Bolsa De Recrutamento


 

Indique o número, contabilizado em idas e vindas, de deslocações à casa de banho.

 

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Amei-vos, com a única alma que tenho, todas.

Exmo(a) Senhor(a) Director(a),

No âmbito da migração de aplicações informáticas e procedimentos internos associados a essa migração, a DGRHE vai limitar o acesso à aplicação Bolsa de Recrutamento/Contratação de Escola.

Assim, informo V. Exa. do seguinte:

 A partir das 23:59 horas de hoje as Direcções Regionais de Educação não validam mais pedidos de horários. Esta validação será de novo possível a partir do dia 4 de Janeiro de 2012, inclusive.

Os horários da Bolsa de Recrutamento que não ficarem ocupados na BR que tem lugar amanhã, dia 28 de Dezembro, não vão ficar disponíveis para CE.

A próxima Bolsa de Recrutamento apenas decorrerá no próximo dia 9 de Janeiro de 2012.

Com os melhores cumprimentos.

O Director Geral

Mário Agostinho Alves Pereira

Significa isto, então, que sempre é verdade que a culpa foi de quem não soube usar a aplicação, nomeadamente os directores que se queixaram que não podiam isto e aquilo?

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA

Comunicado de Imprensa

No âmbito dos normais e correntes procedimentos de controlo e avaliação dos serviços sob sua tutela, a 10 de Outubro de 2011 o Ministro da Educação e Ciência, através do Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, ordenou à Inspecção-Geral da Educação (IGE) a abertura de um inquérito, no sentido de avaliar e assegurar a regularidade de todos os procedimentos concursais e do recrutamento docente do ano 2011-2012 que decorreram sob a responsabilidade da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE) através da plataforma que, para o efeito, foi disponibilizada às escolas e aos candidatos.

Os resultados deste inquérito são agora conhecidos e serão enviados aos diversos grupos parlamentares que recomendaram que fosse feita uma inspecção precisamente pela IGE, nomeadamente o PCP, o PS e, conjuntamente, o CDS e o PSD. O MEC dá entretanto a conhecer as principais conclusões desta averiguação:

1 – Não se verificaram indícios de irregularidades ou ilegalidades que justifiquem qualquer tipo de procedimento, designadamente de natureza disciplinar, tendo sido proposto o arquivamento do processo de inquérito;

2 – Em todos os dias do período entre 06 e 19 de Setembro existem registos de horários “anuais” e de “temporários”;

3 – 13 horários na Bolsa de Recrutamento 2 (BR02), ou seja, 0,32 por cento dos 4048 horários a concurso, foram classificados como “temporários” quando deveriam estar classificados como “anuais”. A alteração desta classificação teve origem em causas circunstanciais e não em atitude negligente ou acção premeditada. A DGRHE tomou as diligências necessárias para corrigir esses problemas pontuais;

4 – A falha resultou em que 5 docentes que não obteriam colocação fossem colocados e que 5 docentes que obteriam colocação não fossem colocados. Verificou-se no entanto que estes últimos docentes obtiveram colocação nas bolsas subsequentes, sempre em horários melhores e todos anuais, pelo que nenhum professor quis alterar a situação ou ficou prejudicado;

5 – A “Regra de Negócio” aplicada decorre do previsto no artigo 58.º-A, nº 4, e no artigo 12.º do Decreto-Lei 20/2006, com a redacção dada pelo Decreto-Lei 51/2009, no sentido em que as preferências manifestadas pelos candidatos estão em igual prioridade, não ficando sujeitas à ordem por eles registada – ou seja, a colocação parte do horário para o candidato, ao contrário do que acontece no concurso anual para satisfação de necessidades transitórias que decorre em Agosto. Isto pode ter motivado e, de alguma forma, explicar queixas de candidatos mais graduados ao verem colocados, em horário da sua preferência, outros menos graduados. A IGE recomenda por isto que se proceda a uma análise da “Regra de Negócio”, na qual a Secretaria de Estado do Ensino e da Administração Escolar está já a trabalhar, e que, portanto, se altere a legislação aprovada em 2006.

