Docentes


São mais de 9500 nos quadros de agrupamentos e escolas não agrupadas.

O Arlindo já fez as tabelas para aquel@s onde há mais lugares a extinguir e onde existem mais vagas abertas.

A verdade é que, com isto tudo, o concurso deste ano serve para extinguir quase 10% dos lugares dos quadros AE/E, enquanto entram muito menos (pouco mais de 15% desse número, ou seja, pouco mais de 1% dos quadros, assim de cabeça) para QZP, com uma colocação muito menos estável.

O que significa que há sérias possibilidades de muitas das vagas abertas para QZP serem preenchidas por professores do quadros de AE/E que estejam em risco de horário-zero e/ou requalificação.

O que significa ainda que este concurso intercalar, tão reclamado por algumas pessoas até é um bom serviço prestado ao desgoverno e ao MEC, que assim emagrecerá os quadros de forma bem acima da redução de alunos.

São 1453. Aqui.

Informações úteis da reunião da Pró-Ordem com a nova Directora-Geral da Administração Escolar: Redução da componente letiva, bibliotecários e concursos.

A lei do menor esforço

… continua uma treta, com coisas mais velhas que o matusalém primeiro ou com pseudo-novidades que não interessam nem ao bebé jesus em cueiros.

Há excepções, claro que as há, mas são verdes.

E há sempre aqueles meios créditos promovidos pelas editoras.

E continua a não interessar ou contar seja para o que for a “produção científica” ou directamente relacionada com a actividade profissional.

E depois quem que levemos as coisas das ADD a sério?

 

Há 25 anos ligado à avaliação, e formado em geografia, o presidente do IAVE lamenta que o sistema educativo esteja feito para “premiar a mediania” e apela a uma mudança da forma como a sociedade encara a avaliação. E admite que faria sentido ter uma componente de avaliação dos docentes na sala de aula, assim como fazer a prova logo que os candidatos saíssem do ensino superior.

Quanto a premiar a mediana, concordo em absoluto, pois só assim seria possível a certas pessoas chegarem onde chegam, ascendendo assim sempre ao passinho curto, meio na sombra, discretamente, sem um rasgo e só com acutilância quando é de cima para baixo e nunca ousando contestar de baixo para cima.

Qual é exactamente o momento em que acabamos por achar que há uma turma, mais do que um aluno ou grupo deles, que não merece o esforço que aplicamos para lhes transmitir algumas noções do que é exigido pelo bom senso, mais até do que por programas e metas? Quando é por demais evidente que qualquer prazer ou sequer mediana satisfação está ausente daquelas horas semanais que se arrastam de minuto em minuto?

E quando tomamos essa consciência, o que fazer? Preencher o tempo, a ver se todos sobrevivem à experiência com o menor grau possível de danos, ou continuar a batalhar porque é essa a nossa função ou, até mais do que isso, o nosso imperativo ético categórico?

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