da internet, nos corredores das escolas, nas salas de professores.
Quem traz o medo dentro de si perpetua-o nos seus alunos por contaminação. Pecadora me confesso e solidária com todos, à exceção dos chicos-espertos.
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C.C.

… pois isto apenas acontece devido a atrasos do próprio MEC. O que implodiu.

Professores do quadro chamados a esperar pelas colocações dentro das escolas

O ministério deu orientações aos professores do quadro que concorreram à mobilidade interna para que se apresentem na segunda-feira nas escolas onde deram aulas no ano passado ou onde as suas candidaturas foram validadas. Directores frisam que eles não irão lá fazer seja o que for.
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E depois dizem que os problemas no acesso à profissão se resolvem com uma prova escrita?

Estas pessoas fizeram uma licenciatura e um mestrado que afirmava dar acesso à docência (e não foi num ramal distante de uma universidade manhosa, pois um dos casos é na FLUP) e agora dizem-lhes que afinal levaram doninha fedorenta por arminho.

E que tal um pingo de decência e competência nestas matérias?

Depois de alunos e ex-alunos da Escola Superior de Educação (ESE) do Porto, é a vez de ex-estudantes do mestrado em Ensino do Inglês e outra língua estrangeira do ensino básico, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), expressarem revolta por não terem grupo de recrutamento adequado à sua formação, o que os obriga a ter de ir para tribunal para dar aulas. Garantem que já fizeram queixa ao Provedor de Justiça, à Assembleia da Republica (AR) e ao Ministério da Educação e Ciência (MEC). A tutela assegura que está a “estudar” o problema.

Em causa está o facto de a formação deste mestrado não encontrar correspondência na combinação de disciplinas e graus de ensino que existem nos actuais grupos de recrutamento. A FLUP já encerrou o mestrado, adaptou outros cursos à legislação actual e entrou em contacto com o MEC para expor e “sensibilizar” a tutela para o problema, de acordo com o gabinete da comunicação da reitoria da UP.

Provas de 19 professores foram corrigidas segundo critérios errados

Claro, claro…a culpa nunca será do Iavé.

 

Dgaé era uma invejosa, queria um Templo maior do que o de Iavé, O Grande, Talvez Quiçá Maior.

Foi por isso que gerou – tecnologicamente – o Erro!

 

A especialidade do IAVÉ… atirar as culpas para os professores… nunca assumir as suas falhas ou responsabilizar-se pelo mau planeamento da coisa…

“Ao contrário do inicialmente previsto, o IAVE vem comunicar que a divulgação de resultados do teste Key for Schools dos alunos a frequentar o 9.º ano de escolaridade não poderá realizar-se no próximo dia 4 de junho”, quarta-feira, avançou hoje o Instituto de Avaliação Educativa em comunicado, sem adiantar outra data para a publicação das notas.

Segundo o IAVE, o atraso deve-se à fraca adesão dos professores, já que só 800 dos 1200 que fizeram a formação para classificar as provas “têm estado efetivamente envolvidos no processo”, justifica o instituto. A participação é voluntária e não remunerada.

Palavras de elogio só para os que aceitaram trabalhar para aquecer as falanges…

 

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