O Ministério da Educação e Ciência reitera assim que os concursos de colocação de docentes decorreram com toda a normalidade e no cumprimento integral da legislação em vigor.

Lisboa, 08 de Novembro de 2011
O Gabinete de Comunicação do MEC

Não tinha lido a notícia, pois foi no período que andei por fora, mas cheguei lá através de um post do Paulo. Então não é que os senhores directores – ou quem os representa – mal se reuniram com o secretário de Estado meteram logo a cauda entre o que sabemos e alijaram culpas para os mexilhões?

À saída do encontro, convocado de urgência, o presidente da associação, Adalmiro Botelho da Fonseca, manifestou-se convicto de que a lei foi cumprida.
“Analisámos todo o processo e ficou tudo esclarecido”, disse o dirigente, justificando: “Terão havido alguns equívocos na interpretação da lei, mas os normativos foram cumpridos” pelas escolas e pela Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação.
Os equívocos, prosseguiu, “foram da leitura da lei de quem concorreu e se sentiu lesado”.
Aldamiro Fonseca considerou que os professores “provavelmente não leram os normativos com a atenção devida”.

Pessoalmente sempre achei que algumas interpretações da nota da DGRHE estavam erradas mas a verdade é que quem começou logo  a fazer mais alarido foram os próprios senhores directores e agora atiram as culpas para os outros, depois do MEC lhes ter dado um correctivo público?

Sim, senhores, belos exemplos de liderança e mobilização!

… os primeiros professores colocados na BR2 num dado grupo apresentarem um número de ordem que não corresponde ao das listas definitivas, ao contrário do que acontece com os que se lhes seguem?

Será um psicodrama com o qual não devemos perder tempo, perante the big picture?

Recebi os elementos de uma situação deste tipo, apenas aguardando autorização para aqui os divulgar, embora sejam elementos públicos, parte deles recolhidos no blog do Arlindovsky.

Ou será que é a vida profissional, pessoal e familiar destes colegas que está em causa?

Será que estes colegas não merecem respeito por parte de quem se encavalitou outrora neles com uma agenda que visava outros objectivos e que agora se empluma como anti-corporativista, qual Valter Lemos?

Boas.

Eu sou professor contratado e colocado, mas a minha mulher continua em casa (e continuará, pelos vistos…)
De facto foi ultrapassada por 4 colegas na BR2 e prevejo que outros a passarão na BR3.
Segundo a Direcção da “minha” escola, a aplicação permitiu até dia 15 a colocação de horários anuais, depois até 31-7 e desde esse dia (15 de Setembro) que não permite nada a não ser anuais e temporários mesmo que a escola tente escrever o contrário!
A aplicação, confirmei agora mesmo na escola onde estou colocado, não permite, repito, NÃO PERMITE, colocações acima de um mês, mesmo que sejam anuais!
Esta palhaçada continua e nada se faz neste país onde se continua a gozar com a vida de milhares de pessoas quer a nível profissional, quer social, quer pessoal!
Obrigado por atenderem ao meu desabafo, mas é só para TEREM a certeza que até esta hora é isto que se passa na realidade.
Para além disso, depois de reclamar a BR2, a resposta (já a vi em vários locais aqui na web) é igual para todos!
Agradecendo  o trabalho que têm vindo a fazer, com os mais respeitosos cumprimentos.
João Leal

ILEGALIDADE BR2

Aqui está o exemplo para o mesmo grupo para a mesma escola.

Se definiram datas minimas para o contrato, então é fácil depreender que essa data é a data de inserção do horário mais 30 dias.

Reparem que o horário com ordem 1808 foi inserido a 09-09-2011 e o 3734 inserido anteriormente na data 06-09-2011. Assim se prova que o sistema não está a respeitar a ordem de inserção dos horários na aplicação, não respeitando a lei!

