Baralha E Volta A Dar


Fernando Egídio Reis substitui Grancho e toma posse terça-feira

Declaração de interesses: tive com o novo SE apenas um contacto pessoal,  há mais de 3 anos, o que é manifestamente pouco para formar uma opinião que vá para além do pouco que conheço publicamente dele.

Assim sendo:

  • Comecemos pelo mais importante… 🙂 : um professor de História (daqueles mesmo que deram aulas até há pouco tempo) como secretário de Estado é sempre uma enorme vantagem, quanto mais não seja porque, sendo de História, está obrigado a saber as coisas para além das fotografias ocasionais.
  • Uma solução deste tipo, interna a partir do aparelho administrativo, significa o total esgotamento das capacidades de recrutamento político deste desgoverno na área da Educação, se excluirmos alguns vultos meio entontecidos pela possibilidade de terem condutor à disposição (que os habia, havia…).
  • Sendo uma solução da confiança pessoal do actual MEC, isto significa que ele não se vai demitir ou ser demitido e que permanecerá, a menos que outra anormalidade das grossas sobrevenha, até final do mandato. Significa, para além disso, que talvez seja o primeiro SE escolhido mesmo por Nuno Crato e que não lhe tenha sido “apresentado” com base nas quotas de distribuição de lugares.

A hiperburrocratização (dois trocadilhos numa só palavra é mesmo de quem ainda está a começar o ano…) continua de boa saúde e a andar por aqui.

Despacho normativo n.º 13/2014. D.R. n.º 177, Série II de 2014-09-15, do Ministério da Educação e Ciência – Gabinete do Ministro
Regulamenta a avaliação e certificação dos conhecimentos adquiridos e das capacidades desenvolvidas pelos alunos do ensino básico, nos estabelecimentos de ensino público, particular e cooperativo.

Quanto ao varrer dos “indesejáveis” para fora dos exames como estratégia de melhoria dos resultados globais (quantas vezes eu escrevi que o vocacional se destina, principalmente, a isso!), ler o José Morgado:

QUEM COMPROMETER RESULTADOS NÃO REALIZA EXAMES

.

Vem mesmo a tempo de uma melhoria fantástica dos resultados depurados nas vésperas das eleições de 2015…

Descarreguei as imagens, just in case

Alguém desiste do concurso e sai-lhe o jackpot

BCE Normalidade

… serve para esconder tudo o que se fez de igualmente errado.

E, pelo caminho, serve para se apresentar como a agregadora de todos os que, como ela, acham que a Educação só não melhorou por culpa dos executantes, pois o que há mais é governantes a dizer que quiseram fazer o bem, que fizeram mesmo o bem, só a realidade é que não lhes obedeceu.

E está em marcha um processo bem explícito e escancarado de auto-legitimação de todos aqueles que, enquanto “investigadores”, surgem a explicar e justificar a obra de si mesmos enquanto “políticos”.

Até o Trocado da Mata.

A obra é, obviamente, imprescindível para percebermos até que ponto a promiscuidade vai nestas matérias.

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Expresso, 28 de Junho de 2014

Eu lá queria despertar a fúria das elites que vivem em aquários académicos? É três quartos de caminho andado para a assinatura da minha desgraça… 🙂 Sei do que falo, não é a primeira vez que irrito a coutada da geração político-intelectual urbana e burguesa de esquerda dos anos 60.

E quem se mete com el@s, leva na certa um anátema dos grandes.

Mas ao menos um tipo diverte-se no trajecto.

Num debate, prefiro as ideias aos adjectivos

.

Já pedi para corrigirem a gralha de minha responsabilidade lá perto do final do texto.

Foi do cansaço pós-reuniões de 2ª feira.

Líder da bancada do PSD garante que não haverá mais cortes de salários e pensões

A garantia foi deixada por Luís Montenegro no encerramento das jornadas parlamentares em Viseu.
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O que lhe vão chamar?

