Enc. Educação


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… preocupados com o ambiente de escola e com as condições de aprendizagem dos seus educandos, tal como eu.

Gastem uns 10 minutos por dia para relembrar-lhes coisas muito simples e básicas para o bom convívio de todos.

  • O pátio, corredores e espaço diante das salas de aula não são ringues de wrestling.
  • O tom de voz deve depender da distância a que se encontra o interlocutor e não do máximo que podem atingir as respectivas cordas vocais, sejam quais forem os locais ou circunstâncias.
  • A forma de responder a um@ professor@ ou funcionári@ não deve começar obrigatoriamente por um “não” ou “não fui eu” ou “não fui o único a fazer isso”.
  • A forma de se sentar e estar numa sala de aula não é a mesma de se sentar ou estar numa esplanada.
  • Se todos acharem que devem ser @s primeir@s a falar, acaba por ninguém se entender.
  • O vocabulário a utilizar no espaço escolar e na sala de aula deve ser mais ou menos equivalente ao que se deve usar, sem perigo, num jantar de família.

Há mais coisas, mas se isto for lembrado todos os dias, ou dia sim, dia não, mesmo atingindo quem se comporta bem, muita coisa poderá melhorar.

Ahhh… e não se esqueçam… nem sempre o voss@ filh2/educand2, lá por ser @ voss@, não tem automaticamente razão em todas as situações. Mesmo que tenha em 80% (uma proporção muito razoável), haverá sempre uma ou outra vez em que não tem e é aconselhável averiguar primeiro, antes de dispara(ta)r.

 

Exmo. Dr. Paulo Guinote:

No passado dia 5 de julho de 2012, a comunidade escolar ficou a saber que a Professora Feliciana Araújo do Centro Escolar Gueifães Vermoim, na Maia, não daria continuidade ao seu trabalho com a turma que vinha a acompanhar há dois anos.
Em nome dos Pais e Encarregados de Educação da turma pela qual a Professora era responsável, tomei a liberdade de enviar uma carta ao Sr. Presidente da República e ao Sr. Primeiro-Ministro, com o conhecimento do Ministro da Educação e da DREN.

Nessa missiva, que agora transcrevo, foi informada a intenção deste grupo de Pais preocupados de expor uma situação que consideram tremendamente injusta.

É com esse intuito que a missiva referida lhe é, agora, enviada – porque somos Pais preocupados que acompanham o S/ blogue.
Não podemos cruzar os braços e aceitar situações que colocam em risco o bom trabalho que os nossos filhos têm vindo a desenvolver, pela mão de uma profissional de grande competência – preterida, neste momento, por questões de índole logístico-numérica.

Em nome desses Pais e Encarregados de Educação preocupados com o futuro dos seus Filhos/as e Educandos/as, o meu muito obrigada, pelo tempo e atenção dispensados!

M.

Sou Mãe e preocupo-me com o futuro dos meus filhos!
O meu filho mais velho, de 8 anos, é um miúdo de sorte: integrou uma boa escola pública – o Centro Escolar Gueifães Vermoim, na Maia –, numa boa turma – o 2.º N do ano letivo de 2011/2012 – e com a felicidade de ser acompanhado por uma Professora dedicada – a Professora Feliciana Araújo.
Falo de uma Professora que aproximou Pais e Escola; de uma Professora que conseguiu orientar cada um dos seus 24 alunos e de os aproximar em termos de desempenho académico e pessoal, dando sempre atenção à singularidade de cada um; de uma Professora que fez com que os seus alunos ganhassem o gosto pela leitura (o quanto não se fala em lutar por isso!), pelo estudo, pelo desenvolvimento de projetos que até envolviam a família (quantas horas de televisão vegetativa não foram trocadas por cola, tesoura, livros e a Internet!) e pelo trabalho que, seguramente, os levará longe no futuro.
Soube hoje mesmo que essa Professora não vai poder continuar a acompanhar a turma com que trabalha tão produtivamente há 2 anos, por uma questão de números.

