Afinidades


PS admite que não será possível repor pensões e salários cortados

Afinal há consenso.

Mas… assim sendo…

… deixem cá ver se isto faz sentido…

… não conseguem renegar a obra do engenheiro

…mas admitem que deixou isto tudo encalacrado e sem remédio?

O actual PM:

Pub19Mar14

O Zé Manel Taxista:

Zemanel

Fernando Costa. “Se me virem ao lado do dr. Soares na Aula Magna é porque estou doido”

Assim é que é, camarada!

O pessoal ligado à Ciência e Inovação tem muita razão, sendo notável como o debate sobre “A Ciência em Crise” ganhou uma enorme e veloz visibilidade, com inúmeros artigos de opinião sobre o tema, muitos deles pouco mais fazendo do que exibir o nome do autor no cortejo de notáveis.

Bons velhos tempos em que a “Educação (não-superior) em Crise” lutava para conseguir que esta ou aquela voz fora da parelha dos actores tradicionais se conseguisse fazer ouvir.

Guilherme Valente tem hoje, no Público, um artigo notável a vários os títulos, mas nenhum deles que me desperte especial afinidade.

Antes de mais, ao meter-se numa espécie de polémica com texto anterior de Maria Emília Brederode Santos, demonstra algo que vai sendo cada vez mais evidente e que é a enorme confusão que algumas pessoas fazem em torno de um conceito popularizado como “eduquês”, baralhando sistematicamente o que ele designava na formulação original e ocasional de Marçal Grilo – um discurso hermético, palavroso, redundante, alegadamente científico, em torno da Educação e destinado a dar a ilusão de só ser acessível a uma comunidade de iniciados, muitos deles ligados às Ciências da Educação mas também à Sociologia – e aquilo que alguns transformaram em práticas pedagógicas consideradas facilitistas por estarem na esteira da chamada “Pedagogia do Sucesso”.

Não tenho aqui tempo ou vontade para explicar em detalhe a Guilherme Valente que a intersecção entre teóricos e pedagogos palavrosos na tal “Pedagogia do Sucesso” não significa que o “eduquês” enquanto linguagem seja o mesmo que Guilherme Valente associa a práticas pedagógicas que ele considera erradas, não distinguindo retórica discursiva ou legislativa e prática pedagógica dos professores nas salas de aula. Mas esse “esquecimento” (do papel dos professores na tradução concreta das reformas) é muito habitual nos analistas comprometidos com uma determinada situação política.

Teria de lhe relembrar escritos que ele certamente conhece que remontam ao Movimento Escola Moderna e aparecem mais em força desde finais dos anos 60 e inícios dos anos 70 ligados ao Centro de Investigação Pedagógica da Gulbenkian e mesmo à reforma Veiga Simão. São textos críticos das pedagogias dirigistas dominantes da altura e que só num segundo momento são utilizados como fundamento para uma outra vaga de autores, mais sociólogos do que pedagogos, de que podem ser exemplos Stephen Stoer ou Boaventura Sousa Santos que criam um aparato conceptual de matriz pós-moderna destinado a cobrir muito do relativismo que enxameou posteriormente alguns sectores das Ciências da Educação.

A História desta deriva desde os anos 80 não cabe neste post que, para além disso, se destina a sublinhar um outro aspecto, certamente notável para mim porque confirma algumas das coisas que escrevi neste últimos dois anos, das políticas de Nuno Crato e que passa pela continuidade.

Pub31Dez13c

Guilherme Valente é muito claro e, em meu entender, muito útil ao explicar que as políticas do seu amigo Nuno Crato surgem na continuidade das de Sócrates/Maria de Lurdes Rodrigues que por sua vez terão aprofundado as políticas do também seu amigo David Justino (o qual talvez já seja mais céptico do que parece em relação a muitas das suas ideias quando aplicadas à nossa realidade).

Mesmo quando erra – nem tudo o que Crato tem feito decorre em linha recta do que fizeram os seus antecessores, dos quais é apagada Isabel Alçada - Guilherme Valente presta-nos o inestimável serviço de confessar que, no seu entender, muito próximo do actual MEC, as actuais políticas mais não fazem do que continuar e aprofundar as anteriores.

E é esta confissão, clara, límpida, transparente, de que todos os estes ministros tiveram e têm uma luta comum – o combate ao “eduquês” na versão baralhada e distorcida de Guilherme Valente que apenas ignora como reagiram os professores nas escolas a essas teorias – que nos é extremamente útil para contextualizar tudo o que vivemos e demonstrar que, afinal, não é uma teoria da conspiração afirmar que existe uma confraria de ex-ME(C) que sentem a necessidade de defender-se entre si no essencial, mesmo quando parecem estar em divergência.