QUE MAIS SERÀ PRECISO PARA JUSTIFICAR A ILEGALIDADE DESTAS LISTAS?!!??!
SE COM TUDO O QUE JÁ SE VIU MAIS ISTO NÃO SE CONSEGUE ALEGAR ILEGALIDADES, DEIXO DE ACREDITAR NISTO TUDO

Ordem Horário Código Escola Telefone Núm. horas Grupo Tipo Colocação Data Fim
1808 171554 Agrupamento de Escolas D. Carlos I 219239290 Completo 110 CN 09-10-2011
3734 171554 Agrupamento de Escolas D. Carlos I 219239290 Completo 110 CN 06-10-2011

3735 171554 Agrupamento de Escolas D. Carlos I 219239290 Completo 110 CN 06-10-2011
3736 171554 Agrupamento de Escolas D. Carlos I 219239290 Completo 110 CN 06-10-2011

por profcont, 2011.09.23 08:43:05

Longe vão os tempos de criança, em que aos passeios e brincadeiras juntava horas de estudo e leitura. Gostava de o fazer. Era uma competição comigo mesma, testar os meus limites, ultrapassá-los. Não sei o que é uma negativa, nem na escola nem na Universidade. Basta perguntar a qualquer um dos meus professores e este facto ficará confirmado. Prémios de melhor aluno, cincos, média de dezanove no secundário, 18 e 19 nos exames nacionais, no tempo em que os 20 eram nulos ou uma raridade. Segue-se a Universidade do Minho, um estágio de 18 valores, média de curso de 17. No final, o Prémio Universidade do Minho, entregue ao melhor aluno de cada curso.

Longe de mim imaginar que a vida profissional se fecharia para alguém que tanto lutou para ultrapassar limites. Naquele que seria o meu primeiro ano de trabalho inventaram que os finalistas não podiam concorrer. É fácil saber o ano, pois foi o único em que esta medida vigorou. Nove meses depois consigo a minha primeira oferta de escola e em Setembro desse ano integro os docentes que estreiam as AEC. Nesse ano, devido a uma fórmula que entretanto foi alterada com a passagem de recibos verdes a contrato a termo (já não beneficiei da nova fórmula), 32 horas letivas semanais em três escolas deram direito à contagem de 220 dias de serviço. Parecia mentira. E assim se repetiria por mais 2 anos, conciliando AEC e formação, aproveitando o facto de ser solteira e sem filhos para poder trabalhar das 9h às 22h. Este trabalho em demasia acabaria por dar os seus frutos quando consigo a minha primeira colocação em bolsa, já em meados de Outubro, uns anos mais tarde. Nesse ano trabalho até ao dia 19 de Junho, último dia de aulas, a minha filha viria a nascer no Domingo, 21 de Junho.

Não me venham dizer que a classe docente só sabe ‘meter gravidez de risco’ para não dar aulas. Eu cumpri até ao final. No ano seguinte, em meados de Setembro já tinha colocação. Colocação essa que seria renovada por mais um ano, não fosse um destacamento. Voltei às bolsas, consegui em Outubro. Nessa bolsa, docentes menos graduados ficaram nas minhas primeiras opções. Tentei ligar, em vão, para a DGRHE. Nessa altura, as colocações em bolsa saíam à sexta-feira pelas 18 horas. Precisamente na altura em que os contactos da DGRHE já não estavam disponíveis. Teríamos de aceitar durante o fim-de-semana. Aceitei. Na segunda-feira de manhã, depois de estar em casa com a chamada em espera mais de uma hora, ligo para a DGRHE através de uma escola. Atenderam de imediato. Expus o meu caso. Ironicamente respondem: ‘ó colega, apesar de sair à sexta-feira, a colocação é feita logo que os horários são enviados. Ou seja, se pediram o horário onde ficou às 9 horas, é lógico que não vai ficar no que outra escola pediu às 10 horas’. Sistema totoloto, portanto. Com a vantagem de poupar uma semana de salário, visto que mesmo quem ficou à segunda, só sabe à sexta, para se apresentar à segunda seguinte. Por incrível que pareça, consigo contactar a docente que ficou com o horário que, por justiça de graduação seria para mim. Essa colega, residente na área para onde eu ia dar aulas, ia recusar o horário onde eu queria dar aulas, visto já ter ficado colocada em oferta de escola.