Sim, eu percebo a crise, os ajustes, as necessidades de sacrifícios e tenho-os levado a cabo a custo e com esses sacrifícios, mas com plena consciência de que tem que ser.
De que é por um bem maior; de que é por um futuro melhor para os meus filhos.
Mas não posso permitir que o meu filho, de ainda só 8 anos, possa ter esse mesmo futuro comprometido por uma questão numérica.
Claro que há mais professores de grande qualidade e que a mudança nem sempre é má – mas, neste caso, vai ser péssima.
Neste caso pode comprometer futuros agora brilhantes e convertê-los em fados complicados.

Por isso, optei por deixar a postura diplomática e resolvi dar a conhecer a minha opinião – que, creio, espelha a de mais 23 Pais e Encarregados de Educação.

Gostava de saber a quem pedir uma satisfação convincente sobre a situação, porque, admito, não a entendo.
Gostava que me explicassem como se eu tivesse 8 anos, porque é que vão retirar uma profissional competente, que deixa a classe bem representada, que personifica tantos princípios que ouvimos da boca do Ministro da Educação aquando da sua chegada ao cargo, de um posto onde ela pode marcar a diferença e assim abalar a continuidade de 24 crianças no sistema educativo nacional.

Tenho explicado aos meus filhos a crise mundial, as dificuldades nacionais e os sacrifícios pessoais no sentido de os ajudar a compreender o que realmente se passa e assim deles fazer futuros adultos conscientes.
Mas a tecla onde insisto em bater é que mais importante do que aquilo que temos é aquilo que somos – e que devemos ser trabalhadores, honestos, justos, solidários e humanos.
Como é que vou enquadrar esta perda – sim, é uma perda significativa e que perturba 24 Pais e Encarregados de Educação preocupados e as suas 24 crianças que ainda não estão, porque não sabem, mas que vão ficar inconsoláveis e sem vontade de voltar sequer à escola! – no quadro mental que tenho vindo a fazer?!
Como justificar que a Professora que tornou a escola um local onde aprender é agradável e prazeroso, que iniciou projetos de grande valor académico e pessoal lhes foi retirada por uma questão que não assenta no lado humano da preocupação para com os alunos, mas sim em princípios numéricos?

Lamento perturbá-los nesta altura com esta questão, mas a verdade é que tenho apregoado aos meus filhos que devemos sempre ser corretos e agir com ponderação e justiça, fazendo as nossas palavras chegar a quem de direito.
Ocorrem-me mais portas onde bater – e certamente o farei!
Mas, nesta fase inicial, de completa incompreensão e perplexidade, é aos Senhores que dirijo a minha preocupação: sou uma Mãe que a Vexas apela no sentido de que seja feita alguma justiça.
Tanto trabalho, tantas horas, tanto investimento em fazer das nossas crianças jovens que vão ao parque, que fazem trabalhos com os seus Magalhães, que saem da frente da televisão e da Playstation… para agora lhes ser retirada a orientadora-mor?

Li uma vez que na China, o único elemento que não tem de se curvar perante o Imperador é o Professor, pois uma terra sem Professores não pode ter Imperadores.
Li uma vez que há países onde o Professor é de tal maneira honrado que tem lugar de destaque em todas as situações relevantes das comunidades que integram.
E depois leio o que se passa no meu País.
Eu gosto do meu País: eu explico, comovida, aos meus filhos, o significado do 25 de Abril, dos Descobrimentos, das crises ultrapassadas e dos problemas sobrevividos.
E agora é sobre o meu filho e seus colegas que cai uma injustiça?! E sobre uma Professora que conseguiu, em alguns casos, o impossível?!
Não me posso calar, como compreendem!
Se fossem os vossos filhos ou netos, que faríeis?!

