Post Friccionante


… aqui o “colectivo” bipolar está a considerar a hipótese de passar a “empreender” posts e dar “consultas” aos leitores. Tudo a bem do espírito pacóvio dos tempos.

Está em análise a hipótese de nos promovermos em truces ou com aqueles calções que têm vergonha em ser calças. Tudo também a bem da circunstância que vai passando e nos vai deixando labregos na costa.

… de 49% ou 89% padece de uma virtuosa qualidade de hiper-objectividade que nunca atingirei.

Ou isso, ou gosta de gozar com as pessoas, em particular com duas e o seu trabalho, um@ colega professor@ e um@ alun@.

Mas aconteceu por aí e mais vezes do que seria recomendável, em especial na prova de Português que é aquela que conheço melhor e de que fui classificador, pelo que conheço os critérios.

Esclareço desde já: não se passou com qualquer aluno meu, pelo que não estou a vociferar em causa própria.

E esclareço ainda que o ano passado me calei acerca dos disparates das provas de 4º ano porque a minha petiza andou por lá e para o ano espero estar calado sobre as de 6º.

Estou, portanto, a aproveitar uma “janela de oportunidade” para “ganhar amigos”, uma especialidade minha.

Não quebro qualquer sigilo porque as pautas são públicas por todo o país e lá estão certas enormidades classificativas que demonstram até que ponto há gente do “melhor” por aí.

A única coisa que posso dizer a encarregados de educação de alunos com tal tipo de classificação é que não façam como eu, que nem quis ver as provas da petiza, muito menos a de Português que me cheirou intensamente a esturro. Peçam para ver qualquer prova com 49% e recorram se acharem por bem, porque, muito sinceramente, não têm nada a perder e há gente que só tem aquilo que merece e ainda deveria levar com mais.

E, quiçá, até fazem destas coisas por serem contra os exames. E por “estas coisas” entendam-se desnecessárias crueldades, pequenos sadismos de gente obviamente frustrada.

Mas os outros não têm culpa.

E a culpa não é dos “exames”.

É de quem os transforma em actos de uma estranha forma de vingança por procuração.

Jogaram 7 portugueses…

Dois deles (curiosamente formados num certo clube que alguns arrogantes dizem ser de segunda ordem…) mereciam estar pré-convocados para o Mundial, mas só está o Beto.

O outro levou uma bandeira portuguesa para a festa final. Foi bem ensinado, onde o formaram. pena que o bento se tenha esquecido disso.

Por seu lado, há quem esteja pré-seleccionado e tenha revelado talento para disputar um lugar na selecção de Andorra.

Por fim… há sempre o Rio Ave para se desforrarem, essa potência do futebol internacional.

 

O que vale o conteúdo de uma acta negocial em que uma das partes não assina um acordo propriamente dito, mas apenas considera válida uma parte das negociações?

Terá um não-acordo desse tipo algum tipo de validade jurídica, mesmo que o processo do seu desrespeito revele óbvia má-fé da outra parte?

Porque uma coisa é a acta da FNE e restantes, que fizeram mesmo um acordo com Governo e parecem ter sido granadeirados e ter-nos levado todos atrás, outra coisa uma acta de um acordo não inalado até ao fim, como o da Fenprof.

Pelo que, em boa verdade, gostava MUITO de saber se a FNE está a gostar da sodomização pública (desculpem, não há forma delicada de colocar as coisas…) de que está a ser objecto e, através dela, os milhares de professores que acreditaram que os representantes profissionais mereciam sê-lo, quando lançaram foguetes acerca de um acordo que teria tantas vantagens que agora não conseguimos ver quase nenhuma.

Pessoalmente, penso que quem é sindicalizado deveria fazer uma avaliação do desempenho dos seus representantes, sem medo dos aparelhos.

Repito do post anterior: o balanço da greve começa a assemelhar-se a uma mão cheia de nada e outra de DACL.

