Ou Vai Ou Racha!


Por exemplo, numa escola com 11 turmas de 7. ano criadas pelas escolas,  apenas seis foram homologadas pela DGEstE (Direção Geral dos Estabelecimentos  Escolares). Outro caso, em Alfândega da Fé, na região de Bragança, uma escola  terá recebido da DGEstE a indicação para constituir uma turma com 45 alunos,  em vez de os dividir em duas turmas de 20 e poucos. 

Não sei se o ministro considera isto um primeiro movimento ou outra coisa do género. Que é uma estupidez, lá isso é.

Nos canais noticiosos, na transmissão da comissão parlamentar de inquérito aos suópes, depois de uma fase xaroposa com o deputado Hélder Amaral, apanhei uma troca entre o deputado Paulo Sá do PCP e a ministra Maria Luís Albuquerque digna de um episódio do Spartacus, mas sem a parte agradável das escravas a passear em trajes minimus.

Trabalho do Calimero Sousa.

 

… penalty!

 

… tornar-se adeptos da democracia musculada em que o poder judicial deve submeter-se ao executivo do momento.

Poiares Maduro diz que TC limita “liberdade de deliberação democrática”

Afinal, quem elegeu Poiares Maduro? Em que lista é que ele se apresentou a votos?

… espremer doentes, desempregados, aposentados, mortos e mortos-vivos (funcionários públicos), obrigados a pagar as despesas feitas pelas clientelas do PS com a benção do PCP e Bloco e  a consultoria de escritórios de advogados do PSD e CDS.

Eu sei que o voto e tal, mas não justifica.

A ideia nem é muito original, pois tal como me ocorreu há algum tempo, ocorreu a outros.

Tal como em 1975 se governou com base quase total na aplicação de uma ideologia, o mesmo se vai passando em 2012.

Desde 1975 que um grupo de pessoas na sociedade e na vida política que navegam entre o PSD e o CDS culpa o PREC pelo que chamam a destruição económica do país, confundindo o seu despojamento pessoal ou familiar com o do país. e há muito acalentavam a ideia do desforço. De responder aos excessos com outros excessos.

Essa tentação é especialmente visível numa geração mais nova, dos filhos dos que nessa altura sofreram na pele os desmandos da Esquerda mais canhota. Que nem sempre viveu com clareza o que se passou (alguns mal eram nascidos ou nem o eram…) mas ouviu falar em coisas terríveis, truncadas em muitos casos, justificadas em outros.

O engenheiro deu-lhes o pretexto ideal para se vingarem sem parecer que o estão a fazer, pois alegam que foi o socialismo (só porque o PS tem socialista no nome) que nos conduziu aqui.

E, usando esse pretexto, praticam um alegado anti-socialismo. Caracterizando instrumentalmente como socialismo a governação do PS de Sócrates, obliteram quem em pouco ela se distinguiu da governação do PSD de Cavaco.

E passam a uma prática que reputam de liberal, mas que não não passa do que da inversão do papel tradicional do Estado na redistribuição da riqueza numa social democracia. em vez de irem buscar aos que mais têm, para ajudar os mais despojados, optaram por ir buscar à maioria (não digo aos 99% mas pelo menos aos 90%) para dar a uma estreita minoria.

Tudo com base numa perigosa mistura de preconceitos pessoais com a adesão quase acrítica a teorias que parecem atractivas por se oporem a.

Se existir o cuidado de traçar o trajecto pessoal e familiar dos ideólogos do actual Governo (a maioria a parasitar na sombra dos testas de ferro) ou dos principais vultos da governação encontramos traços muito comuns acerca do que faziam e onde estavam os seus pais ou parentes mais próximos no 25 de Abril de 1974 (direitos de autor para Baptista Bastos).

Quase todos estavam a fazer coisas ou em locais que foram obrigados a abandonar no ano que se seguiu..

Isto não significa qualquer insinuação de adesão ao Estado Novo, mas sim de desafeição em relação ao que se passou no PREC, do qual a memória traumática lhes foi transmitida até ao momento que pudessem vingar-se, fazendo a contra-revolução social e económica que sentem ter-lhes sido negada desde então.

As medidas de austeridade anunciadas por Passos Coelho na 6ª feira são o passo mais claro nessa direcção de adesão a um modelo sócio-económico revanchista e baseado em teorias fortemente marcadas pelos princípios bushistas do republicanismo americano mais radical: reduzir os encargos com o trabalho para reforço económico do capital. O pretexto é que assim existe maior competitividade por parte das empresas para competirem no mercado global e, ao crescerem, produzirem a médio prazo mais riqueza e emprego.