Tenho a certeza de que vão compreender a minha indignação e a motivação pela qual esta minha missiva segue ao V/ cuidado, com o conhecimento de jornais nacionais e o referido Ministro da Cultura.
Não podemos continuar a atacar-nos de dentro para dentro.
Temos de nos unir, de valorizar o que de bom temos, de motivar que os profissionais se superem, de forma a irmos mais longe.
Unidos! Não em estado de sítio interno.

Assim: permitam que a Professora Feliciana possa dar continuidade ao projeto desenvolvido com a turma dos nossos filhos.
Deixem-na trabalhar, porque ela fá-lo bem, com gosto e com resultados francamente positivos.
Meçamos as nossas fasquias por cima, não por baixo.
“E se a maior dívida que um país pode gerar é a perpetuação da ignorância”, permitamos a esta Professora combater a mesma!

Claro que, como a Professora Feliciana, há certamente muitos outros docentes em idênticas situações.
Não destruam futuros nem comprometam o desenvolvimento do país, por não terem a capacidade de preservar uma visão estratégica acertada.
Assumam a defesa do que é importante para não termos de continuamente lamentarmos os erros cometidos e sem consequências para quem os cometeu.

Assinado: uma Mãe indignada e inconformada!

Sobre o Conselho Geral e a Escolha dos Pais e Enc. Educação
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Estamos, na minha opinião, perante uma aberração. Num primeiro tempo uma qualquer organização formalmente representativa de pee, [pais e encarregados de educação] escolhe da forma que entender o(s) nome(s) a indicar em assembleia geral de pais e encarregados de educação. Ainda que esse(s) nome(s) tenham sido escolhidos em assembleia geral de pais e encarregados de uma APs, essa assembleia cinge-se, apenas, aos pee sócios duma determinada associação ( e nada na lei determina como se deve efectuar a escolha; é uma questão que apenas diz respeito à associação, melhor dizendo à sua Direcção, quantas vezes, na prática, “uninominal)”. A escolha vai, portanto, depender, de um número, por regra, muito restrito de pais. O que, maioritariamente, vai ocorrer é que a Direcção (ou quem, “abusivamente” ou não, a domina) indica quem entender.

Numa segunda fase, e porque se trata de eleger os representantes dos pee da escola ou agrupamento, representantes de todos os pee, e não apenas os que são sócios da(s) APs, é o órgão competente da Escola ou Agrupamento quem convoca a eleição, visto que a(s) APs não têm competência para convocar pee não associados. Acontece, porém, que o processo já vem viciado de trás, visto que no acto de escolha para indicação da lista a eleger na futura Assembleia de todos os pais, não puderam deliberar todos estes. Apenas o podem “retoricamente” fazer perante uma lista final para cuja constituição foram ignorados – não têm qualquer outra alternativa.

Considero, portanto, que este modelo de gestão, no processo de “eleição” dos pee, não respeita o princípio da igualdade dos pee/cidadãos perante a lei, não respeita o princípio da proporcionalidade, não respeita o pleno direito para eleger e a para ser eleito, não respeita os elementares princípios da democracia.

Na prática facilita o contrário do que o modelo de gestão afirma defender: o reforço da participação das famílias. A participação efectiva não tem condições (entre outras) de se realizar num contexto, que não legitima potenciais oportunidades favoráveis para a escolha dos representantes melhor preparados e isentos. Propicia, isso sim,  quntas vezes, a emergência de pee condicionados a uma sucessão de interesses mais ou menos alheios à identidade e ao interesse efectivo das famílias

Este processo eleitoral, adoptado pelo 75/2008 para presença dos os pee no CG(T) não é legítimo, nem se me afigura natural ou legal.

Porque não foi definido um processo análogo ao da eleição dos docentes e não docentes? Porque não hão-de os pee (sem qualquer excepção) de ter o direito de constituir listas e apresentar plano/programas de acção, que seriam dados a conhecer e a discutir a todos os pee, votando estes na lista(s) que entendessem melhor salvaguardar o seu interesse pela educação dos seus filhos/educandos e pela integração dinâmica da comunidade educativa?

Fernando Miguel