A luta segue dentro de momentos.

Uma nota final sobre a reunião de amanhã, no MEC. A FENPROF não aceita negociar em período de férias, quando os professores que representa não se encontram nas escolas; mas a FENPROF também não reconhece credibilidade política ao MEC para negociar e assumir compromissos negociais.

Férias de quê?

Uma coisa é o MEC não ser de confiança, outra este argumento que reputo de lamentável, como já o fiz em outras ocasiões. Se o MEC não merece confiança, não a merece em Julho, Agosto,Setembro ou outro mês.

E, afinal, que tanto trabalho fizeram certos representantes no último ano lectivo?

Já agora… e as gravações, pá?

E o recibo de Julho, pá? A quantas reuniões faltaste, Mário? Olha… a mim não sobre assim muito para férias

 

… ganhou nesta temporada mais títulos em futebol sénior do que o Benfica.

Eu sei que há formalidades jurídico-legais para alterar aspectos do ECD, do horário de trabalho, etc, etc, mas se há algo que desde 2006-07 sabemos é que isso dificilmente trava o poder político no seu afã demolidor, para mais com ímpeto afundador.

E também sabemos como há sempre quem assine, alegando que poderia aí vir mal maior.

Pelo que vou colocar a coisa tal como ela tem sido despejada em centros de análise, decisão e comunicação.

A carga horária dos professores pode não aumentar, mas a carga lectiva é para aumentar, com ou sem redução de direitos adquiridos ou por adquirir na base do artigo 79º do ECD. O que Nuno Crato disse há dias é mera forma de encobrir o que tem sido despejado em cima do que é opinador simpático ou redacções solícitas.

Aviso desde já que acho obscena a hipótese de colocar colegas acima dos 55 anos a dar horário completo ou perto disso. Não por eu lá estar a chegar dentro de uns anos (ainda faltam uns quantos, é verdade…), mas porque basta olhar para o que nos rodeia e esquecermos aqueles que, sem tremores, eu qualifico como docentes necrófagos, ou seja, os que anseiam pelo mal dos outros como forma de se elevarem melhor (há as variedades hiena que ri e abutre que guincha). Ou imprevidentes, porque acham que nunca chegará a sua vez de caírem para o lado.

Mas voltemos ao essencial.

Temos agora 1100 minutos legislados de horário lectivo, do qual está ausente muito trabalho com alunos, considerado injustamente como não lectivo. isto dá 22 tempos de 50 minutos ou 24 de 45, mais uns acertos ridículos em cada período.

Vamos tomar como base de argumentação que se mantêm as reduções actuais e que estamos a falar na base do horário completo.

Pessoalmente, dando de barato outros direitos adquiridos, preferiria ter 22 horas de 60 minutos (a carga lectiva subiria muito, de 1100 para 1320 minutos) do que 25 de 50 (subida “apenas” para 1250 minutos), desde que contabilizassem na carga lectiva de forma transparente e justa todo o trabalho com alunos, mesmo que em pequeno grupo, e a direcção de turma.

Os actuais 14 tempos de 50 minutos que os docentes em fim de carreira leccionam (700 minutos) tornavam-se 840, mas mantinham-se esses 14.

As aulas passariam a ser de 60 ou 90 minutos. Apoios de 30 ou 60 minutos. O cálculo para efeitos de faltas consegue resolver-se, não vamos prender-nos com isso.

Sei que esta não é uma posição fácil de aceitar por muita gente, mas mais vale começar a pensar em propostas para evitar surpresas.

Sei que esta é uma discussão em terreno cedido ao adversário, mas eu recapitulo: manutenção das reduções do 79 e 22 tempos de 60 minutos ou 25 de 50? Contabilizando na lectiva o que passa por trabalho de ensino e aprendizagem com os alunos, mais DT.

Posso mudar de opinião perante argumentos convincentes para outras soluções.

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