Os Velhos


Idosos portugueses são dos mais pobres da Europa

BBC elege Portugal como um dos melhores destinos para os reformados britânicos

mandam que o lucro seja repartido, que a iniciativa privada comande as empresas e que o colectivo dos cidadãos defina a educação que lhe forneça a confirmação da melhoria do equilíbrio sucessivamente optimizado.

E que a comunicação social não seja empresarial nem permeável a trampolins de auto-representantes.

Já agora e necessariamente, que a forma e substância de verificar tal equilíbrio sucessivo não continue a ser efectivada por inimputáveis.

já me foi devolvida, sem quaisquer juros, a minha contribuição forçada para o joelho educativo.

… eu acho-os uns imbecis de primeira apanha, não me revendo minimamente nas baboseiras destes ex-líderes das jotas que acabam ou no Parlamento europeu ou em líderes partidários. Relembremos, para além dos nomeados, os precocemente instalados Sérgio Sousa Pinto, Djamila Madeira, Pedro Pinto, o próprio Marques Mendes…

E o que é pior é que esse discurso ainda parece “fundamentado” em livros como o de Helena Matos e José Manuel Fernandes que têm obrigação de saber muito mais do que um qualquer ex-jotinha.

“Discurso geracional” e guerra aos “velhos”

Estes antigos “jotas” do “discurso geracional” que hoje estão no poder são a encarnação viva da partidocracia.

EstePais

Sinceramente, gostava de ir ao lançamento deste livro, mas dou aulas até às 18.30,o que o torna impossível.

E gostaria de ir pois, para além de conhecer os autores mesmo se de forma algo superficial, discordo do que deduzo da tese central, a partir do que os autores têm declarado para efeitos promocionais. E porque gosto imenso de observar “liberais” em sã confraternização. É a minha faceta David Attenborough

A ideia central parece-me ser a de que os grisalhos de hoje são egoístas e ao quererem manter os seus direitos adquiridos estão a hipotecar as gerações futuras, os seus netos ou mesmo filhos.

Eu sei que é um livro de combate, propositadamente destinado a provocar polémica e por isso mesmo acho que a leitura é linear de forma propositada, pois parece ignorar que estes filhos e netos já foram criados e educados pelos pais e avôs, com recurso aos seus meios e que talvez a solidariedade devida seja mais lógica a partir dos que estão em idade mais activa e com capacidade para mudar as coisas e desenvolver o país, sendo – digo eu – ser seu dever tranquilizar os seus ascendentes acerca do seu direito a uma velhice protegida.

É uma falácia dizer que o peso das obrigações sociais sufoca a sociedade civil por causa dos impostos. Quem é sufocado é o trabalhador por conta de outrem. Basta comparar as taxas do fisco para os grandes negócios e os pequenos contribuintes.

O que os jovens deveriam exigir era uma elite política que respeitasse os mais velhos, aqueles que conquistaram liberdades que não existiriam sem a sua acção.

O que os jovens deveriam exigir era uma governação que não estimulasse activamente a emigração e combatesse o pântano dos interesses instalados (os das negociatas, não os dos aposentados com 1000 euros mensais) em vez de se ter rendido à hipótese de um emprego futuro, depois do exercício domesticado do poder.

O que os jovens deveriam saber era protestar e avançar as conquistas, não alinhar em estratégias de retrocesso social. Deveriam era combater as redes de tráfico de influência, nepotismo e apropriação dos meios do Estado por interesses particulares anti-solidários.

Porque a solidariedade intergeracional não se faz na base do sacrifício dos mais fracos e dependentes, mas sim na da construção de um futuro mais desenvolvido, com recurso a vercdadeiro empreendedorismo e inovação, os quais não dependem da relação preferencial com um secretário de estado ou chefe de gabinete.

… ou será que o ministro Crato está interessado em qualquer tipo de sangue, desde que amarrado ao 1º escalão salarial’

Porque, idade por idade, há muito contratado praticamente com a mesma idade de muita gente a meio da carreira ou perto disso.

Por outro lado, pela primeira vez sou obrigado a reconhecer que, mesmo que indirectamente, o actual MEC conseguiu equivaler-se aos valteres&pedreiras na adjectivação dedicada aos professores que lhe desagradam. Somos sangue velho, portanto.

Agora é esperar que o princípio se alargue e venha sangue (e espírito) novo para o MEC, mas mesmo para o seu centro, que é para evitar este tipo de contorcionismos…

Numa nota enviada ao PÚBLICO esta quinta-feira, o gabinete de imprensa do MEC esclarece que Nuno Crato não anunciou qualquer vinculação extraordinária. Frisa que as frases captadas pela RTP foram proferidas a propósito de medidas tomadas pelo MEC para “dignificar” a função docente (como a prova de avaliação de conhecimentos e de capacidades para docentes) e que Nuno Crato ressalvou: “Temos de olhar não para este ano imediato, mas temos de olhar para o futuro, de ver isto a prazo”. Só depois disse: “Devido a aposentações de professores, em breve vamos  precisar de sangue novo(…).”

Na mensagem electrónica enviada ao PÚBLICO, o gabinete de imprensa do MEC não esclarece quantas vagas calcula que será necessário abrir nos quadros e quando poderá isso vir a verificar-se. Também não comenta o aviso da Comissão Europeia.

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