Estou Um Bocado Borderline


Isto é maravilhoso, a sério que é… 19 pessoas para criar um ponto focal.

Despacho n.º 2431/2015 – Diário da República n.º 47/2015, Série II de 2015-03-09, do Ministério da Educação e Ciência – Gabinete do Ministro
Constitui o ponto focal de modernização e simplificação administrativa do Ministério da Educação e Ciência.

Eu cá por mim dava já os diplomas à nascença, conforme os pergaminhos, apelidos e conta bancária.

Aos pobrezinhos (retomando aqui o jovem investigador Homem Cristo), porém, só dava diplomas para serem professores, mas tendo de fazer prova escrita complementar para exercer. Mais uma oral de ingresso em lambe-botismo.

Politécnicos propõem ao Governo eliminar exames de acesso aos institutos

… considero que é melhor não reagir e ficar calado – para não criar chatices que a vida são dois dias – quando me defronto com disparates, parvoíces ou apenas manifestações despropositadas de competências que – a bem dizer – ninguém viu demonstrar.

cat-in-pool

Sim e eu nem gosto muito disso, mas resulta daquela irritação que nos fica instalada debaixo da pele quando em poucos dias temos um PR a condecorar um autarca com contas ilegais anos a fio, um PM a mentir publicamente sobre assuntos internacionais e a tratar governantes com tanta legitimidade como a dele como se fossem salteadores (quando no seu governo há muito pior) e um líder da oposição, enquanto autarca, a limpar as dívidas fiscais de um clube de futebol com milhões de sócios, simpatizantes, adeptos e eleitores à moda do terceiro mundo (se fosse do benfica diria o mesmo, assim como se fosse o sporting a ter um perdão público deste tamanho em período pré-eleitoral).

Quando se sente que as saídas começam a ficar bloqueadas pela lama que escorre de todos os lados e vai submergindo um país que tem muitos defeitos, é verdade, mas que nem sempre merece esta corja que o domina e consegue reproduzir-se, mesmo se com outras cores e formatos. E com a qual as “alternativas” possíveis entram em consenso estratégico, mal se lhes prometa um tgv a passar no quintal com mais-valias no imbiliário ou uns lugares de destaque em conferências de imprensa para avançarem.

E quando se vê com toda a clareza que uma das medidas mais destruidoras da unidade nacional em termos de governação na área social é aprovada a seis meses de eleições, com uma discussão opaca, feita em circuito fechado e beneficiando do colaboracionismo voraz de uns quantos autarcas que nada apresentaram que demonstre serem capazes de gerir a rede escolar, de centros de saúde e ainda a segurança social. E nem vale a pena falarem em legitimidade democrática porque quando foram eleitos não se sabia de nada disto e ninguém votou para isto lá nos seus concelhos.

Ainda não percebi se foi sempre assim tão idiota, se lhe lavaram o cérebro nuns quantos retiros.

É capaz de acagachar-se todo se de Angola o mandarem dar pulinhos ao pé coxinho, mas com um homólogo europeu, com a mesma legitimidade democrática porta-se com um menino birrento, engraxador da mamã-ângela e todo borradinho de medo que se perceba que não passou de um capacho ocasional daqueles que encara como donos de Portugal.

O primeiro-ministro ouviu as «preocupações» de Alexis Tsipras, mas avisou que é no «quadro» do programa de resgate que «devem ser discutidos quaisquer alterações ou ajustamentos». E destacou ainda que Portugal foi, «de longe», o país que mais ajudou a Grécia, quando comparados os «esforços» ao PIB.

(…)

Questionado pela TVI sobre não ter cumprimentado Tsipras, Passos Coelho confirmou a informação, mas notou que espera «conversar» com o primeiro-ministro grego numa «próxima ocasião», até porque não tem nenhuma «antipatia» em relação ao seu homólogo.

Eu sei que formalmente é ele que representa Portugal lá fora, mas a mim não representa absolutamente nada e volto a citar aqui João Quadros:

Queria começar por lhe pedir desculpa pelo nosso primeiro-ministro. Não. Esse é o Paulo Portas. O nosso primeiro-ministro é o alto. Um que caminha a passos largos para ser como o vosso Varoufakis; infelizmente, só a nível capilar.

Gostava muito que nos perdoasse, pelo menos, metade das coisas horríveis que o nosso PM tem dito sobre si. Mas se acha que as declarações do nosso PM ofendem a sua pátria, lembre-se que ele usa um pin com a nossa bandeira. Como é que acha que nós nos sentimos?! Se ele não usasse o maldito pin, talvez passasse por PM da Baviera e não tínhamos de sofrer tanta vergonha.

Ainda bem que não fixei o nome do homem. Estava ontem no Expresso da Meia Noite, naquele estilo dos negociadores que dizem 50 palavras quando chegam 20, a contar como tinham sido as negociações entre o governo e a Gilead.

E, se bem percebi, porque foi mesmo quando lá chegava em manobra de zapping, falou no famoso algoritmo que se aplica aos doentes para decidir a que tratamento têm direito.

Como faz qualquer seguradora, daquelas a que querem que compremos seguros de saúde e que nos EUA enviam para a morte quem não cabe nos critérios do “algoritmo”.

Só que há aqui duas ordens de considerações a afazer:

  • O Estado (mesmo que representado por governantes e burocratas de terceira ordem) não pode agir como uma seguradora.
  • Muitas pessoas com hepatite C podem, graças aos tratamentos, salvar-se aos 40 ou 50 anos de uma morte certa. Não se está a falar de alguém a quem um tratamento caríssimo prolonga a vida um par de meses, para fazer os 87 ou 92 (e mesmo assim temos muitas questões éticas envolvidas num país que não legalizou a eutanásia ou morte medicamente assistida).

Portanto, calma lá quando se fala disto como se estivéssemos a falar de mercadorias estragadas em stock para abater…

Quant@s portugues@s precisam morrer (ou emigrar) para que o pedro e o paulo (e dos seus satélites abjectos) achem que o país já está suficientemente melhor?

Parece-me que como vacina, já chega e é tempo de o defenestramento ser feito e encerrado.

Defenestrar

E ainda há uns sem-vergonha que se afirmam democratas-cristãos

 

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