Nevoeiro


Esta “Aquisição de Serviços de Consultadoria Espezializados.” [sic] tem um contrato absolutamente fabuloso pela sua opacidade de objectivos.

… até se cumprirem umas coreografias de final de mandato.

Pub3Fev15

Público, 3 de Feverieor de 2015

… perante a capacidade de sedução e pressão do queirozeze e seus mandantes no MEC.

O problema não está no visto do TdC, está na incopmpetência do MEC e na sua permeabilidade a interesses diversos do público.

O ministro da Educação, Nuno Crato, afirmou hoje que é necessário “alterar procedimentos” no que diz respeito aos pagamentos dos contratos aos colégios particulares, atrasados este ano devido à necessidade de um visto prévio do Tribunal de Contas (TdC).

“Temos que alterar procedimentos. Não queremos manter os atrasos”, declarou hoje Nuno Crato perante os deputados da comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, no âmbito de uma audição regular do ministro na Assembleia da República.

Em causa estão os pagamentos relativos aos contratos com os colégios particulares que asseguram funções de ensino público, estando já regularizada a situação das instituições que asseguram o acesso ao ensino especial, faltando ainda pagar as dívidas aos colégios privados de ensino artístico especializado e ensino profissional.

Da peça do Expresso sobre o mesmo assunto do post anterior, outra vez com o Queirozeze a negar “perfídia” e a vender banha da cobra. Nos maiores 25 desvios, desta vez medidos pela sua frequência na notas internas, a presença das escolas privadas é esmagadora e completamente desfasada do seu peso global na rede.

Exp24Jan15As declarações do Queirozeze a repetir a mesma inanidade, tipo k7.

Exp24Jan15b

 

E agora as declarações dos autores do estudo:
Exp24Jan15aExpresso, 24 de Janeiro de 2015

 

E não seria bom o pipasdelima fazer também umas graçolas empasteladas acerca disto? Embora já tenha tentado começar, bastando para isso ver o que se passou com a PY.

Mais de 70% dos trabalhadores da TAP não estão protegidos pelo acordo com o Governo

 

E tudo parece correr de forma demasiado parecida com um guião.

Deve ser de ser 6ª feira, ando desconfiado.

Ou isso ou é da PDI.

Cada vez começo a achar menos sentido em considerar a assiduidade como elemento importante na avaliação. A sério que sim.

Blasfémia?

Nem por isso, apenas pragmatismo.

Com uma escolaridade de 12 anos, os alunos que alegadamente (de acordo com o seu estatuto) “chumbam” por faltas em Outubro, desde que continuem a ir ocasionalmente às aulas e a fazer uns testes razoáveis (ou mesmo menos do que isso), têm imensas possibilidade de passar de ano.

Porquê?

Porque a “retenção” só se concretiza mesmo no final do ano e eles já sabem disso aos 11, 12 ou 13 anos de idade.

Porque sabem que para serem “inclusivas”, as escolas públicas os aceitam a matricular-se e a passear por lá e os professores, para não serem os maus da fita e obedecerem às leis, devem aceitá-los nas aulas a que eles acham por bem comparecer. E não me digam que nos cursos profissionais ou vocacionais não é a mesma coisa, porque é ou ainda pior. A justificação de faltas é feita quase com pedidos por favor-favor-favor e aceita-se quase tudo.

E nem venham com as conversas das denúncias para as CPCJ que não têm mãos as medir com os casos muito graves, pelo que os casos graves vão para a pilha do arquivamento ao fim de uns pedidos de informações e correspondência variada ao longo de uns quantos meses até chegar o fim do ano lectivo.

No final do ano, com as metas do sucesso a pressionar e a paciência a minguar, muitos destes alunos acabam por passar de ano, como forma de todos ficarem a “ganhar”. As escolas  com o dito “sucesso”, a maioria dos professores (e em especial @s DT) com menos chatices e os alunos com a devida recompensa por saberem usar o “sistema”.

