Fugas De Metano


Cadê os outros?

Segundo a TVI, um dos portugueses que tinha dinheiro no HSBC na Suíça é chefe de serviço na Inspecção-Geral das Finanças. Ex-ministro e actual deputado também está na lista.

A ver e não é como com os documentos da Wikileaks que foram cuidadosamente depurados entre nós, claro que apenas por critérios editoriais.

… e não há alguém a comprar o direito de divulgação das coisas e, graças a critérios jornalísticos, desaparecer a maior parte da informação antes de chegar a conhecimento público.

Swiss Leaks: Portugal amnistiou cinco vezes o que os portugueses tinham no HSBC

Revelados primeiros nomes de clientes portugueses do HSBC na Suíça, onde tinham aplicados 969 milhões de dólares. Desde 2005, Portugal amnistiou mais do quíntuplo desse valor em capital irregular no estrangeiro.

Acesso aos dados do Swiss Leaks aqui.

Na RTP Informação, no programa conduzido por Sandra Felgueiras, está um senhor advogado (Artur Marques, aquele que em tempos representou Fátima Felgueiras) que depois de criticar as fugas de informação e o desrespeito pelo segredo de Justiça, passa a lamentar o facto de não se saber nada de específico sobre os crimes de corrupção de que José Sócrates estará a ser acusado.

Será que esta gente pensa? Ou melhor, será que pensa, mas se esquece logo a seguir do que diz?

Ou pensando ainda melhor… será que ele ainda se lembra de como a sua representada de outrora conseguiu escapar para o Brasil, exactamente com base numa “fuga”?

(juro que não ando a tomar Memofante)

Consta que hoje de manhã, na área reservada do DGPGF (ex-GGF), estava a lista completa dos docentes que pediram a rescisão e dos montantes que cada agrupamento/escola não agrupada teria de requisitar para lhes pagar.

Foi uma distracção.

À tarde, já só estão os casos deferidos.

Isto significa que os cálculos já foram todos feitos, para TODOS os casos, tendo sido pena que os dados só pudessem ser “sacados” caso a caso, pois seria interessante fazer umas contas e comparações… em especial entre os deferimentos e os que ainda não o foram…

saida

Qual é o problema de se telefonarem? É o mais natural… eu estranhava é que não tivessem falado.

José Maria Ricciardi escutado seis vezes a falar com Passos Coelho

Para além de Passos Coelho, José Maria Ricciardi foi também escutado a falar sobre as privatizações da EDP e da REN com o ex-ministro Miguel Relvas.

… plantada pelos ramirílios e gasparinhos na imprensa do dia para criar buzz nas redes sociais?

Uma sugestão: Professores que não tenham horário completo (ou tenham redução da componente lectiva) devem levar 50 chibatadas no pelourinho da vila mais próxima. Dá-se preferência aos manuelinos, mas podem ser daquelas coisas do estado velho.

Outra sugestão: Regresso da telescola ao Ensino Básico permite uma poupança estrutural de 2,5 mil milhões de euros, podendo ascender a 3 mil milhões se forem usadas televisões em 3ª mão. Ramiro Marques oferece a sua velha Telefunken para se conseguir uma poupança adicional de 15 euros.

Última sugestão: Eduardo Catroga sugere alienação das escolas da Parque Escolar, dando-se preferência a grupos privados com provas dadas na colocação de insiders nas equipas do ME(C) na última década. Aval financeiro do Banif. Será criado grupo de acompanhamento do processo presidido por Nogueira Leite.

  • Na TSF, o Pedro Marques Lopes –  insider da construção de PPC ao poder antes de ser afastado em detrimento da facção relvas – comentava que pelos mentideros se diz que a máquina do não-ministro se iria virar contra o ainda ministro Crato.
  • Pela imprensa, nota-se com alguma facilidade a muralha d’aço, talhada em bons tempos de 70, em redor do rigor e transparência com que o dossier Relvas-Lusófona foi tratado pelo actual MEC, mesmo quando se reconhecem ali umas asperezas temporais.

Perante isto, e caso a primeira informação seja fidedigna, espero ver a forma como reagirá o círculo de amizades intelectuais e mediáticas de Nuno Crato.

De qualquer modo, num confronto desse tipo não há que hesitar, por muita que possa ser a tentação da neutralidade.

FreedomWorks bills itself as a grassroots outfit, but it’s bankrolled mostly by big-money do.

Com a ideia ramirília de safar os politécnicos à custa das escolas secundárias (e que eu espero sinceramente que não avance, tamanho o desplante) e a necessidade de defender alguma dignidade ao ensino universitário, restarão apenas cortes a eito no ensino não-superior.

Porque mesmo quando no MEC existem zecos em posições de algum destaque, o seu primeiro instinto parece ser o de quererem mostrar-se não-corporativos e responsáveis.

It sucks, até porque mais ninguém parece ter tal pudor. Ou ser assim tão parvo.

Entretanto… o tal estudo que o SE Casanova garantiu que ia ser lido até esta semana deve ter sido impresso em cirílico… nunca mais chega ao conhecimento público… apesar de vários interesses privados já o conhecerem ou alegarem que conhecem.

Fonte(s) bem colocada(s) – não estou a fazer bluff ou a atirar barro à parede pois a informação recebida é algo extensa e agradavelmente detalhada em diversos aspectos – confirmou(aram)-me hoje que o estudo encomendado pelo MEC sobre o custo por aluno no ensino público e privado esteve inicialmente concluído bem antes do Verão.

