Balbúrdia No Oeste


Cinco casos da inJustiça que as falhas do Citius provocam

Passaram mais de 40 dias desde que a Justiça portuguesa parou. E fez vítimas. Dos trabalhadores com salários em atraso às crianças sem regulação parental, cinco casos exemplares da mão pesada da injustiça.

Recolha do Livresco.

A história do professor que ficou colocado em 75 escolas depois de ter desistido do concurso

Fernando (nome fictício) afirma que o seu caso seria cómico se as consequências não fossem tão graves. Dos 3216 horários que o Ministério da Educação atribuiu esta sexta-feira, 75 ficaram para ele, que não vai aceitar qualquer um. Isso significa que, por causa de um erro, mais de 1000 crianças, no mínimo, ficarão pelo menos mais uns dias sem aulas.

Passos Coelho anda, claramente, a optar por algo que ele deve pensar que é coragem política, mas não passa de desrespeito pelos cidadãos e pelo país.

O MEC já lhe pediu a demissão… os secretários de Estado nunca lá deveriam ter estado… mas o actual PM continua firme e hirto, até que isto tudo caia de podre.

Exp11Out14

Expresso, 11 de Outubro de 2014

Chovem colocações, porque chovem repetidas. Deve ser para assegurar a liberdade de escolha aos professores.

Assim é fácil “colocar” 800 ou 8000 professores.

Só é chato porque por cada colocação multiplicada, há turmas que continuam sem professores mais uns tempos.

Isso explica que António Santos, professor de Geografia, residente no Porto, tenha tido a surpresa, esta manhã, de ficar colocado em sete horários, a maior parte dos quais completos (com 22 horas lectivas) e anuais (até 31 de Agosto). Pode, assim, escolher entre escolas situadas em Guimarães, Cinfães, Porto, Marco de Canaveses, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia, e Póvoa de Varzim. Como só escolherá um, os restantes ficarão vagos até que seja colocado um novo professor. E, assim, as turmas das outras seis  escolas continuarão, pelo menos no início da próxima semana, sem docente de Geografia.  

O Arlindo está a fazer o ponto da situação.

E não é por causa da centralização, mas da completa opacidade e desregulação.

Directores e professores denunciam falta de meios para detectar falsas declarações de candidatos às vagas nas escolas

Há quem se esteja a aproveitar disto para desacreditar os concursos, mas isto aconteceu exactamente porque este foi o meio que o MEC encontrou para lixar o que poderia ser claro e transparente.

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