O tal horário voltou para a bolsa na semana seguinte, mas de qualquer forma não seria para mim, pois se recusasse este, saía da bolsa. Não havia saída. Já casada e mãe de uma criança de um ano, lá fui despender 350 euros mensais em viagens. Mas mais esse ano de sacrifício e a classificação de desempenho (que nem deveria ser contabilizada), dariam para este ano ficar numa posição mais confortável. Parece que me enganei.

Em resposta ao “psicodrama dos concursos” (http://www.profblog.org/2011/09/o-psicodrama-dos-concursos.html), para que a sociedade em geral não pense que os professores contratados precisam de tratamento psicológico face à desconfiança que têm demonstrado relativamente ao funcionamento dos concursos (até poderíamos precisar, visto que todos os anos tudo é stress, tudo é um mundo de caras novas, de alunos, de colegas, de burocracias que divergem segundo a máquina orgânica de cada estabelecimento de ensino), escrevo:

“Tirei o meu curso na Universidade do Minho com 17 valores. Não me parece que seja um estabelecimento de ensino inferior. O que é certo é que não falando da bolsa, onde se é ultrapassado porque os horários anuais surgem como mensais, posso muito bem falar das ofertas de escola. Será que as escolas estão de facto a selecionar bem? Será que o critério “serviço prestado no agrupamento de escolas de Matosinhos Sul no ano letivo 2010/2011” diz algo sobre o valor de quem concorre? A mim só me diz que pretendem manter quem lá esteve, sem querer saber se quem concorre é melhor ou mais adequado à função. Eu sei que se criam laços entre as pessoas, eu também sei o que é estar um ano em cada escola e no final despedir de todos porque é mesmo uma despedida. Mas esses laços não deveriam dar azo a injustiças. Neste caso concreto de Matosinhos, eu, 4xx, fui ultrapassada e muito. Ficou colocado o 1xxx. Eu com 17, a outra pessoa com 13. E relembro que o meu 17 não é de uma qualquer universidade, como referi anteriormente. No Cerco ficou o 15xx e o 15xx. Com 12 e com 15. Mais nova do que eu, um terço do meu tempo de serviço. Em Baião fica o 1xxx. Em Sande o 7xx, em Cinfães o 8xx. Estes horários eram até 31 Agosto e de 22 horas. Os tais que surgiram em finais de Agosto. Gente com a vida tranquila. Agora o Ministério vem dizer que a culpa é das escolas. Não me parece que centenas de escolas possam estar a mentir.

Mas podemos facilmente resolver o problema desta ‘guerra’ que o Ministério pretende criar com os professores contratados. Somos ou não somos necessários? Anos e anos a fio a contrato? Sugiro, para mal dos alunos (mas parece que é o que o Ministério pretende) que se faça o que um docente sugeriu no Facebook: assinamos o tal contrato mensal que nos querem impor, e na hora de renovar, não renovamos. Vamos trocando de escola mês a mês. Pode ser que os alunos e os seus Encarregados de Educação gostem que eles tenham nove ou dez professores no mesmo ano. A qualidade do ensino, com esta medida do ministério, estará certamente assegurada. É o que dá inserir horários para um mês pelo motivo “Aumento de Turmas”. A turma aumentou esse mês, no seguinte possivelmente mandam os alunos de férias para casa. Inacreditável.”