Mas que não foi logo divulgado.

Uma explicação possível – será mesmo mera suposição minha? – é que houve problemas e divergências de metodologia, com interferências a partir do topo para que se incluíssem, ou não, certas variáveis, conforme fossem para o sector público ou privado. O caso do preço das instalações, por exemplo, pois parece que a tentação de algumas pessoas para martelar os custos da Parque Escolar foi fortíssimo.

Mas há coisas mais curiosas que reservo para o momento da aparição do estudo final. O que terá sido resultado de aperfeiçoamentos na metodologia.

Tudo bate certo com o timing das inconfidências dos ramirílios, demasiado entusiasmados com o twist introduzido.

Lagarde-List Leaked: HOT DOC Publishes 2,059 Names from Stolen HSBC-List

se a solução do país estiver nos fumadores.
Fuma-se e salva-se tudo, mas só se se exceptuarem os cubanos.

É quase dia 6.

Ministério expõe dados pessoais de 974 professores

Descoberta foi feita pelo Tugaleaks, que apresentou queixa na Comissão Nacional de Proteção de Dados.

Uma pesquisa no Google pelo Tugaleaks permitiu aceder a nomes, moradas, salários e outros dados, atualizados até Junho, de 974 professores do Centro de Formação de Associação de Escolas Ordem de Santiago, em Setúbal.

Na sequência desta descoberta, a organização portuguesa de ciberativistas apresentou esta sexta-feira uma queixa na Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) contra o Estado português. «Nunca encontrámos tantos dados expostos com tanta informação», disse em declarações à TVI24 Rui Cruz, responsável pelo Tugaleaks.

«A exposição destes dados é uma matéria ilegal. Devemos agir como a lei manda e prevenir a proteção de dados porque existe não apenas este, mas outros casos no Ministério da Educação e de outros sites do Governo completamente expostos a qualquer pessoa que saiba pesquisar», acrescentou o ativista.

A pesquisa destes dados não está acessível, à primeira vista, no site do Centro de Formação de Associação de Escolas Ordem de Santiago, mas uma pesquisa de ficheiros do tipo txt feita por alguém mais entendido em internet pode facilmente encontrá-los.

O responsável do Tugaleaks disse à TVI24 que não encontrou dados relativos a alunos expostos no site do Ministério da Educação.

Relvas admite «lapso» quando disse que andava no 2º ano de Direito

Ministro fez declaração errada ao Parlamento por duas vezes e corrigiu informação em 1991.

Lusófona não divulga dados porque Relvas não autoriza

Em causa a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais.

Professor da Lusófona nunca viu uma licenciatura igual à de Relvas

Narana Coissoró, professor do curso de Miguel Relvas, admitiu que nunca o viu na universidade e sublinhou que se trata de um caso «absolutamente excecional».

Ministério diz que lei permite casos como o de Relvas

O Ministério da Educação explica que lei não tem limites máximos aos créditos que se podem dar a um aluno com base no seu currículo profissional.

O melhor, mesmo, é seguir a sugestão do Quink.

Henrique Neto. “A maçonaria corrompe o PS e a democracia com alianças secretas”

Quero supôr que quando diz isto

Manuel Alegre defendeu esta sexta-feira, no programa Avenida da Liberdade, na RTPi, que “as pessoas estão sem esperança” e que o facto do país ter ultrapassado a fasquia de um milhão de desempregados “é uma brutalidade”.

já resolveu isto

Em resultado da campanha eleitoral, e de acordo com a verba inscrita nas contas entregues ao Tribunal Constitucional, Manuel Alegre tem uma dívida a fornecedores no valor de 431 mil euros.

Sim, porque contribui para a brutalidade.

Ministério estuda fim de aulas extras de Inglês e Música

Notícia parcialmente motivada pelo documento aqui divulgado e que furou a barreira de silêncio que se tem tentado criar em torno de uma reforma curricular que está a ser discutida em moldes demasiado privados para o debate público prometido.

Já na semana anterior tinha aqui divulgado a existência de outra reunião com professores no MEC sobre temas parecidos, em que também a discrição foi uma ideia-chave. E que mereceu um ataque descabelado por parte de uma criatura genial em História da Contabilidade (se bem estão lembrados os mais regulares aqui).

Só que as coisas se sabem e, mesmo se não há aquela animosidade dos tempos dos governos de Sócrates, há sempre forma de se saber uma parte do que se passa, sem ser pelo filtro do porta-voz do actual MEC na blogosfera.

Desde sempre defendo a transparência deste tipo de discussões e não iria mudar, de forma alguma, uma maneira de estar só porque tenho estima intelectual e pessoal pelo actual ministro.

Mas o conhaque é uma coisa (amarga, não gosto muito), a política outra.

Ao contrário daqueles que fizeram em 2010 e 2011 de muralha d’aço em torno da ex-camarada de lides, 0 meu papel é dar a minha opinião sobre aquilo que vou sabendo e tem interesse para divulgação pública.

Se alguém (desta, desta ou desta cor, embora por motivos diferentes) alguma vez pensou que seria de outra forma, enganou-se.

Agora, desculpem-me mas vou ali tratar do contraditório para o processochitas

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