Aquilo Que Em Termos Técnicos Se Chama Uma Parvoíce


… e não ter ido uns meses fazer uma qualquer especialização lá fora, de preferência em cidade do primeiro mundo e vivendo em bairro protegido, leva a que eu não tenha uma mundivisão completa sobre como deve ser a Educação em Portugal, à semelhança das experiências fantásticas dos bairros wasp de Boston ou das vizinhanças posh de Londres.

Assim, estou limitado a uma visão paroquial e não consigo alcançar o alcance alcançado pela visão de quem sabe o quão bem funciona uma PTA em New Haven (acham que estou a brincar?) ou uma LEA em Cambridge (existe, claro que existe).

Oh, silly bugger!!!

oh-bugger-we-re-rather-screwed

“Não é a insultar pessoas que se conseguem consensos”

O antigo Presidente da República Mário Soares disse hoje que “não é possível” um entendimento entre os maiores partidos em Portugal envolvendo o PS, sublinhando que “não é a insultar pessoas que se conseguem consensos”.

O homem perceberá que está a falar dele mesmo?

E nem é que concorde, pois um insulto bem aplicado, na hora certa, pode produzir maravilhas. Se do outro lado existir uma faísca de inteligência, claro.

É deprimente ver as facções de “lutadores” da chamada “esquerda radical” preocupadíssim@s em organizar a sua vidinha.

Num momento de avanço de medidas profundamente gravosas para o “povo”, o que encontramos na área política do Bloco?

Malta a sair de lá porque não teve os lugares desejados, com o objectivo de forçar convergências eleitorais das facções desavindas, a ver se conseguem garantir os tais lugares que sentem ser seus de direito.

Ou isso ou fazerem uma plataforma elástica para colarem ao PS.

Não percebo exactamente quais as grandes divergências programáticas… para além das tácticas de curto prazo.

Só espero que a Ana Drago não caia na tentação de alinhar com esta constelação de disparates sem significado fora de tertúlias microscópicas alimentadas a colunas semanais na imprensa.

Porque agora já não há qualquer preocupação predominante com a situação das “pessoas”, mas sim com cada um@ del@s em particular.

E nem vale muito a pena falar daquela coisa do Marinho (e) Pinto pelo MPT e o novo projecto +DP que nem se percebe exactamente o que é, qual novo MEP só que com outro Rui.

Há uns preclaros analistas educativos que “explicam” a quebra de resultados de alguns países do norte da Europa com o aumento da imigração nesses países.

Coitadinhos dos pobres de espírito que assim confessam que, nesse caso, esse modelo de escola está muito longe de conseguir ser inclusivo, para além de revelar um enorme preconceito xenófobo, por muito que digam o contrário.

Que eu saiba a Escola Islâmica de Palmela, aqui bem perto de mim, tem bons resultados académicos.

Para além de que – não nos esqueçamos – o peso de imigrantes na Suécia ou Alemanha é comparável ao que existiu em Portugal desde meados dos anos 70, com os chamados retornados e posteriormente outros movimentos migratórios.

Um dos especialistas em Educação do Blasfémias explica o fracasso sueco nos PISA 2012 com a imigração.

Claro que o gráfico tem daquelas escalas manhosas em que parece ser o que não é e falta o peso relativo dos imigrantes no total da população.

Claro que o “especialista”, qual paquiderme analítico, nem sequer se lembra que a composição da população portuguesa – de acordo com a sua lógica estreitinha – explicaria facilmente os maus resultados de Portugal durante as décadas de retorno de muita gente de África ou, mais terde, de imigração.

O problema é que temos esta malta a botar opinião e até há quem ache que aquilo é uma análise qualquer quando se trata de outra coisa, bem mais complicada.

… pelo que estou livre destes ajuntamentos a fazer lembrar coisas meio duvidosas.

Passos Coelho apela aos portugueses para se aliarem independentemente do partido

Será que ninguém diz ao general, desculpem, ao PM que muito pouca gente o ouve e praticamente só os que dele dependem lhe ligam?

O F. Moreira de Sá dizia a semana passada que a imagem do Governo só melhoraria com uma lavagem aop cérebro do PM.Eu acho o contrário… que a lavagem que lhe fizeram ao cérebro é que precisava ser revertida.

Ainda não se apercebeu que já entrou na fase Sócrates II… a falar apenas para as clientelas que o largarão, assim que lhes cheirar a outro senhor. E que a única coisa que lhe dá alguma segurança é… claro… o tózéro.

Porque fazes declarações parvas como esta!

“Não faço ideia porque as pessoas se irritam comigo”

Caramba, até eu sei porque há pessoas (de mau gosto, claro) que se irritam comigo!

… como aquele tipo muito ensonado que se vira para o outro lado e continua a ressonar?

“A nossa economia está a dar a volta”, afirma Passos

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Mas há que entender que o actual PM foi aluno da actual ministra das Finanças pelo que se percebe que esteja esquecido de muita coisa que alegadamente estudou.