Isto é assim em alguns livros e países do sueste asiático com um modelo socio-laboral de quase neo-servidão. Ou o modelo da China e da Índia, para citar os chamados emergentes do núcleo BRIC. Em que a expansão económica foi baseada no comércio externo, com exportações a preços hiper-competitivos, graças a uma mão-de-obra paga a valores irrisórios para os padrões ocidentais.

Mas que dificilmente funcionará na Europa, onde o modelo social (mesmo que em crise) não é o da neo-servidão, pelo menos por enquanto. E onde se sabe de há muito que o crescimento só se sustenta com um consumo interno forte e estável. Qualquer mediano estudioso de História Económica sabe isso e não adianta dizermos que o novo mundo da globalização é diferente de tudo o que conhecemos no passado. A aposta nas exportações faz sentido no sentido de uma dinâmica de expansão, mas é demasiado volátil para servir como base para um crescimento sustentado. Há 200 anos ou agora.

Não adianta apostar apenas na maior competitividade no mercado externo, retraindo por completo o consumo interno, pois isso fará muitas empresas falirem, criando mais e mais desemprego, e aumentando a vulnerabilidade á entrada de produtos orientais de largo consumo e baixo preço.

Para além disso, há uma diferença entre os países que cresceram a partir de pontos muito baixos dos custos de trabalho e a tentativa de empobrecer um país para que ele re-arranque com sucesso. Quando isso fosse possível, já a oportunidade teria passado.

Nem vale a pena ir desempoeirar os manuais de macro-economia do Samuelson e outros ou as clássicas histórias dos arranques industriais contemporâneos para perceber isso…

O sucesso está em protagonizar uma verdadeira mudança das práticas, não em replicar o que já não é inovação.

O ministro Miguel Relvas autorizou o acesso ao seu processo académico para se “poder verificar a regularidade e qualidade do mesmo”, informa em comunicado a Universidade Lusófona, garantindo que irá levar este caso à Justiça.

“Face à gravidade das questões levantadas, a Universidade já solicitou e obteve, conforme legalmente previsto, autorização do senhor ministro Miguel Relvas para conceder acesso ao seu processo académico e por essa via poder defender-se e comprovar as inverdades produzidas em torno deste suposto caso”, refere a nota enviada esta noite à agência Lusa.

Na edição deste sábado, o semanário Expresso adianta que “três dos quatro professores de Relvas nunca o avaliaram” e a Universidade Lusófona já reagiu, alegando que estas afirmações são “graves e difamatórias”.

Ministra diz que subsídios podem não voltar em 2015

A ministra da Justiça admite que o corte dos subsídios de férias e de Natal pode prolongar-se além de 2015. A razão para isto, considera Paula Teixeira da Cruz, é o agudizar da crise económica e financeira na Europa.

Em entrevista à Antena 1, a ministra recusa que tenha existido qualquer lapso a propósito do calendário para a reposição dos subsídios.

(c) Bill Watterson

Eu sabia que eles iam gostar de alterar tudo.

 

Eu acho que grande parte da discussão está errada, mas já nada me espanta.

Porquê?

Porque aqueles que dizem estar contra o corte dos subsídios aparecem a pedir ao BdP para aplicar os subsídios. O que para mim é estranho. Falam em igualdade e equidade. E eu percebo. Mas também percebo que seria mais inteligente ir conseguindo que se acumulassem excepções até que fosse fácil demonstrar que afinal poderiam transformar-se em regra. Porque se estão contra o corte dos subsídios, estão apenas contra o corte dos subsídios se forem para todos? Eu sei que o BdP é uma coutada cheia de prateleiras douradas e pagas a pó de ouro mas… que tal deixarem-nos abrir o caminho?

Por outro lado, para além da questão da autonomia financeira da instituição e outras coisas legais que não interessam a sério a quase ninguém desde 2005, também me comove e agrada o argumento daqueles, como já usaram no passado a CGD ou outras instituições, que afirmam que o corte dos subsídios não deve ser feito nos casos em que as ditas instituições estão no mercado. E que precisam competir com a concorrência para manter os melhores quadros.