Inacreditável mesmo. Como é inacreditável ter concorrido para as AEC e também não ter ficado, quando na lista do Ministério da Educação seria a primeira dos que lá constam. Mas parece que não trabalhei lá nos últimos dois anos. Ups.
Há escolas onde os critérios justos mandam mais que a “cunha”? Há. Há escolas onde as ofertas de escola são um concurso público e não um ‘concurso-fantasma/nomeação’. O problema é que os horários são raros e quase sempre de 6 horas. Aceitando esses, saímos da Bolsa de Recrutamento, pois temos um governo que acha que trabalhar 6 horas por semana é mais que suficiente.

Ficar resignada? Receber o subsídio mas perder o tempo de serviço? Ou fazer o que já devia ter feito há muito tempo? Deixar de ilusões, de querer fazer aquilo que gosto, e escolher outra profissão? Mais mês, menos mês… a decisão surge.
Cumprimentos aos docentes contratados deste país, aos meus colegas que partiram para a Madeira, aos que ficaram na segunda-feira em horários precários em Lisboa e Sintra, tendo casa para pagar no norte, à jovem que se atirou à tarefa e foi para o Algarve. Felizmente não têm filhos, dificilmente teriam uma vida familiar digna nestas condições. As minhas palavras finais vão para aqueles que, como eu, estando no início das listas de graduação, continuam improdutivamente em casa quando poderiam ser produtivos. Conheço muitos desses, professores excelentes que deram uma dinâmica às escolas por onde passaram, que deixaram marcas nos alunos e colegas de quadro. Alguns não sabiam ainda o que era estar desempregado. Mas anos extraordinários, com cortes a torto e a direito, geram situações extraordinariamente invulgares.

C.L. (sei lá se inventam o critério “só pode dar aulas quem é a favor de tudo o que se faz no Ministério da Educação”)

Recebido por mail com autorização de publicação.

(…)

Creio que uma parte do problema tem a ver com o facto de muita gente que concorreu e tem muita graduação ter feito escolhas limitadas, convencido que havia lugares e agora ter ficado por colocar.

Para provar problemas é preciso provar: fiquei por colocar e fulano x lugares abaixo que concorreu a um local ao qual eu também concorri e ficou lá colocado…

E convém levar em conta quantos DACL ficaram com horários de bolsa….

Conheço um caso mas também é indiciariamente explicável pelo problema que explico no parágrafo abaixo identificado com *

Depois os directores têm de provar os problemas dizendo se sim ou não a aplicação travou a indicação de horário anual. Eu não tive casos desses por isso não sei dizer  ….

E esse é outro problema: como é que tirando as TEIP ainda há horários completos anuais para colocar em 15 de Setembro…. Os directores andam a reter horários….. Se o serviço de distribuição estiver bem feito a 31 de Agosto completos anuais deveriam ser raros e sobrantes do 1º momento de colocação (nunca novos horários) ….

Tirando as TEIP porque o regime (era? é? já ninguém sabe …) diferente e tendo introduzido ofertas de escola ate 31 de Agosto estas desapareceram e foram para a 1ª Bolsa por iniciativa da DGRHE para colocar nessa bolsa DACL e por isso havia esses horários anuais….

Agora a questão pode ser mais funda….

As bolsas de recrutamento como funcionam internamente? Na aplicação informática, quero dizer. São um concurso no sentido em que informaticamente se faz corresponder uma lista de horários entrados na totalidade de uma semana por ordem da preferência dos candidatos face a sua ordem na lista?

* Ou os horários vão entrando e vão sendo adstritos a candidatos por ordem de aparecimento (isto é, a bolsa é uma lotaria….).

No 1º ano da bolsa (gostei muito que lembrasse a artista….) a segunda hipótese era feita dia a dia e há quem ache que isso passou a ser feito semana a semana por insuficiência informática…. Ha indícios nas colocaões que permitem pensar isso.