Ou trata-se apenas de uma incorrecção factual de quem está ansioso por saber que isto bateu no fundo e não pode piorar mais.

 

… que eu fiz uma martinha, não dá para renovar a demografia mas é melhor do que nada.

Quanto ao resto da prosa, caro Henrique Raposo, faz parte da narrativa do poder que está e felizmente não ousa entrar pelos números, porque uma prospectiva de diminuição de 3% de alunos até 2018 não justifica um ritmo de redução de quase 10% de professores por ano.

Não façam manifs, façam filhos

(…)

O exemplo maior deste estado de negação está na demografia. Portugal atravessa neste momento um inverno demográfico, que será ainda mais rigoroso no futuro próximo. É um problema insofismável, é um facto indesmentível, mas curiosamente não encaixa na maioria das discussões. Olhemos, por exemplo, para a questão dos professores. Os jornais destacam “menos x milhares de professores contratados” e colocam esse título dentro da narrativa do “ataque neoliberal ao estado social”. Mas o que devia inquietar as almas caridosas está noutro lado: temos menos x milhares de alunos e esse número continuará a descer, porque temos cada vez menos bebés. Num cenário marcado pela diminuição de alunos, podemos contratar o mesmo número de professores? Claro que não. Seria um absurdo, mas é esse absurdo que domina a atmosfera política e mediática. No meio da berraria, ninguém parece interessado no elefante que está sentadinho na mesa de jantar: Portugal tem uma das taxas de natalidade mais baixas do mundo.

Por outro lado, pá (desculpa a familiaridade mas houve tempos em que me mandaste livros autografados), mas já estou a ficar velho para isso e tu ainda és rapaz novo.

Trata tu disso e que seja como Deus quiser.

… ou então anda com demasiado tempo para gastar.

De: DGE (DGE) <dgidc@dge.mec.pt>
Data: 16 de Julho de 2013 às 15:36

Exmo.(a) Senhor(a) Diretor(a) de Agrupamento de Escolas / Escolas não agrupadas
Junto se envia, em formato PDF, o Referencial de Educação Financeira para a Educação Pré-Escolar, o Ensino Básico, o Ensino Secundário e a Educação e Formação de Adultos (versão em língua portuguesa e versão em língua inglesa) elaborado pelo Ministério da Educação e Ciência, através da Direção-Geral da Educação (DGE) e da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP), em parceria com o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (Banco de Portugal, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e Instituto de Seguros de Portugal) no quadro do Plano Nacional de Formação Financeira (PNFF).
Destinado aos docentes da educação pré-escolar, do ensino básico e do ensino secundário, o Referencial de Educação Financeira para a Educação Pré-Escolar, o Ensino Básico, o Ensino Secundário e a Educação e Formação de Adultos visa enquadrar a Educação Financeira no âmbito da Educação para a Cidadania e promover a sua operacionalização na escola, de forma ajustada à realidade de cada comunidade educativa e tendo em conta o desenvolvimento de parcerias.
O Referencial de Educação Financeira (REF), constituído como um documento orientador e um instrumento de apoio à prática educativa, foi aprovado por despacho do Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, de 30 de maio de 2013.
Organizado como um todo coerente, o REF obedece a uma estrutura comum, com várias partes, onde se apresenta uma proposta de abordagem específica de Educação Financeira para cada nível de educação, de ensino e de formação — educação pré-escolar, 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, ensino secundário e a educação e formação de adultos.
É constituído por temas globais, integradores de subtemas. Para cada subtema definiram-se objetivos que, por sua vez, são especificados em descritores de desempenho.
Os descritores de desempenho integram um conjunto de conhecimentos, capacidades, atitudes/valores e comportamentos necessários para a concretização do respetivo objetivo.
No quadro do Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, com alteração introduzida pelo Decreto-Lei n.º 91/2013 de 10 de julho, o REF pode ser utilizado em contextos muito diversificados, no seu todo ou em parte:
o             na dimensão transversal da Educação para a Cidadania;
o             no desenvolvimento de projetos e atividades que contribuam para a formação pessoal e social dos alunos;
o             na oferta complementar, nos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico.
Os educadores, os professores, os formadores ou outros atores que tenham interesse em intervir na área da Educação Financeira, ao desenvolver um recurso de educação, ensino e formação (palestra, seminário, ação de formação, material de apoio, projeto, curso…), devem ter em conta o Referencial de Educação Financeira como sustentáculo para a concretização desse recurso, salvaguardando ainda os Princípios Orientadores das Iniciativas de Formação Financeira, anteriormente divulgado por esta Direção-Geral a todos os Agrupamentos de Escolas / Escolas não Agrupadas.
O Referencial de Educação Financeira para a Educação Pré-Escolar, o Ensino Básico, o Ensino Secundário e a Educação e Formação de Adultos, bem como outra documentação e sítios de apoio a esta área da educação para a cidadania, encontra-se também disponível no site da DGE:
Lisboa, 16 de julho de 2013
O Subdiretor-Geral da Direção-Geral da Educação

Luís Filipe Santos

Anexo (não incluo a versão ingalesa): Referencial de Educacao Financeira_final_versão port

Rui Rio acaba com feriado de São João

Por decisão do presidente da Câmara do Porto, o dia de 24 de junho deixa de ser feriado, criticando Rui Rio a Assembleia da República por ter fechado no dia de Santo António.