Aumentos regressivos?

Re-escalonamento salarial?

Recalibragem da cremalheira?

Antero138

(c) Antero Valério

Eu adoro a retórica da autonomia. Ouvindo as declarações do ministro percebe-se que a autonomia e flexibilização se fazem dentro de um compartimento fechado.

Num exemplo todo modernaço, Nuno Crato refere que uma escola pode achar que para além da Geografia se poderá oferecer uma disciplina de Mapeamento Digital.

(para além de História, que tal Arqueologia Digital e Genealogia Genética?)

Seria giro se o que está a mais no que ele diz não fosse o “para além”. Não é para além, é em vez de, pois as horas são retiradas à Geografia para ser dadas a essa disciplina.

Não é criada uma bolsa horária extra (digamos assim, 10% do total semanal, para não exagerar) para experiências desse tipo; o que acontece é que são retiradas horas às disciplinas pré-existentes.

Isto é um conceito muito próprio de liberdade.

Liberdade dentro de uma prisão.

Do género… tu podes dividir a cela como quiseres. Metade pode ser quarto e metade casa de banho. Se quiseres até podes fazer uma sala e um salão de jogos, mas tens de retirar esse espaço à casa de banho e ao quarto. Ai de ti se deixares uma ponta do lençol cair para fora das grades.

Não há qualquer confiança verdadeira nas escolas, através da concessão de crédito horário para projectos que não partam da amputação do currículo regular.

Pensando bem… agilização é a palavra correcta para este tipo de malabarismo curricular. Termo melhor só mesmo o de contorcionismo.

A desconfiança mantém-se. A liberdade é contada ao minuto e esta conversa enjoa porque é falsa, hipócrita e manipuladora – de forma consciente – da opinião pública.

Eu prefiro assumir que em certas matérias não há verdadeira liberdade, pois é necessário que impere uma coerência no currículo e não uma manta de retalhos. é mais sincero.

Porque usar assim o termo liberdade é um bocadinho… desonesto do ponto de vista intelectual e político. Ainda há pessoas que dão algum valor ao significado de termos com esta importância.

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Gaspar volta ao Banco de Portugal e passa a observador da troika

Miguel Relvas assume cargo de Alto Comissário da Casa Olímpica da Língua Portuguesa

Embora duvide muito que seja uma observação pacífica.

Negociações já envolvem um representante do Presidente

O sociólogo e ex-ministro David Justino, consultor de Cavaco Silva, participou na segunda ronda de negociações entre PSD, CDS e PS como “observador” da Presidência.

Confesso que não estava a vê-lo a perder tempo num beco deste tipo.

Passos Coelho faz declaração às 19h30

A declaração deverá ser conjunta, mas só o líder do PSD deverá tomar a palavra após reuniões dos partidos. Portas deverá ficar no Governo, com posição reforçada.

Quanto à declaração, a pessoa amada parece que não pode pronunciar-se…

… com um caso concreto de empurra-empurra de um colega:

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Publico como recebi:

Já dizia o poeta “…mudam-se os tempos (…) toda a vida é feita de mudança…”
O poeta foi, está a ser,  misticamente enganado – o poeta e os troikanos patrões!
Basta estar (ou não) minimamente desfocado de miopias, astigmatismos e outras visões oftalmológicas ainda não estilizadas cientificamente, para, qualquer cego, ser capaz de ler que, para os outros ouvintes oculares, alguém lhes teima em bombardear com lodo …
Na calada da noite da passagem de ano, surgiu uma prendinha aos contribuintes, disfarçada no meio dos traques dos foguetes achinesados à luz de uma edepê que já é mandarim…..migalhas não “apanháveis” com pauzinhos de bambu…
400 mil euros foi a prenda escondida! Acabava-se com a integração das direções regionais de educação na dgae e já se podia ter 400 mil euritos para abater à dívida externa! Brilhantes mentes que assim escrevem e legislam. Merecem, sem dúvida, louvor e devem registar patente de solução para este retângulo que definha!
upps…..! já se apagaram os flaxes dos foguetes da passagem de ano, a prenda (in)DGEsTE aborta em aparecer. Ao que parece, borbulham os borbulhosos.
O borbulhar das danças de cadeiras adia tudo, as (in)degestas novas estruturas esperam que as quotas partidárias distribuam as cadeiras mas não se entendem!
Antecipado o carnaval sem tolerância de ponto!
Ora é um destituído ex diretor-geral que até exige mudar de poiso e ir parar a um pombal com o traje carnavalesco de chefe de equipa multidisciplinar….ora é um boy da oposição que se acha legitimado, carnavalescamente, para outro pombal onde agora as pombas são laranjas….
Os senhores das leis andam mesmo distraídos, ou são aparvalhados, ou, não quero querer, enganaram-se nas contas! Não são 400 mil euritos que se poupam, é muito mais do que isso! Os diretores de serviço das indegestas estruturas deixam de ter direito a carro e motorista e outras mordomias.
Será que chegam a tempo de tratar de assuntos prementes da Educação?
Os alunos não merecem tamanha vilanice!

PSD e CDS-PP vão criar Conselho de Coordenação da Coligação

… para as DRE (as tais que, quais Novas Oportunidades, resistem às promessas pois há sempre necessidade de ter onde empratar a malta amiga) validarem os horários comunicados pelas escolas.

Adiantar números de horários-zero agora é algo prematuro. Bonito seria o MEC divulgá-los, logo que possível (que tal na 2ª feira?), sem conversas da treta sobre estarem ou não consolidados.

Confesso que me começam a cansar por demais as queixinhas das associações de directores, incapazes de algo mais que não sejam lamúrias e pedido de mais poder para si mesmos. Fossem capazes de algo mais e seria bonito de ver. Não adianta pedir aos zecos que andam a ser mandados que tenham iniciativas quando quem tem algum poder se encolhe deste modo. Incluindo os que têm cartão das associações oficiais de lutadores. Mas esses andam a banhos que é sempre bom aparecer com um belo bronze em cena, a representar. Porque o ano foi muito trabalhoso para quem carrega zero horas lectivas há muitos anos.

Para os devidos efeitos se declara que o Despacho Normativo n.º 13 -A/2012, de 4 de junho, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 109, de 5 de junho de 2012, saiu com imprecisões, que assim se retificam:

(…)

Começou a dança…

O situacionismo no seu pior.

O constitucionalista e eurodeputado Vital Moreira diz que a consolidação orçamental é imprescindível em nome do Estado social. Critica o ritmo de consolidação adoptado pelo Governo e vê no eventual incumprimento do défice deste ano um fracasso do “ir além da troika”. Ao PS lembra que este não poderia governar de forma muito diferente.

Está contra, mas também não está.

Valerá a pena, no contexto actual de confusão institucionalizada em torno dos horários, das componentes lectivas, dos minutos das horas lectivas, etc, etc, continuar a fazer uma leitura restritiva dos artigos 13º e 18º do ECD como aparece em documento recente da DREN (e também na prática informal de alguns órgãos de gestão com base em telefonemas trocados com as respectivas DRE)?

Relembremos a alínea c) do artigo 18º:

c) Os docentes que já tiverem beneficiado da redução de 2, 4 ou 6 horas da componente letiva mantêm essa redução, podendo beneficiar das reduções previstas no n.º 1 do mesmo artigo, tal como alterado pelo presente decreto-lei, até ao limite de 8 horas, quando preencherem os requisitos ali previstos.

 

  • Há quem tenha retirado toda a gente.
  • Há quem diga que retirar toda a gente não é conforme a legislação, mas depois não saiba que critérios usar para traçar a linha.
  • Há quem esteja à espera.

Isto é giro! A coisa da autonomia!

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