Que não substitui nem se sobrepõe a(o) que está a ser decidido em comum.

É apenas um post pessoal sobre o que envolveu a reunião dos autores de seis blogues sobre a Educação e as reacções que suscitou.

É daqueles posts que me dá imenso gozo escrever, em especial porque sei que vai desagradar a quem eu pretendo que desagrade. Porque é do tipo míssil teleguiado.

O contexto é simples… pessoas habituadas a ler-se e que, em muitos casos, não se conheciam, decidiram reunir-se, conviver e discutir alguns assuntos. Deram disso conhecimento público nos respectivos blogues de uma forma concertada. Não fui o promotor da ideia, mas partilhei de forma activa o que em seguida foi feito e confesso que me tenho divertido sobremaneira.

Isto provocou reacções de curiosidade, esperança, paranóia e parvoíce.

Comecemos pelas reacções sãs e normais:

  • A curiosidade foi óbvia em tentar perceber que tipo de objectivos teria a reunião, se dela sairia um qualquer tipo de documento ou agenda de acção comum. A seu tempo será satisfeita a curiosidade porque ninguém levava conclusões a priori e é chato escrever em guardanapos de tecido.
  • A esperança é natural perante a situação existente de desorientação no sector da Educação, seja por parte da tutela, seja por parte de uma atomizada representação, dividida entre quem quase não diz nada e quem grita com tudo, as plataformas que duram até não serem recebidas, não esquecendo os 726 movimentos que surgiram nas últimas semanas no FBook em defesa da Educação. perante a confusão é natural que se espere que alguém apareça com alguma nova forma de encarar a situação, em especial quando se trata de um núcleo de pessoas que nos últimos anos têm mostrado trabalho em prol do esclarecimento e apoio aos colegas. Em meu entender, a esperança é desmedida, mas a ela também será dada a devida resposta, pois respeitamos muito os nossos colegas de profissão, e não só, que diariamente visitam os nossos blogues e depositam em nós a esperança em algo honesto.

Passemos agora às reacções mais ou menos patológicas, embora normais:

  • A paranóia daqueles que sentiram no ar uma qualquer ameaça ao establishment mais do que instalado no terreno. O medo do reavivar de ameaças sentidas em 2008 e mesmo 2009 fez tocar a rebate, muito em especial, as brigadas de arménios e berloques, os donos e senhores da contestação ao MEC (desde que seja de Direita!) desde tempos imemoriais. Esta foi a parte mais divertida, saber dos questionamentos e das perguntas, feitas aqui e ali, em busca de pistas. Fossem um bocadinho inteligentes e não medissem os outros por si e pelas suas limitações, perceberiam que as pessoas envolvidas não querem, nem com pinças, substituir ninguém na missão de representação que tão bem é desempenhada pelos actores consagrados em cartaz há muitos anos. Bastava olhar para cada um de nós e perceber que se há coisa que não queremos é fazer a figura que outros fazem ou fizeram. Falo por mim, mas julgo ser extensivo a todos os presentes no almoço de ontem.
  • A parvoíce de alguns (felizmente poucos) que, não tendo sido convidados para estar presentes ou não tendo sido informados sobre o que se ia exactamente passar, decidiram aparecer aqui e em outros blogues, especialmente em comentários, a atirar bojardas, graçolas, desafios e demais coisas muito inteligentes que nunca colocariam em prática, caso um dia lhes fosse dada a oportunidade de dar a cara como alguns dos presentes ontem têm dado. Muito menos de terem o trabalho que alguns têm, preferindo apenas ir descarregar ou copiar o que os outros fazem.

Dito isto, amanhã haverá uma declaração comum, ainda em discussão, assim como algo mais. Quem quiser, espera com calma. Quem não quiser, azar, terá de esperar na mesma, com ou sem calma. Mais ou menos parvoíce, mais ou menos paranóia.

E pronto, ó arménio nogueira, larga lá o tm e recolhe os varguitas que ninguém te quer tirar o lugar. Vai dormir a sesta descansado.