Ah Leão!


Reproduzir o modelo alemão do sistema dual em Portugal implicaria despedir metade dos professores dos ensinos básico e secundário”, alerta José Luís Presa, presidente da Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO). Quase dois terços do período de formação passaria a ser passado nas empresas e apenas um terço do tempo nas salas de aula da escola tradicional, o que reduziria drasticamente o número de docentes necessários. Esta foi uma das questões levantadas na Conferência “Ensino Profissional em Portugal e Sistema Dual na Alemanha” que juntou peritos portugueses e alemães na Escola Profissional de Imagem na semana passada.

Fazer isto a partir dos 13 anos, quando legalmente a miudagem nem pode trabalhar, é uma ganda malha cratino-ramirília.

Por isso é que não se deve sequer tocar no funcionamento destes cursos, nem sequer fiscalizar como funcionam.

Porque os alunos ou não prestam mesmo e têm zero (16 deles) ou têm todos de 17 para cima (acho que contei 90), sendo que mais de metade têm 19 ou 20 valores.

Pauta3PautaPauta2Pauta3Apaguei o nome da instituição e d@s alun@s. Ainda não achei quem será @ avaliador@, mas nem é isso que me interessa mais.

O que interessa é que esta é daquelas instituições mesmo, mesmo, mesmo adequadas a cursos com ligação aos meios empresariais regionais e tal.

E até é privada e tudo… e já andei a ver as conexões e são boas.

Fernando Costa. “Se me virem ao lado do dr. Soares na Aula Magna é porque estou doido”

Assim é que é, camarada!

Professores dispensados da prova vão receber valor da inscrição nas próximas duas a três semanas

Veja-se o trajecto dos anteriores. Mantiveram- se sempre firmes e hirtos. Mas sempre responsáveis. Normalmente, por muito que os acussassem de  isto e aquilo no passado, o futuro aguarda-os com um lugar de senador.

Com jeitinho, até se fazem ordenamentos capilares para se ficar melhor no painel.

A luta segue dentro de momentos. Em devido tempo sairá o guia-anti.

… do secretário-geral da Fenprof no congresso da ANDAEP, em Gaia, ao qual tinha confirmado presença quando a greve já estava marcada, mas optou por não aparecer, precisando assim que lhe comunicassem algumas das barbaridades que Maria de Lurdes Rodrigues continua a dizer pelo país em elogio da sua festa, digo, obra que outros depois andaram a  destruir, dizendo ela que não sabe bem quem, pois não tem acompanhado bem a situação (treta…).

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Diário de Notícias, 8 de Junho de 2013

O divertido é que, como outro, fala como se não tivesse sido governante, mas mero espectador. Ninguém diria que foi duas vezes secretário de Estado nos anos 70 e duas vezes ministro já neste milénio, mais deputado e eurodeputado.

Mas não tem culpa de nada…

O eurodeputado socialista, que falava na conferência ‘Sociedade aberta e global: funções do Estado’, sublinhou que, neste momento, enquanto se discute o papel do Estado na vida das pessoas, ‘há dados que precisam ser recolhidos, há números que precisam ser conhecidos. Ou seja, é preciso fazer um diagnóstico’, afirmou.

‘’Não temos informação circular sobre o funcionamento da Administração. Cada membro do Governo atira um número. O primeiro-ministro disse que em dois anos tinha havido uma compressão de 60 mil funcionários. O Governo de José Sócrates, no seu primeiro mandato, reconheceu 55 mil postos de trabalho que foram substituídos através de reformas das pessoas. Portanto, estes números não se conhecem’, conclui o ex-ministro da Saúde do Governo de Sócrates.

A administração local é, segundo o socialista, onde está o maior desconhecimento. ‘Sabe-se muito pouco sobre a administração local. A administração central é muito culpabilizada mas a administração central tem tanto ou mais culpa. Meteu pessoal de uma forma indiscriminada. E isso não se conhece’, afirmou.

