Extinga-se!


São mais de 9500 nos quadros de agrupamentos e escolas não agrupadas.

O Arlindo já fez as tabelas para aquel@s onde há mais lugares a extinguir e onde existem mais vagas abertas.

A verdade é que, com isto tudo, o concurso deste ano serve para extinguir quase 10% dos lugares dos quadros AE/E, enquanto entram muito menos (pouco mais de 15% desse número, ou seja, pouco mais de 1% dos quadros, assim de cabeça) para QZP, com uma colocação muito menos estável.

O que significa que há sérias possibilidades de muitas das vagas abertas para QZP serem preenchidas por professores do quadros de AE/E que estejam em risco de horário-zero e/ou requalificação.

O que significa ainda que este concurso intercalar, tão reclamado por algumas pessoas até é um bom serviço prestado ao desgoverno e ao MEC, que assim emagrecerá os quadros de forma bem acima da redução de alunos.

Era uma velha promessa minha, a de não visitar regimes caudilhistas, mesmo se disfarçados com eleições.

Jardim demitiu-se mas vai “continuar a fazer tudo e mais alguma coisa” no governo de gestão

… é que o secretário de Estado determina e assina a composição do Júri Nacional de Exames?

Mas nem se pode alegar atraso na publicação, pois o despacho n.º 6394-A/2014 saiu no dia 15, 24 horas ou menos depois de assinado.

Nuno Crato: os exames electrónicos são o futuro

Eu não quero – muito sinceramente – parecer que estou contra tudo e mais alguma coisa, do tipo ludita sem travões, só que…

… lamento, mas discordo e discordo muito. Testes deste tipo só como complemento. Nunca como ferramenta principal da avaliação. Quem defende isso pode estar convencido de estar a ver o futuro, mas…  a ver outra coisa, uma nova forma de tele-escola pois a conclusão óbvia será que os meios electrónicos também poderão substituir grande parte das aulas presenciais.

O e-learning tem as suas potencialidades e as suas (evidentes) limitações. Mesmo o b-learning mais não é do que uma forma de reduzir custos, disfarçada de avanço tecnológico.

Nuno Crato parece ter-se tornado um autómato que defende um ensino despersonalizado, automático, mecânico, em que o factor humano é uma chatice.

Os indivíduos reduzidos a peças, a cliques, a códigos binários. Sempre fui crítico das teorias da conspiração que encaram a escola como uma fábrica, um mecanismo, uma engrenagem.

Mas…

Para quando a defesa do regresso ao ensino doméstico, com testes nestes moldes?

Como se vai começar pelo Inglês, que tal o homeschooling que tão atrai algumas bases do tea party, receosas que qualquer influência impura afecte o espírito das suas criancinhas?

Porque este modelo de ensino e avaliação, não há que enganar, pode ser o “futuro” em termos cronológicos mas… conceptualmente pode estar ao serviço de um dos modelos mais retrógrados e anacrónicos de educação.

Estatísticas – Desde 2011 o MEC ficou mais pequeno 8% em número de Funcionários – 19.847

A DRSLVT – Direcção de Serviços Região Lisboa e Vale do Tejo – sucedeu à DRELVT. O site é entusiasmante pois o endereço é velho (da DREL) e o único conteúdo conteúdo dinâmico diz:

 

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