Janeiro 2015


ZZ Top, Dust My Broom

A abjecção destes processos ainda é maior, porque se sabe que é esta a lógica que, em escadinha, faz neste momento mover muita coisa neste nosso mundo e, muito em particular, as clientelas locais da grande chancelerina.

Merkel oferece dinheiro à Grécia em troca de acatamento da troika

… para os professores na opinião publicada é que muita gente já deu aulas, algures, no seu remoto passado, quase sempre há mais de 20-25 anos, quando precisou de um biscate e havia vagas para quem tivesse uma licenciatura ou mesmo menos do que isso.

Aconteceu muito nos anos 70 e 80, só desaparecendo nos anos 90 e à medida que as profissionalizações foram sendo exigidas e as vagas escassearam para os part-times, enquanto se esperava por algo diferente, que quase todos os que agora escrevem sobre “a qualidade dos professores” consideram ter sido melhor.

Isto inclui quem deixou de ser professor para assumir outro tipo de cargos na administração pública, incluindo no MEC.

É bem verdade que quase tod@s ess@s escrevinhador@s têm estórinhas de arrepiar para contar, de falta de profissionalismo, de fuga às obrigações, de más práticas.

O curioso é que – excepto quando têm uma história lapidar passada com um filhinh@ ou netinh@ – são quase sempre estórinhas dos tempos em que realmente todo o bicho careta conseguia fazer um bico (sem segundas intenções, que essas ficam para fazer outras insinuações) no ensino e agora dizerem mal daquilo de que fizeram parte e que consideram ainda ser a regra.

Eu poderia desenvolver, explicar que, se calhar, muitos dos que ficaram no ensino não o fizeram por não conseguirem fazer bicos (agora, talvez, já esteja a ter segundas intenções) em outras ocupações, mas sim por não o quererem ou porque, quiçá, até gostavam do ensino.

Mas não sei se vale a pena. Basta dizer que não devem medir os actuais professores pela sua própria forma de estar ou dos que lhes eram próximos.

Quanto ao resto, há muita gente, mesmo muita gente, com amnésia selectiva, que @s faz apagar episódios de um passado de que aionda há quem se lembre. Eu, por exemplo, lembro-me de muita gente de há 30-25 anos e do que fizeram para fazer o que fazem.

Eu não conseguiria, admito.

El@s foram e são muito melhores nesses particulares. Só lhes falha a memória em relação a detalhes do trajecto e não é raro ficarem com ar chocado quando se lhes faz o necessário lembrete só para chatear.

PC1

Sim, correcto, não têm filiação partidária. Agora.

Vai uma aposta em como a fila da frente se parecerá em muito com a fila da frente de uma convenção do BE de há uns anitos, mais uns que ficavam lá mais para trás?

O auditório do Fórum Lisboa encheu-se (eram esperados 700 participantes) para votar de braço no ar o processo de eleição dos candidatos, que foi aprovado por maioria. “São eleições duplamente abertas: os cidadãos podem eleger e podem votar”, explica André Barata, membro do secretariado do Tempo de Avançar e do grupo de contacto do Livre. O objectivo é que a mobilização desta plataforma permita existirem candidaturas em todos os círculos eleitorais, com listas paritárias. Cada candidato tem de obter o apoio de 12 subscritores e pode apoiar um mínimo de 50 pessoas.

Este movimento pretende incorporar-se no Partido Livre, fundado por Rui Tavares, ex-deputado europeu do Bloco de Esquerda, para poder apresentar listas candidatas às legislativas, já que os cidadãos independentes não se podem candidatar à Assembleia da República. Essa é a aliás uma das propostas de alteração à lei defendidas pelo Tempo de Avançar. “Esta plataforma tem uma característica especial: junta cidadãos independentes, organizações e o partido Livre. Foi nossa proposta que o Livre fosse o veículo político”, afirmou aos jornalistas Daniel Oliveira, do Fórum Manifesto, assim como Ana Drago. Ambos pertenceram ao Bloco de Esquerda. Daniel Oliveira salienta que um movimento nestes termos nunca foi constituído. “É uma larga maioria de cidadãos sem qualquer filiação partidária”, disse.

Que é reconduzir Portugal ao que era há 30 anos atrás, os heróicos tempos “pré-europeus”, pré-indy, pré-FSE e fundos prás ongues e tecnis manhosas, precisando apenas de perguntar ao actual PR como é que se regressa à ruralidade e ao mar depois dele, enquanto PM, ter ajudado a dizimar por completo essas actividades económicas.

Ahhhh…. voltar a 30 anos atrás (quiçá 50), só que sem escolas, correios ou polícia onde antes ainda existia alguma coisa, só que quem se lembra disso ainda leva com o anátema de “salazarista”, o que não deixa de ter a sua graça.