O ex-governante considera ‘necessárias’ as reformas mas lamenta a ‘falta de força e de capacidade de Governo de concretizar a concentração de municípios que era a parte mais importante e que não saiu do tinteiro’. Isto porque, acrescenta, ‘a única coisa que vai ser feita, a fusão de freguesias, não traz poupança nenhuma’.

Correia de Campos acusa mesmo o Governo de Passos Coelho de ‘ter medo e falta de coragem política’ para cumprir com um dos pontos previstos no memorando da troika no plano da reforma administrativa. ‘Não quer que lhe aconteça o mesmo que aconteceu a Passos Manuel no século passado que saiu passado alguns meses’, sintetizou.

O comentador Lourenço é das poucas pessoas com maior auto-estima que o Borges ou mesmo o Relvas juntos.

Todos os dias ele demonstra como Portugal só está mal porque não o puseram à frente das Finanças quando ainda andava de cueiros, pois para ele tudo é simples, linear, evidente.

Na prosa de hoje no Jornal de Negócios somam-se as pérolas em catadupa numa estreita coluna de 5 parágrafos.

Vejamos esta:

Quando preparava o livro “Basta!” um alemão, ao ver o gráfico do desemprego jovem na Europa (onde se nota a divisão clara entre os países do centro/norte e os do sul), perguntou-me: “Como é que vocês não vêem o problema? Todos os países do Sul têm desemprego jovem acima de 35%, contra 10% no centro/norte”, atirou,”É óbvio que têm um problema na Educação e no mercado de trabalho…”.

Phosga-se, pá! O alemão é um sobredotado.

Aliás, só mesmo “um alemão” para conseguir, ali apenas com um gráfico feito pelo excel do Camilo, fazer o diagnóstico, passar um atestado de burrice a “vocês” (nós) todos e identificar um problema que mais ninguém terá visto, a não ser – claro – o enorme visionário Camilo Lourenço.

Rai’s parta esta tugalhada que não consegue perceber o que “um alemão” vê com tanta clareza… que há uma diferença nos níveis de desemprego do centro/norte (se fosse centro/sul seria em Almada) e o sul da Europa, que é algo em  que nunca alguém reparou, nem sequer que temos um problema no mercado de trabalho (chama-se desindustrialização, contou-me “um austríaco”) e outro na Educação (consultei “um suíço” e ele garantiu-me que é a falta de ensino dual aos 13 anos).

É que basta “um alemão” olhar para “o gráfico” e já está toda a crise nacional resolvida, bastando a Camilo Lourenço verter isso em livro e a piolheira nacional render-se-lhe.

Porque até hoje, ninguém, em Portugal, tinha percebido que temos um problema de desadequação da formação de nível secundário e superior em relação ao mercado de trabalho.

Foi preciso “um alemão” ver o rascunho da opus magnum de Camilo Lourenço.

E a partir d’agora está tudo em pratos limpos, ó cambada de asnos meridionais!

Através do Paulo cheguei a uma passagem ousada do discurso de ontem de Passos Coelho.

Con(s)ta a lenda que terá afirmado «eu, pessoalmente, penso».

Um Yes, Prime Minister no seu estado mais básico, o da emília patroa.

Imagem colhida no mural de Pedro Piedade Marques

Via Carlos Vaz Marques no FBook, a quem se devem também os direitos de autor do título do post.

Quanto a mim, apenas diria que um Otelo bígamo é revolucionário q.b. Agora duas horas à frente do espelho, pela manhã, é um bocado abichanado.

A página é da nova biografia de Otelo, de Paulo Moura.

© Olinda Gil

… vai haver A Música Do Umbigo para hoje e o Bom Dia para amanhã.

E digo mais, estou muito satisfeito com esta sociedade – porque o meu sócio cumpre todos os deveres. Disse por devoção.

Já não era sem tempo.