Eu sei que não é assim em todos os lados, porque há sítios com muito menos problemas, mas onde eles existem, ou se resolvem desta maneira ou então quem o não faz é acusado de adoptar uma “cultura de retenção” e de não saber “dar aos alunos o que eles precisam”.

Ah…. e ainda existem as metas de combate ao abandono escolar que incentivam imenso a “sub-orçamentação” do abandono real, para as fotografias na avaliação externa das escolas ficarem muito bonitas.

Que há “boas práticas”… ? Sim, há, mas menos do que as que constam e se anunciam como tal.

E quem me disser que isto não é assim, vive no País das Maravilhas.

Mais vale “esquecermos” a questão da assiduidade, a menos que deixemos de ter medo de usar a escala de avaliação em toda a sua “extensão” (e sim, estou a pensar usar uma boa dose de pouco inclusivos níveis um no final deste período…).

… e é verdade que o Governo paga aos senhores autarcas para dispensarem professores.

Governo paga aos municípios por dispensa de professores

Autarquias que aceitarem experiência-piloto passam a gerir currículos e professores e recebem 13 600 euros por cada docente a menos em relação ao número de referência.

Isto não me tranquiliza, pois parece que há quem queira discutir como se dividem os 30 dinheiros:

A Federação Nacional da Educação (FNE) declarou-se nesta sexta-feira indisponível para apoiar qualquer contrato negociado pelo Governo com as autarquias para descentralizar competências na educação que não envolva a participação dos sindicatos, tendo já pedido uma reunião ao ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato. No mesmo dia, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) também exigiu que seja tornado público e discutido o processo de municipalização do ensino.

Sinceramente, não me tranquiliza nada que existam muitos professores entre os autarcas. Em muitos caos, não há pior carrasco do que o ex-colega.

Esta é outra daquelas portas que, sendo aberta, vai ficar escancarada em pouco tempo.

… afinal não passou de uma criação da imprensa.

Parece que, apesar de preguiçosos e patéticos, os jornalistas, são muito criativos.

… está em curso uma das manobras comunicacionais mais sujas de sempre para esconder da opinião pública mais um descomunal aumento de impostos, em particular através do fim da cláusula de salvaguarda do IMI e da fiscalidade abusivamente apelidada de verde.

Há momentos em que a análise satírica da coisa é a a mais realista.

… mas nenhuma se aproxima da decência.

Mais de 3600 professores que pediram para rescindir estão à espera da resposta. Governo garante que está a trabalhar para que o “processo seja concluído tão depressa quanto possível”.

A conversa fiada sobre a maneira do Novo Banco Bom não ir penalizar os contribuintes e tudo o que é mau ser suportado pelos accionistas do velho Banco Mau faz-me lembrar aquele episódio com 20 anos e que fez a fama do Peres Mettello durante anos a fio, quando o Mário Soares disse que só depois de o ouvir é que tinha percebido a forma de financiamento da ponte Vasco da Gama.

Com tudo o que agora sabemos dos encargos das PPP, percebe-se bem que o dito Metello apenas ajudou (de forma voluntária ou ingénua, não sei) a multiplicar uma mensagem spinada e destinada acalmar a malta.

… por isso só hoje posso comentar a forma dócil e quase enamorada como o implacável José Gomes Ferreira engoliu ao vivo e a cores a estórinha de nanar sobre a solução para o BES da nossa gasparinha

maria-luis-albuquerque-a-inocentezinha

… numa tarde tropical quente, envergando fustão vermelho, cabelo ensebado e um joelho entrapado, mas mesmo assim derrubará os incréus e os guinéus, deixando os d’além-mar a ver passar os galeões.

Ou não.

