Vazios


Reforma do Estado sem propostas, calendário ou metodologia definida

Partidos da oposição saíram dos encontros com Paulo Portas afirmando não existir nada de novo no processo de reforma.

Stasistics Operation Number Plex!

 

PR diz nada saber sobre novos cortes

… se as eleições europeias não servem para nada de relevante – i.e. para pregar um valente abanão ao Pedro, como em tempos o foi ao engenheiro – então não há qualquer razão para se ir votar.

Aquela da ligação da política nacional à europeia é muito verdade, mas… não entusiasma ninguém, antes pelo contrário.

… o artigo do director executivo da AEEP, desculpem, do docente universitário Rodrigo Queiroz e Mello sobre a liberdade de escolha num novo naipe de países-farol, agora que se esgotaram os habituais.

(o caso do Chile chega a ser caricato, para quem conhece os últimos balanços da experiência desreguladora…)

Colar citações de gente “de esquerda” (até o pobre Gramsci é desenterrado da forma mais descontextualizada possível) não chega para encobrir que o que está em causa não é uma oposição direita/esquerda mas uma disputa em torno do que se pretende transformar em mero negócio.

Factos? Zero, porque a fundamentação empírica nunca existiu ou ruiu. Juízos de valor? O habitual em quem quer colocar-se numa posição de vantagem “filosófica” com pés de barro.

Fraquinho, muito fraquinho para um docente universitário.

Mas natural para o director executivo da AEEP (associação de Estabelecimento de Ensino Particular E Cooperativo).

Exp8Mar14

Expresso, 8 de Março de 2014

“That’s all Folks!”

Antes os cagarros.

Cavaco não envia novo corte das pensões para o Tribunal Constitucional

À esquerda há imensas, algumas apenas à espera de um convite. Seja para o que for. Excepção para os que têm autarquias e convidam em circuito fechado

UGT “percebe dificuldades” do Governo face a ameaças externas ao Estado Social

O bigode não deve passar de 2015.

Concurso para três vagas de cientista do regime

… e não aprendi nada de especial, excepto umas coisas sobre absinto e que a canse-o continua sem melhoras nenhumas, armada em tuiteira.

Portugal não tem uma estratégia contra a corrupção

Comissão Europeia está preocupada com a corrupção no financiamento partidário e “funcionário públicos eleitos”

Mas não há a teoria transversal ao “espectro politico” de que basta ser “eleito” para ser impoluto, inimputável e acima de qualquer crítica?

A voz do povo não lava as fatinhas, os isaltinos e os valentins melhor do que o melhor dos omos?

Não há movimentos políticos “independentes” baseados no princípio do “foi eleito, é honesto cumó dalai lama?”

Dos 250 congressistas anunciados, apenas votaram 94 pessoas, 89 das quais a favor da lista (única) de Rui Tavares para o grupo de contacto (órgão executivo) e cinco abstiveram-se. 

E é melhor nem comentar mais, pois ainda acabava a tentar perceber a definição sociológica de “boas famílias”… se é da de famílias com dinheiro, se famílias com apelidos conhecidos, se famílias conhecidas de quem arranja (ou manda arranjar) títulos destes.

Gangues de boas famílias lutam quase até à morte

Já agora… uma luta não se pode confundir com agressões selvagens e cobardes por parte deste meninos a quem os papás e mamãs pagarão os devidos “especialistas” para demonstrar que o que fizeram foi resultado de qualquer coisa e tal na eventualidade (muito remota) disto chegar a Tribunal.

Boas famílias? Please, don’t kiss my ass.

… nem para mestrado, doutoramento ou mesmo para projecto de investigação. Ganhavam sempre @s outr@s, mesmo se tinham média menor, menos publicações, menos comunicações apresentadas, menos (quase) tudo. Porque tinham as conexões certas, o choradinho fácil, a horizontalidade da postura (intelectual, física)  sempre pronta para a posição de missionári@. E eu tinha sempre um qualquer problema burocrático para resolver, uma coisinha fora do quadrado certo.

A minha opinião sobre o funcionamento da coisa é pouco favorável, confesso. Não partilho da narrativa paradisíaca sobre o papel de Mariano Gago neta matéria. Sim, aumentou imenso a investigação, reservo a opinião sobre muitos dos procedimentos da rede tentacular que tinha sempre assegurado o financiamento de laboratórios, observatórios e mais uns quantos mamatórios.

Mas daí a esvaziar quase por completo a sua função e deixá-la entregue a uma clique de gente inepta e incompetente vai uma grande distância.

