O Chamado Post Com Bola Castanha De Sarcasmo


Apetece-me fazer uma daquelas provocações, só pelo mero prazer intelectual de a fazer.

E se o custo financeiro do insucesso escolar tender para zero?

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Esqueçamos o custo médio por aluno, o custo marginal, o custo-turma e todas essas coisas.

Pelo menos até aos 18 anos os alunos que entraram no sistema de ensino não estão obrigados a lá permanecer?

Então… no 5º ou no 7º, no 9º ou no 12º ano, continuarão nas escolas, a fazer despesa.

Só quando saem é que deixam de “custar”. E são poucos os que deixam de sair pelos 18 anos ou pouco depois.

A bem dizer, o abandono escolar é que seria mesmo mais económico, porque reduziria o número de alunos.

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(depois de escrever e reler isto senti-me praticamente um economista insurgente)

 

 

uma oficina portuguesa, alegadamente – o caraças, andei por lá a recolher números de série  e já os transmiti à procedência –  da Mercedes – terá achado interessante atentar. Como detesto atentados, procedi a que a GNR conhecesse e a Câmara teve que limpar.

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Mas explicava-me o Sargento que, se não fosse colocada a poia num caminho público, meia dúzia de metros ao lado do que é meu, a Lei dita que seria eu a pagar pela pouca-vergonha.

Tive sorte.

 

 

… aqui o “colectivo” bipolar está a considerar a hipótese de passar a “empreender” posts e dar “consultas” aos leitores. Tudo a bem do espírito pacóvio dos tempos.

Está em análise a hipótese de nos promovermos em truces ou com aqueles calções que têm vergonha em ser calças. Tudo também a bem da circunstância que vai passando e nos vai deixando labregos na costa.

Polvo português encontra solução para rumar ao Japão

Somos desenrascados, mas não sei… uma coisa é negociar nos trópicos e fazer desaparecer milhões em contas bancárias, outra lidar com mafiosos a sério…

Fiquei a saber que os alunos de cursos de formação inicial de professores são dos mais pobrezinhos do Ensino Superior e que isso explica que escrevam com erros, tudo de acordo com um “investigador” de quem tenho discordado muito mas a quem dedicava alguma consideração intelectual.

Percebi, por fim, graças a ele, o objectivo das políticas governamentais de proletarização da classe docente.

Da pobreza vieste, para a pobreza caminharás!

(queriam salários líquidos de quase 2000 euros no fim de 40 anos de carreira, ó malandragem? ide lavar escadas como vossas mães ou estivar e varrer ruas como vossos pais e avôs!)

A ideologia cega-os!

Cáritas Europa diz que a austeridade não está a funcionar e que há cada vez mais pobres

Malandragem. Não conseguem ver o quanto “o país” está melhor.

O secretário-geral do PS disse hoje não estar seguro de que o Estado não esteja imune a «interesses ilegítimos» e «particulares», referindo uma «perceção» de que «há partes do Estado que estão capturadas ou em vias de o ser».
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Vejamos o caso da Educação… Calvete e Canavarro não rimaram tão bem?
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Seguro não sabia? Que me parece não foi por falta de lhe dizerem… pois penso que não seja segredo que se reuniu várias vezes com professores da zona centro… é verdade que para ouvir e nunca para agir. Ainda se tivesse presidido à Comissão Parlamentar de Educação poderíamos esperar que fizesse algo, mas… como sabemos nunca foi…

É verdade, tive Práticas Administrativas no 7º ano, numa escola pública, em cujas aulas aprendi dactilografia. Desde então até agora pratiquei muito e escrevo com atroz velocidade, coisa que qualquer pessoa que me conhece pessoalmente e ao vivo sabe.

Também é verdade que tenho mais um neurónio do que a maioria dos que se espantam com o facto de escrever tantos posts como equipas de 20 ou mais colaboradores nos blogues “de referência”.

Não é pretensão ou vaidade, é constatação de factos objectivos.

Alguém tem problemas com isso, ó órfãos do relvas e antecessores?

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Fica aqui e é muito mais pequeno e compacto que o do Portas: guia-anti-prova-fenprof.

O resto? enfim, o resto é saber quantos associados a farão e quantos dos outros acabarão por fazer o que aqui se diz que nem é obrigatório, com as mais variadas razões.

Nesse caso, a culpa é sempre individual… 👿 porque o colectivo fez a sua obrigação, incluindo pedir a benção no Parlamento aos criadores da prova.

Tribunal Constitucional dá luz verde aos candidatos autárquicos com três mandatos

Limitação de mandatos é territorial, dizem os juízes. Fernando Seara e Luís Filipe Menezes, entre outros, podem candidatar-se.

Eram meados dos anos 80 e nós tínhamos de ler os escritos de Wallerstein sobre a economia-mundo para História Económica e Social.