Concurso mal feito ou lotaria desde o inicio….eis a questão….

Vai ficar surpreendido mas a verdade e que nesta fase micro os mini-concursos eram melhor sistema se bem operacionalizados do que a bolsa de recrutamento….

Uma coisa de que se disse tão mal com ligeiras alterações funcionaria melhor que esta pessegada…..

Concurso de professores. Ministério culpa as escolas, escolas culpam o ministério e a FENPROF pede o anulamento do concurso. João Casanova de Almeida (o que está de visita) e Mário Pereira (o que devia saber mais do que isto), director-geral dos recursos humanos, explicam o dificilmente explicável.

Não sei se a culpa é do MEC que bloqueou a opção “Grupos de Recrutamento” ou das Escolas que querem jogar às escondidas… se calhar a culpa é minha que encontrei estas pérolas!

J. Barros

Pessoalmente acho curiosa a opção por preferir quem já tenha emprego em dois dos concursos…

Quando os avisos surgiram, principalmente via Proflusos, o debate acendeu-se e lembro-me de escrever que não era possível que contratos destinados a substituir necessidades permanentes ou quase (como é o caso de destacamentos tardios, situações de doença prolongada, de gravidez, etc) fossem renovados numa base mensal.

Só que, com a situação de instabilidade instalada, é natural que quem concorre fique em grande insegurança e receie quase a própria sombra.

Por outro lado, este mecanismo de concurso (oferta de escola e bolsa de recrutamento) não entrou em funcionamento este ano. Tantos os serviços do MEC quanto os directores já o conhecem.

Portanto… algo foi introduzido de novo no processo. Interessa saber por quem, porquê e para quê. E porque se prolongaram as dúvidas, as explicações desconexas e contraditórias que culminaram no alijar de responsabilidades do responsável pela DGRHE,que já em finais de Julho tinha estado na origem de indicações desencontradas com outros serviços quanto à elaboração de horários para este ano lectivo.

Quem desvaloriza estas questões como corporativas e acha que o melhor é transferir tudo para milhares de concursos locais, de opacidade variável e de quase impossível regulação, não sabe do que fala e desrespeita as regras mais simples de equidade que o sistema educativo deve conter.

Quem pactua com a sucessão de erros nesta matéria torna-se cúmplice de uma situação inaceitável do ponto de vista moral e ético.

E se as declarações de Mário Pereira forem assumidas pela equipa política do MEC como suas, é isso que se passa e não pode ser alegado desconhecimento pelos meandros técnicos dos concursos como álibi.  E cada hora e dia que o responsável pela DGRHE permanecer no seu lugar sem que nada lhe suceda, é uma afronta quer aos directores a que ele chamou claramente incompetentes (mas para que alguns querem transferir toda a responsabilidade pelos futuros concursos), quer a todos aqueles que acreditam que os concursos para colocação de professores não são um instrumento para brincadeiras de miúdos.

Bolas, pá!

… podiam ser e podiam não ser. è o que dá jogar aos dados com a vida das pessoas não se sendo deus, nem com letrinha da piquena.

Depois de consultar a BR2 (grupo 300) uma dúvida se levanta: os horários com duração de um mês (até Outubro) são mesmo temporários ou são falsos temporários como acontece na contratação de escola?

Em tempo relativamente útil tentei explicar que aquela coisa da mensalidade renovada não podia ser assim, mesmo que todos dissessem que era.

Mas era uma educated guess, porque com esta gente recém-chegada à física quântica não se lhes ocorre naturalmente que o movimento dos quarks não se observa.

Nem me apetece explicar, demonstrar, verbalizar. Como o Fafe, perante tanta conjugação de parvoíces, o melhor é apenas enunciar.

Colocação de professores gera indignação

Os resultados da colocação de professores contratados através da Bolsa de Recrutamento, que foram conhecidos esta segunda-feira, estão a gerar uma onda de indignação entre os docentes.

