Colete De Forças


Diz-me o candidato que preencheu tudo, mas… sai sempre à casa um par de duques.

Crash

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Se o modelo de gestão continua monolítico, de natureza hierárquica, concentracionário, baseado nas nomeações e não numa verdadeira escolha partilha, como são capazes de escrever (artigo 3º do despacho normativo 6/2014) que:

2. A autonomia da escola deve ser orientada para objetivos específicos, nomeadamente os seguintes:
(…)
b) Uma participação ativa dos docentes no processo de decisão, envolvendo todos os potenciais participantes no mesmo;

O actual modelo de gestão escolar é a negação de tal princípio e o despacho da alegada “autonomia” mais não é do que uma sucessão de espartilhos estatísticos que pedem sucesso imediato, caso contrário as coisas ainda ficam pior do que sem a dita cuja.

E tanto tempo que foi necessário para isto ser publicado… na prática, todo este ano lectivo foi vivido sem saber com que regras a “autonomia” iria ser praticada e medida.

O costume.

Chegou-me a informação de que numa escola em que ninguém se voluntariou para a classificação dos exames/testes made in Cambridge não foi possível nomear fosse quem fosse, foram recebidas indicações do IAVE para que TODOS os professores de inglês apresentassem um documento por escrito, alegando os motivos pelos quais não se VOLUNTARIAM para a tarefa. Inacreditável!!!!

Revoltada com esta situação, uma colega preparou o seguinte documento para servir de minuta a quem quiser usá-lo.

…. cumpre-me informar-vos da minha indisponibilidade total e irrevogável para participar do……….. pelos motivos que passarei a enumerar:

1º. A função de classificadora do Key For Schools não está prevista pelo Estatuto da Carreira Docente, nem no âmbito das tarefas previstas para a componente letiva, nem no âmbito da componente não letiva (ECD, artºs 77, 78 e 82). Assim sendo estou convicta que o trabalho que me é pedido que realize não está contemplado pelo ECD pelo que, a ser efetivamente aceite, teria que ser considerado como trabalho extraordinário (ECD, artº 83, ponto 1 e 6) e ser remunerado como tal;

2ª. As funções que participar no …………….. compreendem a deslocação para fora do meu local de trabalho, quer para participar na formação específica da Cambrigde English Language Assessment, quer para como professor classificador participar na avaliação do Speaking Assessment por várias escolas em localidades que desconheço. Daqui decorrem dois aspetos importantes:

2.1. Presumindo que o Estado não me facultará um motorista que me transporte do local onde exerço funções até aos locais onde o IAVE considere que eu tenha que me apresentar, manifesto a minha discordância em que o mesmo faço uso da minha capacidade e certificação para conduzir. Não foi o estado que custeou a minha carta de condução, nem ser detentor da mesma alguma vez foi pré-requisito para acesso à carreira;

2.2. Não dispondo, previsivelmente, de meios de transporte que me permitam efetuar deslocações utilizando os transportes públicos, exercer estas funções obrigar-me-ia a utilizar viatura própria para o efeito. Como a minha viatura está em final de vida útil e necessito de a preservar o máximo possível, não estou disponível para colocar a minha viatura ao serviço do estado, independentemente do valor por quilómetro que me pudesse vir a ser proposto;

3ª Finalmente e mais importante, até porque este argumento seria só por si suficiente, o Despacho nº 4168-B/2014 refere de forma clara e inequívoca no seu preâmbulo que “Para a constituição de uma bolsa de professores classificadores, do Instituto de Avaliação Educativa, I.P. (IAVE, I.P.) convidou professores com habilitação profissional para a docência da disciplina de Inglês em exercício, que, voluntariamente, procederam ao seu registo em formulário disponibilizado para o efeito.”. Não tendo demonstrado em qualquer ocasião disponibilidade para ser voluntária e muito menos tendo procedido a qualquer registo em qualquer formulário para esse efeito, manifesto mais uma vez a minha total indisponibilidade para participar neste processo.

Mais informo que, caso os meus dados sejam utilizados indevidamente para me inscreverem como classificadora, tenciono apresentar queixa não apenas à Inspeção-Geral de Educação e Ciência, mas também à Provedoria da Justiça e à Comissão Nacional de Proteção de Dados.

Com os melhores cumprimentos

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

… mas estou com um ataque de maturidade fora de época e nem sequer vou ser sarcástico e corrosivo como tudo isto mereceria.

“Independentemente da justiça da prova, do ponto de vista de quem a faz, está em causa o respeito pelo trabalho de quem a corrige. Um professor consciente e competente, com experiência, sabe que uma resposta com aquela dimensão demora a corrigir entre meia-hora a três quartos de horas e não se sujeitará a isto”, disse Edviges Ferreira ao PÚBLICO. Frisando que falava não como dirigente da APP, mas a título individual, comentou que “uma empregada doméstica ganha seis euros à hora” e considerou a proposta feita aos professores “ridícula”. Quase mais valia não terem oferecido nada”, disse.

Cada vez me sinto mais envergonhado por esta época em que me vi obrigado a viver.

… nenhum urinol público do modelo especificado abaixo.

urinol

Material chegado por mail por alguém muito próximo do processo.

CGeral

Dia 24 – Ata do CG(??) (dia seguinte à tomada de posse do novo diretor – 23/07)

Documentos requeridos durante a vigência de outr@ Diretor/a que explicitamente informara a Chefe dos Serviços Administrativos que tal quantia não podia ser cobrada por não estar de acordo com os parâmetros definidos pelo Agrupamento. CSA refere que tivera ordens do PCG para assim fazer (não esquecer que Diretor/a tb é Presidente do CAdministrativo!) – Isto aconteceu no dia 19 (6ªf).

Dia 22 (2ªf) – requerente, após ser informado pelo presidente do CG (seu post “Ditaduras de Proximidade”) da quantia que teria de pagar, pede esclarecimento a Diretor/a.

Dia 22 (2ªf): resposta

« Caro XXXXXXXX:  Os meus cumprimentos.  Em resposta ao V. mail, informo que desconhecia o ofício que lhe foi enviado pelo Sr. Presidente do Conselho Geral, pelo que, estranhei o valor que o mesmo apresentou para pagamento das fotocópias autenticadas. Até porque o mesmo não tem competência para deliberar sobre atos administrativos. Registo, no entanto, que o valor cobrado a qualquer cidadão por uma cópia autenticada pela Chefe dos Serviços Administrativos é de 5 cêntimos. Assim sendo, a Chefe dos Serviços procederá à retificação da quantia apresentada tendo em conta este valor.  Sem mais de momento, @ Diretor/a: YYYYYYYYY »

Dia 23: tomada de posse do novo Diretor

Dia 24: “mosquitos por cordas” na escola entre “beligerantes” e na presença do novo diretor; ver ata do CG (acima)

Dia 25 – Chefe dos Serviços Administrativos continuava sem comparecer ao serviço.

Pormenor do etiqueta:

XXX, requerente e candidato, que tem mestrado, é Sr. ,

WWW que é elemento do CG e tem mestrado é Professor

ÇÇÇ que é tb elemento do CG mas nem licenciatura tem, é Dr.

20.18:

Governo assume despedimentos na Função Pública

22.39:

Secretário de Estado não assumiu despedimentos, diz Governo

E isto é mesmo com a existência de imagens com o que ele disse.

Às vezes sinto dó do secretário Rosalino, outra vezes apenas desprezo. A sério. Não sei se é algo pessoal, pois custa-me distinguir o político da pessoa pois têm a mesma cara e falam com a mesma boca.

E, para mais, nunca o (ou)vi falar como pessoa, somente.

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