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Gosto mesmo desta forma de interpretar o sentido de qualquer coisa que se quer passar por seriedade.

High School Teacher Faces Discipline for Informing Students About Their Rights

Exp25Mai13

Expresso, 25 de Maio de 2013

Isto cada vez fica mais parecido com os pecados dos fundamentalistas religiosos.

Há comprimidos contra o ciúme? Daqueles que deixam as pessoas numb e sem emoções?

… e ser partilhada por ambos não a diminui, antes pelo contrário.

O Presidente da República explicou que a invocação de uma «inspiração» da Nossa Senhora de Fátima e do 13 de maio, no fecho da 7.ª avaliação da ‘troika’, deveu-se a um comentário da esposa.

«Quando, no dia 13 de maio, surgiu a notícia de que finalmente a 7.ª avaliação tinha sido mandada para trás da costas e que estava aberto o caminho para a extensão das maturidades, a minha mulher disse-me: ó meu caro – ela [Maria Cavaco Silva] trata-me de outra forma – isto é com certeza influência de Nossa Senhora de Fátima, porque hoje é dia 13. Foi essa a razão», explicou o Presidente da República em Monção.

Na terça-feira, durante uma visita oficial ao Porto, Cavaco Silva sublinhou que com o encerramento desta sétima avaliação «foi tomada uma decisão muito importante» para o futuro de Portugal. «Eu penso [no fim da sétima avaliação] como uma inspiração – como já a minha mulher disse várias vezes – da nossa Senhora de Fátima, do 13 de maio», disse, na altura.

Cavaco: Sétima avaliação “foi inspiração da Nossa Sra. de Fátima”

EXAMES DO 4º ANOX

(c) Luís Rosa

Não falo apenas do Seguro que só vai falar do discurso do PR depois de consultar a almofada. Falo também do grupo de estrategas de vão de escada que foram incapazes de convencer o António Costa a mexer-se e a apresentar uma candidatura alternativa à liderança do PS, ao ponto do actual líder ganhar com 99% dos votos.

Mandaria o decoro que, perante a sua própria incapacidade para gerar mais do que um comentador televisivo em quebra de audiências a partir do primeiro dia, se deixassem de parvoíces como esta de quererem simpatizantes a votar para o líder do seu partido, como se fossem umas primárias americanas para o Senado ou a Presidência.

A ideia é, no geral e no particular, bastante estúpida pela singela razão que qualquer um se pode afirmar simpatizante, podendo levar a uma grave adulteração da votação. Como aconteceu, ao que consta, nas primárias de 2008 do Partido Democrático quando, em estados onde funciona um sistema parecido, apoiantes dos republicanos terão votado especialmente em Obama para impedir a vitória de Hillary Clinton

Mas, já agora, o que impede um simpatizante, se quer votar, de se tornar militante?

E expliquem-me como é que se multa algo legal…

Quem tiver drogas legais tem 15 dias para entregá-las à polícia

Lei que proíbe o negócio das smartshops entra amanhã em vigor no país. Multas para quem for apanhado com drogas vão até 45 mil euros.

A ver se percebo… é mais caro ser apanhado com uma droga legal do que com uma ilegal?

Como professor e encarregado de educação sou favorável à existência de exames. Já expliquei muitas vezes porquê. O que me chateia é que os exames sejam implementados no terreno por gente que – há que dizê-lo com clareza – me parece razoavelmente estúpida.

Não há que ter receio das palavras, pois detesto ver algo com que concordo ser maltratado por gente burra.

Antes de entrar em detalhes de maior proximidade, deixo o testemunho do Pedro Magalhães:

Catch-22

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Nos agrupamentos em que a escola-sede é a Secundária a miudagem do 4º ano, mesmo que esteja em escolas com dimensão razoável e a muitos km, vai ter de ir lá fazer os exames de Maio.

Até para um defensor dos ditos exames isto parece-me parvo.

Querem exames, mas sem a logística e custos associados e apenas com o distúrbio da vida alheia (professores e pais), pois as câmaras dizem que não é nada com elas em relação a transportes…

Eu sei que há muita gente desempregada, mas… ainda há alguns encarregados de educação com horários de trabalho e sem direito a justificação da falta.

Eu sei que os da 4º classe eram feitos na sede de concelho, mas nessa altura só iam meia dúzia de gatos pingados de cada localidade.

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