Gostei, até das partes com que menos concordava pois todos os modelos simples e mecanicistas têm o seu encanto para mentes preguiçosas e aquela trindade centro, semi-periferia e periferia até fazia sentido, mesmo se eu achava que, depois, em termos sociais, a análise era ainda mais simplista ao basear-se apenas no clássico binómio entre os que dominam e os que são dominados.

Vem isto a propósito da forma como os últimos governos parecem ter optado por uma visão de estratificação trinitária do sistema de ensino pago com dinheiros públicos.

  • Com Maria de Lurdes Rodrigues e a criação da Parque Escolar tivemos como consequência uma trindade em matéria de equipamentos escolares: uma minoria de escolas muito bem equipadas para as elites urbanas e pouco mais, um outro lote de escolas intervencionadas, mas com menos aparato ou que acabaram por ficar sem dinheiro para concluir os projectos faraónicos iniciais, quase todas fora dos grandes centros urbanos, numa semi-periferia, e por fim uma maioria de escolas que ficaram na mesma, em processo de degradação e sem meios ou autonomia financeira para intervenções de pequena escala.
  • Com Nuno Crato e as alterações recentes no desenho da rede escolar, na forma de distribuir os alunos e os recursos financeiros vamos passar a ter uma trindade ainda melhor definida em matéria de populações escolares: os que podem ter acesso a escolas privadas ou públicas de topo, em virtude dos mecanismos (subsidiados) de liberdade de escolha e da concorrência no mercado da Educação; os que que ficam nas turmas regulares das escolas públicas de que foram varridos os elementos tidos como indesejáveis e, por fim, aqueles que se diz serem vocacionados para um ensino profissionalizante por se achar que não sabem fazer mais nada ou interessar por qualquer outra coisa.

Em boa verdade, Nuno Crato introduziu, no plano social, um aperfeiçoamento ao modelo da Educação-Mundo que, em termos espaciais, se tinha começado a desenvolver com Maria de Lurdes Rodrigues.

Acredito, até pelo currículo político de ambos, que a inspiração wallersteiniana não será mera coincidência.

Wallerstein

Quanto ao combate em Setembro, não foste mesmo tu que disseste que nessa altura seria tarde?

Mário Nogueira: “Vamos tentar evitar que o ano lectivo arranque se não forem introduzidas as alterações à lei”

Não te tiro a razão, foste embarretado. Sei que foram muito poucos os que disseram que aquilo era apressado.

Mas é a terceira vez que metes os butes na poça, uma vez com cada um@ d@s 3 ministr@s que tivemos desde que chegaste a líder.

Deveria ser um strike out, certo?

… ao facto das pessoas se terem desempregado de forma abusiva, sobrecarregando a Segurança Social e passando a pagar menos impostos. Isto para não falar nos doentes que insistem em acorrer aos Centros de Saúde.

Corja!

Recebido por mail.

Será que isto nãoprejudica os alunos e os perturnba num momento tão sensível de preparação do seu percurso escolar?

O exame de MACS é no dia 18, faltam menos de 2 semanas.
O JNE só agora se lembrou.
Muitas escolas – quase todas – não têm máquinas destas, os professores nunca mexeram nelas, não sabem verificar se têm tal aplicação.
O MEC autorizou o uso desta máquina e a 15 dias das provas queriam voltar atrás, quando muitos alunos gastaram quase 200 euros.
Além disso, os alunos sabem mudar o nome das aplicações, resumindo, alguns (os que têm mais posses) vão ter uma máquina com CAS, os outros não.
Estamos décadas atrasados.

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JNE5

nocr

Quais contratos de associação, quais cheques-ensino, quais poupanças e sinergias graças e giga-agrupamentos.

A solução está no ensino doméstico, no homeschooling, que promove, para além de uma completa redução de encargos com professores, funcionários e manutenção de escolas, um ensino de proximidade, adaptado à realidade cultural e religiosa d@s alun@s, com flexibilidade curricular e de horário, entre muitas outras vantagens.

No fim de cada ciclo, @s alun@s fazem exames, se possível online com net paga pelas próprias famílias, com correcção automatizada (se houver erros, faz-se como com os professores de agora, o utente que vá testando e descobrindo os bugs) e os custos do Estado Social com a Educação.

Não se poupam 4 mil milhões, poupa-se quase tudo o que há a poupar. E reforça os valores familiares e tal.

Homeschooling

 

… a reacção do pai eterno à questão dos co-pagamentos na escolaridade obrigatória.

São boas no Terceiro Mundo para onde estamos a voltar, por isso…

Omega Schools is a chain of low-cost private schools serving poor communities in Ghana. Girls make up 52% of enrollment and all pupils are from the lowest two income quintiles. A partner hardship fund extends access to orphans. Its first school opened in September 2009. Currently it has 11 schools with 6,500 children, with 10 more to open in September 2012. By 2021 it will serve 200,000 students and will have demonstrated a workable, scalable, sustainable and replicable model of how to extend access to high-quality, low-cost education for low-income families across the world.

Foi há cinco ou seis meses, pá!

Mestrado em Administração Escolar

Por tudo. A começar por cima.

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