Ó Faxavor!


Já consigo praticamente não reagir quando leio prosas claramente encavalitadas no alheio.

Já é coisa com duas semanas, mas… este senhor deputado continua a aparecer como se fosse um dos senadores da República e… é apenas mais um ao serviço do jardinismo.

As histórias de horror dos deputados da Madeira

Antero138

(c) Antero Valério

Eu adoro a retórica da autonomia. Ouvindo as declarações do ministro percebe-se que a autonomia e flexibilização se fazem dentro de um compartimento fechado.

Num exemplo todo modernaço, Nuno Crato refere que uma escola pode achar que para além da Geografia se poderá oferecer uma disciplina de Mapeamento Digital.

(para além de História, que tal Arqueologia Digital e Genealogia Genética?)

Seria giro se o que está a mais no que ele diz não fosse o “para além”. Não é para além, é em vez de, pois as horas são retiradas à Geografia para ser dadas a essa disciplina.

Não é criada uma bolsa horária extra (digamos assim, 10% do total semanal, para não exagerar) para experiências desse tipo; o que acontece é que são retiradas horas às disciplinas pré-existentes.

Isto é um conceito muito próprio de liberdade.

Liberdade dentro de uma prisão.

Do género… tu podes dividir a cela como quiseres. Metade pode ser quarto e metade casa de banho. Se quiseres até podes fazer uma sala e um salão de jogos, mas tens de retirar esse espaço à casa de banho e ao quarto. Ai de ti se deixares uma ponta do lençol cair para fora das grades.

Não há qualquer confiança verdadeira nas escolas, através da concessão de crédito horário para projectos que não partam da amputação do currículo regular.

Pensando bem… agilização é a palavra correcta para este tipo de malabarismo curricular. Termo melhor só mesmo o de contorcionismo.

A desconfiança mantém-se. A liberdade é contada ao minuto e esta conversa enjoa porque é falsa, hipócrita e manipuladora – de forma consciente – da opinião pública.

Eu prefiro assumir que em certas matérias não há verdadeira liberdade, pois é necessário que impere uma coerência no currículo e não uma manta de retalhos. é mais sincero.

Porque usar assim o termo liberdade é um bocadinho… desonesto do ponto de vista intelectual e político. Ainda há pessoas que dão algum valor ao significado de termos com esta importância.

contorcionista-04

Isto não é preconceito, é mesmo mau feitio meu com certas panisguices. Não é nada relacionado com “orientação de género”, é algo mais profundo e está relacionado com um certo desgosto perante um modo de vida muito peitinho de frango grelhado com legumes cozidos no vapor.

Phosga-se, pá!

Ninguém vos pede pénaltes pela manhã e copos de bagaço a meio da tarde, mas dão-me licença que expresse, de quando em vez, a minha vontade de vos atirar com o bule à cabeça?

Porque, apesar dos salamaleques, continuam grunhos como os outros.

Muit’a agradecido!

(e logo eu que até gosto bastante de chá e sou viciado em comprar tudo o que é mistura nova… excepto as de frutos do bosque, por causa do lobo e da capuchinha…)

Comparações

A comparação entre alunos e clientes é daquelas que me dá vontade de armar-me em capitão Haddock sempre que a Castafiore abre a boca.

É mais compreensível em empresários que se acham de sucesso, mas indigna-me se for na boca de pais.

Como pai, não quero que os professores da minha petiza a tratem como cliente e muito menos achem que tem sempre razão.

Mesmo que em muitos casos tenha.

E a satisfação do cliente não é tudo. Há muito cliente enganado por vendedores de banha da cobra.

JCN

César das Neves: Aumentar salário mínimo «é estragar vida aos pobres»

… e por isso mesmo não ser capaz de construir toda uma mundivisão baseada numas férias ou estadia de curta duração num país onde tudo parece agradável a partir do hotel, resort ou residência universitária.

O melhor mesmo é ir ver se a FLAD ou a Gulbenkian me financiam uma visita de estudo ou uma fellowship.

Cavaco recusa que futuro do Governo dependa de eleições locais

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Expresso, 27 de Setembro de 2013

É apenas um lapso, uma incorrecção factual.

… nunca passou pelo pessoal menos qualificado, mas pelos ódios de estimação desta pandilha.

Venho por este meio convocar V.ª Ex.ª para uma reunião a realizar no dia 02 de setembro, segunda-feira, pelas onze horas, no Auditório da Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra, relativa ao assunto: “Esclarecimentos sobre o programa de rescisões voluntárias levado a cabopela Direção Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP)”

Com os melhores cumprimentos,

Pela Delegada Regional de Educação do Centro

O Ministério da Educação já começou a aceitar algumas turmas que não tinham sido incluídas na rede escolar. A correção começou a chegar ontem às escolas.

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Que sentido faz definir uma rede escolar truncada a 26, obrigar as pessoas a irem para a mobilidade a 30 e agora (1 de Agosto) andar a aprovar turmas às mijinhas?
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É isto a famigerada autonomia? De acordo com a qual me dizem alguns directores estarem as suas escolas a receber a indicação de que serão visitadas por inspecções em pleno Agosto para controlar o que se está a passar?
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Os socialistas manifestam dúvidas fundamentadas de que os telemóveis, os computadores e outros meios técnicos da sede nacional, estão a ser alvo de intromissão ilegítima.