Mal por mal, prefiro que sejam outr@s – mesmo @s horizontais, porque por vezes não há mesmo outra forma de sobreviver – a ter apoio para investigar do que praticamente tornar irrelevante o apoio à I&D que não seja para descobrir a fórmula da cerveja irresistível.

O Ad Duo vai parar a sua publicação (raios, porque escreveram descontinuar?) por razões que são compreensíveis, mesmo se não publicitáveis, pois assim os seus autores o entendem (e não, nenhum se candidatou aos cargos a concurso na estrutura central do MEC).

O Ad Duo foi, em meu entender, o melhor espaço de apoio jurídico aos docentes na blogosfera, tendo-se especializado numa área complicada e armadilhada da acção do desgoverno da Educação, esforçando-se por dar sentido a muita legislação em que ele escasseava, fazendo propostas de interpretação, ajudando colegas, identificando incongruências, erros, omissões e, mais importante, sugerindo alternativas e soluções.

O seu lugar não será, pelo menos num horizonte visível, preenchido.

Deixo aqui o seu último post, pois é possível que mesmo esse possa vir a desaparecer.

Fim de linha

 
 
Partilhamos a decisão de descontinuar o Ad duo, projeto que abraçamos com muita dedicação e com sentido de partilha verdadeira.
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São razões pessoais que nos levaram a esta decisão e que não estão diretamente ligadas à relação dos elementos desta equipa. Essa continuará  forte, certamente.
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Conquistamos amizades e encontramos mais pessoas que partilham dos princípios que nortearam a criação do Ad duo.
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Agradecemos, do fundo do coração, a amizade verdadeira de todos vós e daqueles que nos ajudaram a crescer. Tentaremos responder às questões que nos foram enviadas e que ainda não foram respondidas.
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Nesta hora, temos uma certeza.
Estamos mais sabedores.
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Na esperança de termos ajudado,
Saudações Ad duo
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Este texto do vice-presidente da AEEP. É tão fraquinha a argumentação, tão vazia a fundamentação, tão evidente a fuga à realidade, que chega a ser confrangedor pois nem sequer chega a ser divertido de ler.

Porque confundem os seus interesses particulares com o bem de todos. :-)

E depois há tiradas que são uma espécie de k7 que todos repetem, como se fosse um estribilho. Quantas vezes já não li eu variações disto?

A liberdade de escolha, contra muitos que incorretamente o afirmam, não cria guetos. A liberdade de escolha é um direito humano fundamental e um instrumento de combate à pobreza. Não conseguimos resolver todos os problemas de todos de uma só vez, mas conseguiremos certamente contribuir para a resolução de um problema de cada vez a cada família.

Os muñozes&queirozes continuam ansiosos pelo retorno devido pelo investimento feito junto do CDS.

Só lhes falta terem algo mais síolido para apresentar do que os preconceitos ideológicos que apontam aos outros.

Há envelhecimentos públicos que se tornam penosos nem tanto porque os precocemente envelhecidos se tornaram obsoletos mas pelo esforço penoso em mostrarem-se úteis e disponíveis para.

Vital Moreira acompanha pelo Parlamento Europeu as negociações da nova Parceria Transatlântica para o Investimento e o Comércio. É a oportunidade para devolver aos EUA e à Europa a sua influência sobre a economia mundial.

… de tudo isto é cada vez maior. Quando não há qualquer confiança ou esperança em quem está ou pode vir a estar instala-se a apatia ou a revolta.

O epifenómeno-Eusébio com as emoções, comoções e lágrimas muito facilmente à flor da pele, até por remeter para uma memória que tem o seu ancoramento mais forte na década de 60, o do isolamento internacional a par de uma esboço de desenvolvimento interno, transmite uma mensagem ambígua acerca do tempo que vivemos, de aparente grande integração internacional mas regressão social e económica interna.

Em comum, o êxodo e a tal potencial combinação entre desesperança, apatia e revolta.

Resta a questão… ainda faz sentido, para além da consciência individual, acreditar que o que fazemos tem um objectivo ou uma forma de reconhecimento?

Não comentar irrelevâncias. Inclui mensagens de Natal, Ano Novo, sketches dos Gato Ferdorento sem ser pagos pela PT, análises de treinadores de futebol e alterações ao Código da Estrada, nomeadamente no caso das rotundas. Não adianta comentar coisas que, por muito que tentem, nada trazem de relevante.

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