Confap


Fale antes de dizer coisas como aquelas que hoje estão aser divulgadas pela TSF.

Recomendar que se estenda ao Ensino Básico a prática de retenção por disciplinas é anedótico, a menos que saiba como pretende implementar isso.

Por exemplo, um aluno do 7º ano que chumbe a 5 disciplinas e passe a 5 no ano seguinte faz apernas metade do horário? E nos 2º e 1º ciclos, explique lá como a coisa se operacionaliza?

Suponho que, como um dos autores da recomendalção do CNE sobre o fim dos “chumbos” terá estudado e reflectido de forma abundante sobre o assunto.

Era este o programa até à hora de almoço de hoje:

XXXIX ENCONTRO NACIONAL das ASSOCIAÇÕES DE PAIS

Cascais – 25 de Outubro de 2014
Local – Auditório da Casa das Histórias Paula Rego
EDUCAÇÃO – um COMPROMISSO, diferentes Responsabilidades

PROGRAMA

09.00 – Receção aos participantes

09.30 – Sessão de abertura
Presidente da MAG da FAP Cascais – Maria João Camacho
Presidente da MAG da CONFAP – Helena Pedroso
Vereador da Educação da C. M. de Cascais – Frederico Almeida
Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário – João Grancho
(a confirmar)

10.15 – Coffee Break (com apontamento musical)

10.30 – Descentralização de Competências – Comunidades educativas e comunidades aprendentes
Rede, competências, oferta e modelos – que (des) centralidade?
Rodrigo Queiroz e Melo (AEEP)
José Alberto (DGEstE)
(a confirmar)

11.30 – Debate

12.00 – Visita Guiada à Vila de Cascais (Casa das Histórias Paula Rego, Museu Rei D. Carlos I e Fortaleza Nossa Senhora da Luz)

13.00 – Almoço no Centro Cultural de Cascais

14.30 – As famílias e o MAP (movimento associativo parental) na intervenção da política educativa: REDE – oferta pedagógica e recursos pedagógicos e oferta territorial; Educação Especial.
O conselho municipal de educação, o conselho geral e os pais representantes de turma.
AP IBN Mucana – José Batalha ‘Papel por alimentos para as crianças’
AP Frei Gonçalo de Azevedo – Arminda Oliveira ‘Banco Manuais Escolares’
Educação Especial – Francisco Vaz da Silva
Diretor do Agrupamento de Escolas Frei Gonçalo de Azevedo – David Sousa
Vereador da Educação da C. M. de Cascais – Frederico Almeida

15.30 – Debate

16.00 – Avaliação – conceito – vantagens e constrangimentos
Hélder de Sousa (IAVE)

16.30 – Debate

17.00 – Encerramento
Presidente FAP Cascais – David Valente
Presidente CONFAP – Jorge Ascenção
Presidente C. M. de Cascais – Carlos Carreiras
Ministro da Educação e Ciência – Nuno Crato
(a confirmar)

Financiamento das escolas privadas, Jorge Ascenção, CONFAP.

… que se vão generalizando por aí, será que a Confap vai reagir com algo mais do que um comunicado e umas parições em noticiários para completar a quota e manter a coreografia?

Como encarregado de educação tenho representantes tão curiosos e sazonais como enquanto professor…

Parece ser o lema de Albino II, o novo presidente da Confap.

Confesso que a primeira entrevista que li de Jorge Ascenção, ao Expresso, me deu algumas esperanças de mudança na atitude da liderança da organização, mas o contacto ao vivo com a pessoa no congresso da Andaep limpou-me as ilusões, ao ter de ouvir a crítica mal assunidaà irresponsabilidade e radicalismo dos que escrevem na blogosfera, mas sem coragem de me encarar de frente.

Jorge Ascenção é um institucional e como tal o que lhe interessa é o que tem a chancela das instituições.

Na peça do Público de hoje sobre a bizarria da repetição ad hoc de exames permitida pelo JNE, devido à sua anulação inicial pelo uso de telemóvel durante a sua realização, o presidente da Confap não comenta nos termos que se podem ler, mesmo depois de saber que o MEC não negava o mail que eu publiquei:

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Este tipo de atitude, que subalterniza a investigação da verdade na base do preconceito nem Albino I a assumia assim, de forma tão explícita.

Repare-se que a informação que veiculei continha um mail oficial (de que apenas retirei os elementos que pudessem permitir a identificação da minha fonte), que foi confirmado pelo MEC como genuíno, sendo que a situação é, na palavra dos directores ouvidos na peça, anómala e estranha aos normativos em vigor.

Mas para Jorge Ascenção o rigor e a verdade são coisas menores, perante o que considera, do alto da sua seriedade, o submundo pecaminoso dos blogues.

Percebemos, portanto, que o presidente de uma confederação parental e que se assume como representante dos “pais” – meu representante não será de certeza e sou pai de aluna na rede pública de ensino – despreza a investigação da verdade se a fonte da informação for um blogue.

Que fontes privilegia ele então? As conversas de café? Ou apenas documentos com carimbo oficial?

Triste sina a nossa, em que a verdade é desprezada por aqueles que acham demasiado institucionais e sérios, quantas vezes privilegiando antes a mistificação oficial.

Resta saber se, como o seu antecessor, já lê blogues para ameaçar os seus autores com processos judiciais, apenas porque publicam informação factualmente verdadeira.

É sempre o que me ocorre quando vejo um representante da Confap em declarações públicas. Hoje na SICN, esteve Manuel Carlos, parece que vice-presidente da organização, que acabou a sua participação com uma diatribe perfeitamente desnecessária contra os professores, citando um texto de que não indicou a autoria sobre a forma como os docentes pedem o apoio dos pais, mas não o devem ter porque não apoiam os pais durante o resto do ano. E a dar um recado de problemas de ensinagem, naquela linguagem ainda muito albina, aprendida algures, tão vazia de conteúdo quanto cheia de acrimónia.

Eu também sou pai, a minha filha está na escola pública, já fiz parte (apenas como suplente) numa AP e não me sinto minimamente representado por estes senhores que não perdem oportunidade para se afirmar acima de tudo, como se tivessem uma manto de pureza inigualável.

Felizmente, os resultados da sondagem feita desmente as suas palavras, bem como as dos ramirílios que afirmam estar a imagem dos professores em queda por causa da greve.

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Pais exigem anulação de exames se algum aluno não puder fazer provas

Exame de Português do 12.º ano realiza-se na segunda-feira, em dia de greve dos professores.

Adoro o plural.

 

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