Porque Não Há Mais Pachorra!


… essa história não é tua…

Nos anos 90, a Suécia adoptou um modelo que permitia a constituição de escolas de gestão privada no sistema público de educação. O modelo sueco é muitas vezes lembrado por quem defende que os pais devem escolher livremente, assegurando o Estado o financiamento dessa liberdade. Acontece que no último estudo da OCDE sobre as competências dos alunos de 15 anos (o PISA), os resultados dos suecos baixaram e o modelo tem sido muito posto em causa. Carmo Seabra acha que a deterioração do desempenho dos alunos naquele país não tem a ver com a liberdade de escolha — admite antes que esteja associada ao facto de nunca ter havido disponibilização de informação sobre “a proficiência académica das escolas”.

“Para que um sistema de liberdade de escolha aumente a eficiência com que os recursos são utilizados não promovendo a segregação, é fundamental que existam sistemas de informação credíveis e comparáveis que permitam aos pais detectar diferenças”, disse.

Realmente… se funcionasse é porque estava certo, se não funcionou é porque estava certo na mesma. A culpa é sempre de outra coisa.

Como exemplo de “Ciência Social”… é do mais melhor bom. Sejam quais forem os dados empíricos, as fés é que estão certas.

 

Fui reler:

Parece relativamente compreensível que um sistema descentralizado e concorrencial funcione menos mal do que um sistema centralizado ou dependente de decisões políticas. Foi por isso que o modelo soviético faliu: porque assentava num modelo de decisão centralizado, em que os decisores locais não eram livres de tomar as suas próprias decisões — nem eram responsáveis pelos resultados das decisões que (não) tomavam.

Portanto… desde que descentralizado em gulaguinhos, tudo estaria bem e o erro das purgas foi estarem centralizadas no kremlin e no pai josé e não terem sido entregues aos zézinhos e leónidas locais que concorreriam entre si na implementação dos pogrom ou outras actividades lúdicas do mesmo calibre.

Phosga-se…

 

é qualquer advogado perorar sobre… futebol.

 

 

… enterrado em dívidas, em muito resultantes de obras e negócios desastrosos feitos por governos que assim deixavam os seus compatriotas numa situação de grande vulnerabilidade. Veio um novo governo e a solução foi reduzir os salários e apoios sociais aos seus compatriotas para não beliscar a manutenção dos ditos negócios, com os quais se fizerem ligeiras renegociações para fingir que algo era feito.

Um país em crise demográfica, com cada vez menos população em idade activa a trabalhar, por forma a suportar os encargos com os mais idosos, os reformados. Um país em que o novo governo incitou explicitamente à emigração de boa parte da população activa e em idade fértil, porque no seu não lhes garantia qualquer futuro.

Um país em que era indispensável regressar a práticas de transparência e a procedimentos respeitadores de princípios de ética, mas em que os novos senhores no poder continuaram a nomear os seus amigos para todos os cargos disponíveis num aparelho de Estado que diziam excessivo, em que todas as propostas positivas foram no sentido de facilitar a vida dos potenciais futuros empregadores dos actuais governantes e em que a palavra destes muda conforma a hora do dia, porque nem sequer já é preciso esperar pelo dia seguinte.

Um país em que era essencial aumentar receitas fiscais, em especial a partir da reanimação da actividade económica, para que essa carga fiscal não resultasse do puro esbulho mensal dos salários, mas em que a estratégia foi a da diminuição geral dos rendimentos, de modo a contrair brutalmente o consumo e, em consequência, a actividade económica, o que levou à diminuição das receitas fiscais indirectas e obrigou (dizem) á continuação do aumento dos impostos directos sobre a população, os quais conduziram ao agravamento da diminuição do consumo e da actividade económica, enquanto o desemprego aumentava.

E tudo feito por gente com imensos estudos, especializações e pós-graduações, quase todas com título em línguas do primeiro mundo.

POPH1POPH2

… nestes governantes de pacotilha.

O próximo quadro comunitário de apoio, o Portugal 2020, arrancará uma reorientação dos fundos para o sector privado, nomeadamente para as PME. Esta inversão segundo, o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Castro Almeida, trará resistências de vários sectores da sociedade, mas o governante disse estar preparado para resistir. Se vai conseguir vencê-los afirmou não saber, mas pede ajuda ao comentador Camilo Lourenço.

 

Já não vale a pena desmontar isto, tamanho o ridículo em que isto se transformou… será que Nuno Crato quer comparar 2013 com 1983 em todos os aspectos? Bem… para começar eu estava ainda a entrar para a Faculdade e ele a sair da fase contestatária-ml, enquanto os bostonianos se preparavam para instalar o eduquês entre nós.

“Nos últimos 30 anos perdemos quase meio milhão de alunos, e isso implica haver muitos locais onde o número de alunos é muito pequeno. Temos sempre um equilíbrio a fazer entre deslocar esses alunos para agrupamentos escolares, como se está a fazer em praticamente todo o país, ou manter ainda essas escolas pequenas em funcionamento. É sempre algo que se discute com as autarquias e os professores. Para acabar com o fenómeno temos de continuar a construção e agregação de centros escolares”, justificou.

Bons velhos tempos (Julho de 2010), em que Nuno Crato considerava que estas teorias “agregadoras” eram um “absurdo do ponto de vista pedagógico e da gestão”.

O que está a ser feito não é nenhum “ajustamento”, pois se assim fosse não se iriam deslocar verbas para alimentar um ensino privado quando se cortam 30% dos professores e outro tanto na rede escolar do 1º ciclo para uma redução muito menor de alunos, em termos relativos, nos últimos anos e quando se projecta uma diminuição de apenas 35 do total até 2018.

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