CristIrina

Apenas cinco em cem crianças com necessidades especiais têm apoio

Mesmo que seja um balanço exagerado por excesso, não justifica este tipo de mistificação:

Governo garante apoio a todas as crianças com necessidades especiais

Aliás, como bem nos lembramos, este Secretário de Estado é que deve ter necessidades especiais… basta recordar o episódio do não-conheço-a-Ongoing-mas-acabo-a-trabalhar-lá-meses-depois.

Em entrevista, na terça-feira, o Primeiro-Ministro afirmava que o Governo tem trabalho feito no corte dos consumos intermédios, referido uma redução de 1,6 mil milhões de euros na máquina do Estado entre 2010 e 2013.

O que Passos não referiu é que metade dessa correção se deve a um efeito base provocado pelo registo em 2010 dos 2 submarinos comprados quando Paulo Portas era ministro da Defesa, revela o Negócios.

É quer a compra dos submarinos foi contabilizada em 2010, engordando em 880 milhões de euros a fatura com consumos intermédios. No ano seguinte, como já não figuravam na lista, acabaram por ajudar aos número de Passos Coelho.

Excluindo essa operação extraordinária, o Governo cortou até agora 754 milhões de euros em consumos intermédios.

A arte da entrevista é feita destes detalhes, de lembranças e esquecimentos oportunos.

Tudo treta.

A verdade só mesmo lá para o Verão.

Até mesmo em relação a isto

Debate sobre a escola pública no ISCAC

A ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues e o secretário-geral da FNE (Federação Nacional de Educação), João Dias da Silva, vão participar num seminário sobre a escola pública, na sexta-feira, em Coimbra.

A sessão, subordinada ao título “Em defesa da escola pública”, decorrerá, a partir das 18H00, no auditório Marques de Almeida do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC)/Coimbra Business School, em Bencanta, Coimbra.

Moderada por José Ricardo Coelho, presidente do Sindicatos dos Professores da Zona Centro (SPZC), o seminário terá comentários finais de Ricardo Pocinho, presidente da UGT/Coimbra.

A participação na iniciativa, que é promovida pela UGT e pelo ISCAC/Coimbra Business School, está sujeita a inscrição prévia, através do e-mail da UGT de Coimbra (coimbra@ugt.pt).

E lá se poderia perturbar o recadeiro.

PSD chumba inquérito a negócios de Marques Mendes na Madeira

Porque interno. ao nível da mobilidade, acaba por existir todos os anos…

Há por aqui uma enorme confusão entre os vários níveis de concurso, sendo que eu acho que deve existir apenas um, com vagas claras a concurso e não cozinhadas nas secretarias do MEC ou nas direcções das escolas, conforme as conveniências.

Crato antecipa concurso interno de professores para 2015

Até à data, a tutela de Nuno Crato vai vincular 2.606 docentes nos quadros. É o maior número de entradas desde 2006.

O Ministério da Educação vai antecipar para 2015 – ano de eleições legislativas – o concurso nacional de professores dos quadros. Trata-se do concurso interno de colocação de professores que se realiza de quatro em quatro anos e que permite a mobilidade de escola. O próximo estava previsto apenas para 2017.

Este foi um dos resultados das negociações com os sindicatos para a vinculação extraordinária de dois mil docentes que vai decorrer nos próximos meses. O novo concurso interno vai ser negociado a partir de 5 de Março.

“Conseguimos que haja da parte do Governo o compromisso de realizar no próximo ano um concurso intercalar”, anunciou o secretário-geral da Federação Nacional da Educação, João Dias da Silva, após a reunião com o secretário de Estado da Administração Escolar, João Casanova de Almeida. Esta era uma das principais reivindicações dos sindicatos para que fossem regularizadas as situações dos professores com a entrada nos quadros dos dois mil docentes.

MEC promete concurso interno para todos os professores em 2015

A direcção da FNE saiu do ministério a considerar positiva a realização de um concurso interno de professores em 2015, mas a Fenprof insiste na realização de um concurso externo e interno com efeitos já no próximo ano lectivo.

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