O CM já recebeu dezenas de contactos de professores que afirmam ter sido ultrapassados por colegas em posições inferiores às suas na lista graduada, havendo situações de ultrapassagens de mais de dois mil lugares.

Os professores que concorreram a horários temporários estão a ser colocados, passando à frente de outros melhor posicionados mas que concorreram a horários completos. Isto porque os horários estão a ser lançados com a duração de um mês, quando na realidade serão renovados até final do ano escolar.

“Isto é uma grande injustiça. Fui ultrapassada por colegas em posições muito inferiores que concorreram a horários temporários. Pelo menos em dois casos sei que as escolas onde esses colegas foram colocados precisam dos professores até final do ano porque são turmas que estão sem professor”, queixou-se uma docente, pedindo o anonimato. Em blogues de docentes como o ‘Proflusos’ multiplicam-se os comentários de professores indignados.

O CM já contactou o Ministério da Educação e Ciência e aguarda uma resposta da tutela.

Vou ser ingénuo e ficar na dúvida se isto é inexperiência ou pura maldade do MEC.

Não concordo completamente com a leitura do Ricardo sobre esta nota. A duração mínima pré-definida é uma defesa contra situações que pudessem conduzir a contratos resolvidos em menos tempo. O resto configura, isso sim, um tipo de contrato que pode acabar quando a escola decidir, o que pode levar a situações muito diversas, em nome da autonomia. Mas não me parece que seja algo propriamente ilegal.
———- Mensagem encaminhada ———-
De: <DGRHE.MEC@dgrhe.min-edu.pt>
Data: 15 de setembro de 2011 18:28
Assunto: Nota Informativa BR\CE 15 de Setembro
Para:Exmo.(a) Senhor(a)
Director(a),

Junto se envia, para conhecimento, a Nota Informativa publicada hoje no site da DGRHE.

Com os melhores cumprimentos,
DGRHE

Escrevo-lhe porque verifiquei hoje que a bolsa de recrutamento assume como data de fim de colocação para os contratados da bolsa 31 de Julho de 2012 (a data correcta devia ser 31 de Agosto).

Isto pode ter consequências gravíssimas:

  • Assumir-se que o ano escolar é o ano lectivo (o que em termos conceptuais servira para dizer que os professores só fazem falta e devem ganhar em período de aulas);
  • Os professores contratados passarem a ter um tempo de serviço inferior a 365 dias anuais,

  • Serem todos despedidos a 31 de Julho e irem para o desemprego esse mês de Agosto (o que faz disto uma esperteza saloia para poupar visto que receberão o subsídio de desemprego embora se o limite de tempo para o obter baixar possam ter prejuízo….). E se tiverem contrato em Agosto ganham esse mês e as ferias e se terminar em Julho ganham Julho e pagam-lhe as ferias e sem caducidade…..(outra questão gira)
  • Desigualdade relativa entre os contratados a 31 de Agosto que só irão para a rua um ano depois e os desempregados depois disso que mesmo contratados agora serão desempregados mais cedo
  • O recuo histórico (alguém, com 36 anos de serviço, sempre dizia que a grande vitória sindical não foram essa mitológicas carreira única e ECD mas sim a ideia de que os professores “eventuais” tinham direito a um contrato anual e que ganhavam férias e 12 meses no ano, ao contrário do que era no ano em que eu nasci).

Às tantas voltar atrás aqui é mais uma adequação “à realidade nacional” como a que o “Vespa” Soares usou para justificar a inenarrável transformação dos nossos péssimos lares de idosos em depósitos em camarata ….(a justificação de empacotar as criancinhas nas creches com voluntarios a acamar ainda eh mais gira…. “a lei que limitava o número era…. sueca”). Ok recusamos o farol sueco sigamos o Burkina Faso ou a China.

Mas tudo pode ser resolvido se houver barulho suficiente e se concluir que foi erro informático

Um abraço,

L.

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