Coeducação


O ensino que separa rapazes e raparigas

Fui tão conciso nas declarações sobre esta forma de ensino pseudo-diferenciado, que foram integralmente reproduzidas…

“Do ponto de vista do desempenho, é possível que se obtenham melhores resultados com este modelo, mas em termos sociais é um evidente retrocesso para conceções de ensino típicas de um tempo que se pensava ultrapassado”, diz o professor Paulo Guinote, autor do blogue A Educação do Meu Umbigo, que analisa o modelo como um recuo com os olhos postos sobretudo nos Estados Unidos. Um retorno, na sua opinião, de uma “ideologia que tem mais de puritanismo e conservadorismo do que propriamente de preocupação com a educação diferenciada e que recusa a coeducação – agora com um argumentário revisitado e adaptado aos novos tempos em que a performance é o critério mais exaltado”.

“O principal argumento é exatamente o de se conseguirem melhores resultados com um ensino segregado, disciplinado e exclusivo, em que os potenciais focos de desconcentração estão reduzidos a um mínimo e em que, ao contrário do que se afirma, o ensino é mais homogeneizado, porque dirigido, de forma separada, a públicos menos diferenciados”, refere Paulo Guinote.

Antes de se tornarem bois boys bóis. Com ou sem iscas.

Advice to a Son

 

Never trust a white man,
Never kill a Jew,
Never sign a contract,
Never rent a pew.
Don’t enlist in armies;
Nor marry many wives;
Never write for magazines;
Never scratch your hives.
Always put paper on the seat,
Don’t believe in wars,
Keep yourself both clean and neat,
Never marry whores.
Never pay a blackmailer,
Never go to law,
Never trust a publisher,
Or you’ll sleep on straw.
All your friends will leave you
All your friends will die
So lead a clean and wholesome life
And join them in the sky.

[Ernest Hemingway]