Post Interdito A Pessoas Politicamente Correctas E Crianças Em Geral


Apetece-me fazer uma daquelas provocações, só pelo mero prazer intelectual de a fazer.

E se o custo financeiro do insucesso escolar tender para zero?

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Esqueçamos o custo médio por aluno, o custo marginal, o custo-turma e todas essas coisas.

Pelo menos até aos 18 anos os alunos que entraram no sistema de ensino não estão obrigados a lá permanecer?

Então… no 5º ou no 7º, no 9º ou no 12º ano, continuarão nas escolas, a fazer despesa.

Só quando saem é que deixam de “custar”. E são poucos os que deixam de sair pelos 18 anos ou pouco depois.

A bem dizer, o abandono escolar é que seria mesmo mais económico, porque reduziria o número de alunos.

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(depois de escrever e reler isto senti-me praticamente um economista insurgente)

 

… ou relatores ou conselheiros, parentais ou outros, acerca de um aluno meu do 5º ano.

Penso ser uma coisa na área da Saúde e a mim carecem os conhecimentos e sobram desconhecimentos.

É que ele boceja imenso nas aulas, muito ruidosamente, assim de forma escancarada e a seguir aos lanches da manhã arrota sonoramente, benzódeus e alá (não discriminemos), o que me dizem ser contra as regras da cortesia social e desperta muita gargalhada no resto dos colegas.

Eu, como sabem, tenho um trauma por ser fascista e um professor muito retrógrado como disse aquele político que era bloquista e agora vai avançando para o ps, pelo que receio excluí-lo (ao aluno) e contribuir para uma cultura punitiva arcaica.

Diz-me @ DT que de casa dizem que não sabem já o que fazer, que ele em casa não é assim e que a vida e coiso está difícil e sai-se cedo e chega-se tarde quando se consegue ter emprego.

De cadernos tenho notícia ocasional e de colaboração na aula ficámos falados lá acima, com o acréscimo da frase mais comum “o que é que eu fiz desta vez?”

Já o tentei sensibilizar de diversas formas, mas se o mantenho na sala tenho queixas de parte dos alunos que dizem que ele os distrai e se o mando sair tenho quem me diga que não sei controlar a sala de aula.

Eu sei que os especialistas, relatores, conselheiros unânimes e demais gente que sabe disto, me dirá que isto são casos particulares e que eu devo desenvolver as minhas skills de forma a motivar para as aprendizagens, que o problema é meu e que se, de algum modo, limitar a liberdade do aluno lhe pode provocar danos na auto-estima  e problemas emocionais gerais e específicos de diversa ordem.

Que isto é tudo casuístico e que eu tenho sempre uma miopia terrível em relação ao grande cenário do custo por aluno e da ausência de provas sobre os ganhos é um dado adquirido.

Os sampaios dirão que eu estou a falhar na comunicação e os sebastiões que eu estou a promover a tal exclusão e que os alunos que se queixam estão a vitimizar-se sem necessidade. E que eu sou limitado e deveria dar lugar a gente nova, com capacidade para levar com meia dúzia de arrotos e nem pestanejar.

Não vos queria dizer ou chocar mas isto, numa daily basis, é uma grande bosta.

E olhem, eu até critiquei aquela doutora muito professora por traçar um quadro apocalíptico das salas de aula.

Isto é mais uma moínha.

Aguardo a recomendação… não é preciso ser no trebuchet oficial.

Podem mandar em vídeo.

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Nem com o gerúndio!

 

 

Nabos e outras coisas!

 

 

Jogaram 7 portugueses…

Dois deles (curiosamente formados num certo clube que alguns arrogantes dizem ser de segunda ordem…) mereciam estar pré-convocados para o Mundial, mas só está o Beto.

O outro levou uma bandeira portuguesa para a festa final. Foi bem ensinado, onde o formaram. pena que o bento se tenha esquecido disso.

Por seu lado, há quem esteja pré-seleccionado e tenha revelado talento para disputar um lugar na selecção de Andorra.

Por fim… há sempre o Rio Ave para se desforrarem, essa potência do futebol internacional.

 

Câmaras municipais educadoras, é só acender a luz e procurar o contador na sombra.

Está lá o gato do Schrödy!

e crato sente-se ameaçado

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