Agrada-me a argumentação, em especial porque temos um Governo que defende a existência e bondade do Mercado da Educação. Que a concorrência é positiva, a liberdade e tal. Ou seja, que os professores do ensino público, enquanto profissionais em concorrência com os do sector privado, também estão no mercado. Logo… que também devem ser colocados num regime de excepção.

Por causa da concorrência e da fixação dos quadros.

Em suma, por causa do Mercado, da Concorrência, da Liberdade!

Ou Lisboa “toma juízo ou temos de ir para a independência”, diz dirigente do PSD-Madeira

Em vésperas da assinatura do programa de assistência financeira à Madeira, cuja assinatura está prevista para segunda-feira, o Governo mantém-se em silêncio enquanto, na região, se endurecem posições. Depois de Alberto João Jardim ter ameaçado não assinar o plano por o considerar “inexequível”, um dirigente do PSD-Madeira acusou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de liderar um “bando de malfeitores”, e de ter recusado uma audiência a Jardim, alegadamente para não desautorizar o ministro das Finanças, responsável pela condução do processo negocial do plano de resgate para a região.

Já vão é tarde! Referendo, JÁ, na RAM sobre a questão da independência!!! Se vencerem, que sejam independentes. Se perderem, que se calem, tenham decoro e se enfiem num buraco bem fundo. Os jardinescos e todos aqueles que com eles pactuaram por acção ou omissão. Lá e cá.

Cante alentejano candidato a Património Imaterial

A candidatura do cante alentejano a Património Imaterial da Humanidade da UNESCO, cuja Comissão de Honra é liderada pelo Presidente da República, será entregue em Março do próximo ano na sede da organização, anunciaram esta segunda-feira os promotores.

Gosto.

Uma crítica recorrente aos professores do Ensino Básico e Secundário é que eles beneficiam de uma enorme estabilidade laboral e que têm um emprego para a vida e não se querem ralar com mais nada.

Às vezes até pode ser assim e sei que houve gerações douradas que alcançaram – agora se percebe que de forma transitória – uma estabilidade rápida, passando por agruras menores do que outros grupos de colegas.

Mas o que não é dito com clareza por muita gente é que a larga maioria não alcançou essa pseudo-estabilidade de mão beijada. Muitos foram e são os que andam e andaram de casa às costas, percorrendo dezenas e centenas de quilómetros, mudando de local de trabalho a cada ano que passa(va).

Eu nunca me afastei muito do domicilio, mas conheci uma dezena de escolas até assentar em termos relativos em duas delas. Mas isso foi feito à custa de salário e meio a três salários por ano, juntando os meses que não recebia (Setembro e parte de Outubro ou mesmo, em certos casos, até Novembro, mais os avos dos subsídios que me eram descontados). Foi sempre uma opção que deixei clara perante toda a gente. Antes perder 2 meses de ordenado do que fazer turismo à força. Perdi dinheiro e tempo de serviço, mas nunca foi esse o valor essencial.

Mas muita gente, por questões e temperamento ou necessidade, optou por arriscar para acumular tempo de serviço e fez da instabilidade e precariedade o seu modo de vida.

Quantos professores, por exemplo, do ensino superior e politécnico passaram por isso? Porque é desses que me custa mais ouvir as críticas, estranhamente mais distantes dos professorzecos em certas posturas do que outras profissões? Andaram em mini-concursos para docentes universitários? Entrando numa instituição, quantas vezes mudaram? Em quantas leccionaram que não fosse por acumulação e convite?

Custa ler e ouvir certos dislates, disparates mesmo, de quem está há 20-30 ou mais anos de rabo repimpado no mesmo sítio a lançar anátemas sobre os outros.

Isto não é uma generalização, porque há de tudo em todo o lado. Do excelente ao fraquinho-fraquinho. Da humildade com qualidade à presunção medíocre.

Os professores do Básico e Secundário só tiveram uma enorme vantagem até recentemente: não precisavam de inventar cursos e disciplinas e dar notas interessantes para manter o seu público e garantir o seu crédito horário. Mas até isso entrou em extinção, bastando ver a riqueza conceptual de certos cursos profissionais  e efa’s que quase conseguem fazer inveja a certas cadeiras bolonhesas.

Estamos a alinhar por baixo. Estamos a imitar certas práticas poli-superiores. Não todas, porque há excelentes instituições do ensino superior, com brilhantes profissionais. Mas esses, por definição, são inteligentes e sabem quando e como falar.

Como diz o Calimero, assim não faço amigos em lado nenhum.

:oops:

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