Bolsa De Recrutamento


 

Indique o número, contabilizado em idas e vindas, de deslocações à casa de banho.

 

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Amei-vos, com a única alma que tenho, todas.

Exmo(a) Senhor(a) Director(a),

No âmbito da migração de aplicações informáticas e procedimentos internos associados a essa migração, a DGRHE vai limitar o acesso à aplicação Bolsa de Recrutamento/Contratação de Escola.

Assim, informo V. Exa. do seguinte:

 A partir das 23:59 horas de hoje as Direcções Regionais de Educação não validam mais pedidos de horários. Esta validação será de novo possível a partir do dia 4 de Janeiro de 2012, inclusive.

Os horários da Bolsa de Recrutamento que não ficarem ocupados na BR que tem lugar amanhã, dia 28 de Dezembro, não vão ficar disponíveis para CE.

A próxima Bolsa de Recrutamento apenas decorrerá no próximo dia 9 de Janeiro de 2012.

Com os melhores cumprimentos.

O Director Geral

Mário Agostinho Alves Pereira

Significa isto, então, que sempre é verdade que a culpa foi de quem não soube usar a aplicação, nomeadamente os directores que se queixaram que não podiam isto e aquilo?

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA

Comunicado de Imprensa

No âmbito dos normais e correntes procedimentos de controlo e avaliação dos serviços sob sua tutela, a 10 de Outubro de 2011 o Ministro da Educação e Ciência, através do Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, ordenou à Inspecção-Geral da Educação (IGE) a abertura de um inquérito, no sentido de avaliar e assegurar a regularidade de todos os procedimentos concursais e do recrutamento docente do ano 2011-2012 que decorreram sob a responsabilidade da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE) através da plataforma que, para o efeito, foi disponibilizada às escolas e aos candidatos.

Os resultados deste inquérito são agora conhecidos e serão enviados aos diversos grupos parlamentares que recomendaram que fosse feita uma inspecção precisamente pela IGE, nomeadamente o PCP, o PS e, conjuntamente, o CDS e o PSD. O MEC dá entretanto a conhecer as principais conclusões desta averiguação:

1 – Não se verificaram indícios de irregularidades ou ilegalidades que justifiquem qualquer tipo de procedimento, designadamente de natureza disciplinar, tendo sido proposto o arquivamento do processo de inquérito;

2 – Em todos os dias do período entre 06 e 19 de Setembro existem registos de horários “anuais” e de “temporários”;

3 – 13 horários na Bolsa de Recrutamento 2 (BR02), ou seja, 0,32 por cento dos 4048 horários a concurso, foram classificados como “temporários” quando deveriam estar classificados como “anuais”. A alteração desta classificação teve origem em causas circunstanciais e não em atitude negligente ou acção premeditada. A DGRHE tomou as diligências necessárias para corrigir esses problemas pontuais;

4 – A falha resultou em que 5 docentes que não obteriam colocação fossem colocados e que 5 docentes que obteriam colocação não fossem colocados. Verificou-se no entanto que estes últimos docentes obtiveram colocação nas bolsas subsequentes, sempre em horários melhores e todos anuais, pelo que nenhum professor quis alterar a situação ou ficou prejudicado;

5 – A “Regra de Negócio” aplicada decorre do previsto no artigo 58.º-A, nº 4, e no artigo 12.º do Decreto-Lei 20/2006, com a redacção dada pelo Decreto-Lei 51/2009, no sentido em que as preferências manifestadas pelos candidatos estão em igual prioridade, não ficando sujeitas à ordem por eles registada – ou seja, a colocação parte do horário para o candidato, ao contrário do que acontece no concurso anual para satisfação de necessidades transitórias que decorre em Agosto. Isto pode ter motivado e, de alguma forma, explicar queixas de candidatos mais graduados ao verem colocados, em horário da sua preferência, outros menos graduados. A IGE recomenda por isto que se proceda a uma análise da “Regra de Negócio”, na qual a Secretaria de Estado do Ensino e da Administração Escolar está já a trabalhar, e que, portanto, se altere a legislação aprovada em 2006.

O Ministério da Educação e Ciência reitera assim que os concursos de colocação de docentes decorreram com toda a normalidade e no cumprimento integral da legislação em vigor.

Lisboa, 08 de Novembro de 2011
O Gabinete de Comunicação do MEC

Não tinha lido a notícia, pois foi no período que andei por fora, mas cheguei lá através de um post do Paulo. Então não é que os senhores directores – ou quem os representa – mal se reuniram com o secretário de Estado meteram logo a cauda entre o que sabemos e alijaram culpas para os mexilhões?

À saída do encontro, convocado de urgência, o presidente da associação, Adalmiro Botelho da Fonseca, manifestou-se convicto de que a lei foi cumprida.
“Analisámos todo o processo e ficou tudo esclarecido”, disse o dirigente, justificando: “Terão havido alguns equívocos na interpretação da lei, mas os normativos foram cumpridos” pelas escolas e pela Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação.
Os equívocos, prosseguiu, “foram da leitura da lei de quem concorreu e se sentiu lesado”.
Aldamiro Fonseca considerou que os professores “provavelmente não leram os normativos com a atenção devida”.

Pessoalmente sempre achei que algumas interpretações da nota da DGRHE estavam erradas mas a verdade é que quem começou logo  a fazer mais alarido foram os próprios senhores directores e agora atiram as culpas para os outros, depois do MEC lhes ter dado um correctivo público?

Sim, senhores, belos exemplos de liderança e mobilização!

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