Pub31Jan15

Público, 31 de Janeiro de 2015

Sacudir a água do capote

 

É tão fácil e ingénuo, e ao mesmo tempo malicioso e destruidor, pôr em grandes parangonas na primeira página de um jornal que “Professores chumbam em exame por erros básicos de português”, ou ouvir o Ministro Crato dizer “Não faz sentido que um professor dê 20 erros ortográficos numa frase”. Estas 2 frases, que não têm mais que sensacionalismo, enfermam dos mesmos problemas: (1) quem realizou a prova não foram Professores, foram candidatos a Professor. (2) Esta pequena nuance ilustra bem o mal que se pode fazer a uma classe inteira, aquela que tem nas mãos a formação da sociedade Portuguesa do futuro. É mais uma machadada no prestígio dos Professores, que se vai reflectir até na sala de aula (onde o Ministro Crato não se atreveria a entrar, e muito menos leccionar), quando o aluno for corrigido por escrever com erros ortográficos, e este se desculpar afirmando que os Professores (todos, como maliciosamente está subjacente à parangona) também escrevem mal. (3) Não se diz na parangona, que é o que vai ficar na memória das pessoas, qual a representatividade daquele problema no universo dos (de facto) Professores Portugueses.

Chama-se a isto manobra de diversão, a qual tem como objectivo desviar a atenção dos verdadeiros culpados para um bode expiatório. Em vez do sensacionalismo, aquele resultado devia levar-nos à reflexão que devia obrigatoriamente ser feita: porque é que os agora candidatos a Professor escrevem da forma que escrevem, tal e qual como a grande maioria das pessoas hoje em dia? Há 2 respostas possíveis para esta questão: (1) os jovens passaram todos a ser “burros” (opção arrogante muito própria de Governante que quer sacudir a água do capote), ou (2) as pessoas hoje têm o mesmo grau de inteligência que tinham os seus antecessores há 50 anos, mas o sistema de Ensino piorou dramaticamente. A resposta óbvia é que estes candidatos a Professor não são “burros”, são apenas o fruto do Ensino que em Portugal prevalece desde há, pelo menos, 30 anos. As parangonas atiram a culpa para cima dos Professores, quando os verdadeiros culpados são os MEs que sucessivamente têm destruído o Ensino em Portugal.

Afirmações gratuitas e destruidoras como esta do chumbo na PACC surgem regularmente nas parangonas dos jornais. São bons exemplos “a geração rasca” e “os jovens deixaram de ler”. A dita “geração rasca” não existe (só existe na mente de uma pessoa arrogante e mal formada), mas existe uma geração “à rasca” para enfrentar o mundo deixado pela geração anterior como herança envenenada. A geração do Ministro Crato, por exemplo. Já dizia Einstein que “a única forma de ensinar é pelo exemplo”, o que nos leva a uma questão fulcral mas sempre convenientemente ignorada: quantos filhos entram em casa e vêem os pais a ler um livro, em vez de estarem colados a um televisor ou a brincar com as ditas novas tecnologias? A resposta a esta questão explica em grande parte porque é que “os jovens deixaram de ler”.

Numa situação tão comum (mas tão instrutiva!) como a de deixar cair e partir um copo, percebe-se logo a diferença entre uma pessoa educada e responsável e … o oposto: a primeira de imediato assume a responsabilidade e garante a reposição da perda. A irresponsável (infelizmente tão mais comum e reflexo da Educação desde o berço) diz com o maior desplante: “olha, o copo partiu-se!”, atirando desta forma e sem pejo a culpa para um objecto inanimado, o copo. É tão fácil atirar com as culpas para cima de terceiros … mas não é honesto … nem que seja para cima de um copo de vidro!

O que todos nós Pais e Professores gostávamos de ver do Ministro Crato era: (1) soluções inteligentes para os graves problemas no Ensino. (2) Mais respeito por uma classe que tem nas suas mãos o futuro de Portugal – as nossas crianças. Infelizmente, vai ser mais um ME que não fez mais do que dar mais uma machadada no Ensino e no prestígio dos Professores. O País “está à rasca” com Governantes destes.

            Texto escrito propositadamente não seguindo o Acordo Ortográfico.

Fernando Ornelas Marques

Professor na FCUL

CV em: https://sites.google.com/site/fomarques/

… pois o actual PR diz que apenas repetiu o que outros lhe disseram e, como sabemos, um PR limita-se a fazer repetições sem avaliação.

O Presidente da República entende que os portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo isto depois de Cavaco Silva ter recebido todas as garantias do Banco de Portugal.

«O Banco de Portugal tem sido peremtório e categórico a afirmar que os portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo dado que as folgas de capital são mais que suficientes para cumprir a exposição que o banco tem à parte não financeira, mesmo na situação mais adversa», afirmou Cavaco Silva.

Na primeira declaração que fez após a crise do BES, o chefe de Estado considerou ainda que «de acordo com a informação que tenho do Banco de Portugal, considero que a atuação do banco e do governador tem sido muito correta».

Isto significa, pois, que não podemos confiar nas garantias do Banco de Portugal, correcto?

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