Alternativas


Educação

Em termos de educação, o Observador ouviu o professor Paulo Guinote, autor do blogue “A Educação do Meu Umbigo”, que disse que, no que diz respeito a esta área, o documento de António Costa “corresponde a um quase total zero de propostas e muito menos de ‘alternativas’”.

Sobre a proposta de “cooperação transfronteiriça em educação”, Paulo Guinote disse que “é uma ideia interessante”, mas que “terá pouco impacto”, uma vez que “o problema mais grave das zonas fronteiriças é o seu despovoamento”. Perante este cenário, disse, “não há cooperação que sirva de muito”, uma vez que “em algumas destas áreas se privilegia mais o turismo do que a fixação das populações”. Paulo Guinote resumiu assim esta proposta: “de certo modo, é mesmo uma espécie de ‘rendição’ ao despovoamento e à retirada dos serviços públicos dessas zonas do país”.

No que diz respeito à proposta de “descentralização de atribuições e competências em Educação”, Paulo Guinote disse que se trata “da continuidade das medidas que estão a procurar ser implementadas” pelo ministro Poiares Maduro, não trazendo “absolutamente nada de novo”, destinando-se, “debaixo da capa de ‘descentralização’, criar centralismos locais que retiram competências às escolas e agrupamentos, limitando-lhes gravemente a autonomia e a possibilidade de oferecerem propostas claramente diferenciadas”.

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Descubra as diferenças:

12. Descentralização de atribuições e competências: Reforço de competências das autarquias locais.

(…)
Seguindo estes princípios, e no quadro de um amplo processo de auscultação das autarquias e avaliação das experiências-piloto em curso, passarão a ser exercidas pelos municípios competências nos seguintes domínios:

12.4) Educação, ao nível da gestão dos equipamentos, ação social escolar, transportes escolares, pessoal não docente e articulação com agrupamentos de escolas de todo o ensino básico e secundário, garantindo a igualdade de oportunidades entre diferentes territórios;

 

Os que criticam os críticos da completa sujeição ao além da troika costumam afirmar que é obrigação de tais críticos apresentar alternativas aos cortes que estão previstos para equilibrar as contas orçamentais.

Ora bem… eu falo apenas por mim, mas gostaria de ver implementadas as seguintes alternativas às práticas correntes, só para começar… (e olhem que só aqui estão muito mais de 4 mil milhões…):

  • Apresentar com clareza as razões, vantagens e beneficiários das injecções sucessivas de capital em bancos privados, sem que se perceba se tais necessidades resultam de incompetência da gestão ou de algo pior… e se alguém será responsabilizado caso não seja feito o devido reembolso do Estado.
  • Apresentar com a mesma clareza as razões dos prejuízos de uma instituição como a CGD.
  • Explicar porque o Estado alienou acções da EDP com 650 milhões de euros de prejuízo.
  • Esclarecer porque os cortes sobre os funcionários do Estado podem ser feitos porque em estado de crise nacional os direitos deixam de ser adquiridos, mas a mesma lógica não se aplica aos grupos empresariais que lucram abundantemente com as PPP.

 

Seguro aceita assumir «herança» de Governos Sócrates

Este será um dos pontos acordados nas negociações que decorrem no Largo do Rato entre o atual secretário-geral e António Costa.

O que significa que as condições colocadas pelo desejado Costa são a continuidade em relação ao engenheiro?

Mas há pior maneira de fazer as coisas?

Mas a alternativa que o PS oferece ao país é mais do mesmo que ofereceu antes e acabou no que acabou?

“PS tem problema de afirmação na sociedade portuguesa”

O atual presidente da câmara de Lisboa reconhece que existem problemas internos no Partido Socialista e que é necessário credibilizar junto do eleitorado o maior partido da oposição. E assume que foi necessário bom senso para que “o processo interno da vida do PS não descambasse numa arruaça”.

Provavelmente sou dos poucos que nunca teve especiais ilusões com António Costa (uma nova espécie de Vitorino, eventualmente menos materialista…), mas agora parece muito claro que para governar o PS dos lacões, lellos e silvaspereiras é essencial não desrespeitar o legado.

E a própria madrinha o afirma:

Regresso de Sócrates ‘será mais-valia para o PS’

Perante isto, o governo em funções pode continuar a fazer asneira sobre asneira porque a oposição é um vazio entre isto, o Bloco perdido numa única tendência e o PC acantonado à espera que o mundo salte e recue um século.

A abstenção começa a ser convidativa, até porque consta que os partidos recebem dinheiro ao voto cativado em urnas.

…  fique comigo. Até já!

O discurso do Diretor da Escola, Dr. Roland Clauß, na Assembleia Geral da Associação da Escola Alemã de Lisboa de quinta-feira, em 17 de novembro de 2011.

Fica aqui: EscolaAlemaLisboa.

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