Passos Coelho faz declaração às 19h30

A declaração deverá ser conjunta, mas só o líder do PSD deverá tomar a palavra após reuniões dos partidos. Portas deverá ficar no Governo, com posição reforçada.

Quanto à declaração, a pessoa amada parece que não pode pronunciar-se…

Governo reforça argumentos para despedir no Estado

Nova proposta do Governo diz que segurança no emprego no Estado “não é um direito absoluto”.

Então há outros direitos que não são, por certo, “absolutos, certo?

Importar-se-ia o secretário Rosalino de teorizar sobre o tema?

Agora que lhe(s) parece que a Constituição já deve ser um referencial?

O Governo diz que o regime que irá substituir a mobilidade especial não pretende “nunca pôr em causa” o “direito fundamental à segurança no emprego”. Porém, também deixa claro que a segurança no emprego no Estado “não é um direito absoluto” e deve ter em conta “interesse público”, previsto na Constituição, e o “dever de boa administração”.

Ou será possível que por “boa administração” se entenda a devida alocação dos meios e recursos e não a dispensa dos funcionários do Estado para se fazerem contratos com escritórios de amigos e conhecidos?

 

Cavaco: Sétima avaliação “foi inspiração da Nossa Sra. de Fátima”

Um comentador muito imaginativo decidiu inquirir-me, como se de novidade se tratasse, acerca do meu ritmo de trabalho e divisão das minhas dedicações, insinuando que me dedico à escola em part-time.

É coisa de criatura rasca, mas eu gosto de descer ao nível desta gentalha. Sendo que não é inconcebível que alguma dela até se cruze comigo de cabeça em baixo.

Não é insinuação nova mas gosto sempre de responder salientando que aos medíocres faz muita impressão quem seja apenas suficiente no que faz ou moderadamente competente.

Isto é bem simples, assim de cabeça dei até ao momento mais de 300 aulas de Português a 2 turmas do 5º ano e cerca de 250 de História ao conjunto de 3 turmas de 7º, ao que deve acrescer perto de 30 de apoio ao estudo e umas 70 (pelo menos) a um pequeno grupo de alunos com NEE. As planificações estão a ser cumpridas, os meus elementos de avaliação são partilhados com os colegas e o meu trabalho ainda permite momentos lúdicos com os alunos. Não sei se sou competente, mas sei que não apresentei nenhum atestado nos últimos anos e a maioria esmagadora das faltas que dei foi para participar em sessões públicas de debates ou conferências para que fui convidado. A semana passada em Almeirim e sábado em Gondomar.

Em tempos até apresentava aqui os resultados dos meus alunos em provas nacionais, mas chamaram-me vaidoso, quando era apenas orgulho.

Mas vamos lá.

Por dia, para o blogue, reservo um par de horas, que pode esticar – ou não – conforme os meus compromissos nas redes sociais, nomeadamente no latifúndio que administro em conjunto com a minha petiza (com quem decidi passar a tarde de amanhã, após o seu primeiro exame, faltando para isso a uma aula de 90 minutos, para o que avisei os miúdos já a semana passada, ok?).

Quando necessário, ainda arranco uma hora ao sono para escrever para outros compromissos (entreguei há 2 meses uma biografia com mais de 250 páginas para publicação e tenho outro livro para entregar daqui a 3 meses, mais ou menos, com umas 120), embora nem sempre com a melhor das vontades.

Até ao momento não precisei de drogas leves ou pesadas para aguentar um ritmo de trabalho (excepto uns pézinhos de coentrada como hoje) que é menor do que já foi mas que acredito ser superior ao de alguns provocadores que de tão medíocres não concebem que alguém (sem ser em troca de estipêndio) goste do que faz e o faça sem aparente esforço.

E sobram uns segundos ainda para mandar para o raicoparta quem acha que deve controlar a minha vida.

Farm

Apostas sobre as acções de companhias venusianas e instituições financeiras de Júpiter?

Refer realizou swaps de derivados exóticos

E lá volta a teoria dos lapsos

A Refer, que teve a responsabilidade financeira da secretária de Estado do Tesouro, realizou swaps de derivados exóticos com efeitos opostos aos que em geral se esperam por subidas das taxas de juro, a informação é hoje avançada pelo Jornal de Negócios. Maria Luís Albuquerque reconhece que existem “lapsos” na falta de dados e defende que as operações da Rede Ferroviária Nacional não foram consideradas “problemáticas” nos critérios utilizados pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).

Acho fantástico como como é possível não ter uma coisa tão básica ao fim de tantos anos de conversa fiada sobre os efectivos da Função Pública…

Aliás, como é possível saber que há funcionários a mais e fazer médias de salários se não têm a tal “ferramenta”?

Já sei… ainda não escolheram quem vai receber uma verba choruda para o estudo preliminar, para o projecto e depois para a elaboração e implementação, tudo assim muito dividido em fases e tranches, porque há funcionários a mais, mas ninguém sabe (alegadam,ente) fazer tal coisa…

O Governo pretende criar “uma base de dados que tenha o cadastro de todos os trabalhadores das administrações públicas” para, através dela, conhecer o perfil salarial dos funcionários e poder tomar decisões no âmbito do aprofundamento da reforma do Estado e da modernização deste sector.

Ter uma ferramenta dessas “seria fundamental para o desenho de políticas e de medidas no âmbito da modernização da administração”, disse hoje Hélder Rosalino, o secretário de Estado da Administração Pública, dando como exemplo o desenho de políticas remuneratórias.

 

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