A discussão ia ficar-se pelo número de professores que fizeram ou não a muito polémica prova de avaliação, mas Nuno Crato tem especial habilidade para atear fogos sem precisar de combustível. As desconfianças manifestadas pelo ministro em relação às Escolas Superiores de Educação equivalem a um número de malabarismo: sem apresentar dados ou números (que existem, mas que ele ignorou), deixou no ar a suspeição de que os professores não estariam a ser bem formados de raiz o que, supõe-se, justificaria a existência das actuais avaliações. Azar de Crato, só um número ínfimo de cursos sucumbiram ao crivo da Agência para a Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (seis em mais de 300). Se o problema fosse esse, em lugar de criar novo e artificial “filtro” de qualidade, o ministro tinha a obrigação de corrigir, a tempo, os erros de que suspeita. Como não o fez nem sugeriu fazê-lo, é o ministro quem si desclassificado.

O problema – um dos muitos – do actual MEC é que não acredita nos mecanismos de avaliação do seu próprio ministério, seja a ADD para os professores, seja a A3Es para os cursos de formação.

Entrevista de Mário Crespo a Nuno Crato

É mais simples quando o entrevistador completa as respostas do entrevistado, sempre que este hesita… :-)

Será o Machete um Relvas?

… e não para se demarcarem daquilo que devem ser em primeiro lugar… professores.

Diretores de escolas falam a uma só voz

União entre dirigentes escolares começa a ser desenhada já no próximo mês.

Confap e governo afirmam que ano letivo arrancou dentro da normalidade

O pai Ascenção também acha que os problemas são pontuais. Cumpriu os objectivos que lhe foram definidos.

Os números parecem quase coincidir, embora neste momento a relação causal ainda não exista. Mas, quando se atingirem as metas do Governo/MEC para alunos em cursos de linha paralela à regular, sem estímulo para a frequência da Universidade para muitos dos restantes, o mais certo é descermos para valores ainda mais complicados num país tradicionalmente subqualificado.

Mas como o projecto é o do empobrecimento, incluindo o académico, penso que se está no caminho certo. E então daremos cartas na Europa dos técnicos de restauração,da  informática para totós e da canalização.

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João Grancho: “Este ano, cerca de 43% dos alunos já vão frequentar cursos profissionais”

Pois o pragmatismo é transversal e não me venham com acasos e coincidências em organizações que podem ser tudo mesmo dadas a acasos e coincidências.

Aliás, bastaria recordarmos quem se prestou a ser presidente da CAP de Santo Onofre há uns anos, na sequência da demissão da direcção do agrupamento, para que se perceba que as zonas de sobreposição de interesses são mais dos que a vista atinge e do que podem transparecer de inflamados comunicados de luta.

eu, por exemplo, conheço uma escola privada que arrancou, retirando várias turmas à escola secundária pública da respectiva freguesia, tendo como parceiros apenas o ME de então e as autarquias locais, todas vermelhinhas

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Passos garante apoio do CDS na coligação sem Portas

«Demissão de Portas foi pessoal e não envolve o apoio do CDS-PP ao Governo», afirmou o primeiro-ministro após os encontros com o ministro demissionário e com Cavaco Silva.

Cavaco só aceita Governo com Portas

A notícia é de hoje…

Sócrates deixa Câmara da Covilhã

O ex-primeiro-ministro pediu a exoneração dos quadros da Câmara Municipal da Covilhã, a que pertencia desde meados dos anos 1980.

… só que com diferença de timing. Desde 6ª de manhã que o buzz a este respeito é considerável… Nem vou elaborar muito sobre as razões do adiamento…

A menos que prognósticos só no final do jogo de luzes e sombra.

As Minhas Suspeitas

… são que os exames de segunda feira acabarão por ser adiados.

A CNIPE também pediu hoje o adiamento dos exames de segunda feira e consta-se que o Nuno Crato terá pedido a antecipação para amanhã de uma entrevista que tinha agendado com a SIC para a próxima segunda feira.

O Pacheco e o Boaventura na mesma coligação arco-íris é obra…

Mário Soares dinamiza conferência para frente anti-austeridade

E que utilizem os diferentes recursos e know-how para causas comuns, sem rasteiras e atropelos que só encravam os mexilhõeszecos.

Luta na educação antecipa convergência CGTP/UGT?

Como mineiros do regime, para variar, os professores servem como cobaias.

… estava pelas 13 horas a defender o (inexistente) direito constitucional dos alunos a terem um dia tranquilo de exames, como corolário de um ano de trabalho.

  • Em primeiro lugar, é sempre emocionante este apego selectivo às Constituição, sendo que neste caso é duplamente postiço, até por nada vir na Constituição  este respeito.
  • Em segundo, o que está em causa, por exemplo no 9º ano, é um trabalho de um ciclo de escolaridade e no 12º mais do que isso. Mas que, no contexto actual, está mais em causa pelas medidas do governo de demolição da qualidade da rede pública de ensino do que pela (não) realização deste ou aquele exame.
  • Por fim, mas não menos importante, é interessante perceber como, no essencial, há uma enorme afinidade entre as facções que rodam no poder em relação à domesticação da contestação docente. Nem sequer estranho que MLR tenha acedido, em homenagem ao seu passado como ministra que enfrentou uma atabalhoada greve aos exames, a explicar como deve o MEC fazer as coisas antes do próprio se pronunciar.

Aguarda-se a posição de alguns construtores de pontes e entendimentos sobre isto.

Sócrates: “A credibilidade de Portas ficou arrasada”

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