Porno-Chachada


É uma prova escrita, concebida por luminárias que nem sequer sabemos quem são, que vai fazer o que anos de estudo superior não fizeram de acordo com o ministro que deixa esses cursos funcionar e que aprovou que não existisse nota mínima para aceder aos politécnicos?

«Estamos a falar do sistema de ensino, estamos a falar do futuro, estamos a falar dos nossos jovens. Então não tem obrigação o Estado de selecionar os melhores e promover os melhores na escola pública? Claro que tem a obrigação», completou.

E depois há esta parte com o seu quê de pornografia política:

Tenho 100 professores à procura de um lugar

Que é reconduzir Portugal ao que era há 30 anos atrás, os heróicos tempos “pré-europeus”, pré-indy, pré-FSE e fundos prás ongues e tecnis manhosas, precisando apenas de perguntar ao actual PR como é que se regressa à ruralidade e ao mar depois dele, enquanto PM, ter ajudado a dizimar por completo essas actividades económicas.

Ahhhh…. voltar a 30 anos atrás (quiçá 50), só que sem escolas, correios ou polícia onde antes ainda existia alguma coisa, só que quem se lembra disso ainda leva com o anátema de “salazarista”, o que não deixa de ter a sua graça.

Pub31Jan15

Público, 31 de Janeiro de 2015

Estágios do IEFP explicam um terço do crescimento do emprego no sector privado

Mas eu só escrevo aquele título ali em cima porque sou comuna nos dias pares.

Desculpem lá… tive de voltar a fazer a coisa… estava-me a escapar a hipótese mais óbvia.

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(c) Paulo Lopes in Notícias da Covilhã

O estado da maioria e o sucesso do chico-espertismo.

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Expresso, 12 de Abril de 2014

Levo sopa ou apanham-se moscas?

No Ocidente, “podemos aprender muito com os pobres” na área da saúde

Nigel Crisp é um lorde inglês que quer virar o mundo de pernas para o ar nas políticas públicas de saúde. A Gulbenkian pediu-lhe que durante dois anos estudasse a fundo o nosso sistema. A conferência desta segunda-feira surge a seis meses do fim do trabalho.

(…)

A lição fundamental que aprendemos com os países pobres é que pessoas criativas que não têm meios usam as comunidades para dar resposta aos problemas da saúde. Em particular, fazem um uso muito maior das famílias e dos leigos, não separam a saúde das outras questões (como a educação) e põem em prática sistemas informais de prestação de cuidados. Uma coisa que nós, no Ocidente, vamos ter de aprender ou reaprender. Os sistemas e os profissionais de saúde não vão poder fazer tudo por nós. Temos de fazer mais por nós próprios.

A minha avó paterna, assim como a sua irmã, minha tia-avó, tinham um par de métodos muito curiosos para resolver a prisão de ventre. Um passava pela pessoa sentar-se no sítio adequado e bater com os punhos ritmadamente nos joelhos com um pouco de força. Penso que deveria ser a pensar na desobstrução pela trepidação.

Cheguei a usar sem sucesso.

Quanto ao segundo método, nunca me conseguiram convencer a usá-lo, mas acho que o recomendaria a este senhor lorde.

Sinto natural pudor em explicá-lo.

Ficarei apenas pela enumeração dos apetrechos: um talo de couve e algum azeite, que podia ser do mais corrente e barato.

… nestes governantes de pacotilha.

O próximo quadro comunitário de apoio, o Portugal 2020, arrancará uma reorientação dos fundos para o sector privado, nomeadamente para as PME. Esta inversão segundo, o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Castro Almeida, trará resistências de vários sectores da sociedade, mas o governante disse estar preparado para resistir. Se vai conseguir vencê-los afirmou não saber, mas pede ajuda ao comentador Camilo Lourenço.

 

O que vale o conteúdo de uma acta negocial em que uma das partes não assina um acordo propriamente dito, mas apenas considera válida uma parte das negociações?

Terá um não-acordo desse tipo algum tipo de validade jurídica, mesmo que o processo do seu desrespeito revele óbvia má-fé da outra parte?

Porque uma coisa é a acta da FNE e restantes, que fizeram mesmo um acordo com Governo e parecem ter sido granadeirados e ter-nos levado todos atrás, outra coisa uma acta de um acordo não inalado até ao fim, como o da Fenprof.

Pelo que, em boa verdade, gostava MUITO de saber se a FNE está a gostar da sodomização pública (desculpem, não há forma delicada de colocar as coisas…) de que está a ser objecto e, através dela, os milhares de professores que acreditaram que os representantes profissionais mereciam sê-lo, quando lançaram foguetes acerca de um acordo que teria tantas vantagens que agora não conseguimos ver quase nenhuma.

Pessoalmente, penso que quem é sindicalizado deveria fazer uma avaliação do desempenho dos seus representantes, sem medo dos aparelhos.

Repito do post anterior: o balanço da greve começa a assemelhar-se a uma mão cheia de nada e outra de DACL.

Seguro anuncia que não houve acordo com PSD e CDS

As propostas dos partidos e outras coisas estão em anexos da notícia. Não me apetece lê-las.

Passos garante apoio do CDS na coligação sem Portas

«Demissão de Portas foi pessoal e não envolve o apoio do CDS-PP ao Governo», afirmou o primeiro-ministro após os encontros com o ministro demissionário e com Cavaco Silva.

Cavaco só aceita Governo com Portas

Há muito por explicar em relação ao que se passa exactamente em Portugal e até que ponto os nossos governantes têm optado por mentir ou não sobre os números do défice e sobre as suas opções.

Exp13Abr13

Expresso, 13 de Abril de 2013

Governo corta 1300 milhões e começa por doentes e desempregados

 

Por muitos erros, dislates e parvoíces que tenham feito e dito, quer-me parecer que a actual “elite” política (e por esse termo incluo todos aqueles que aparecem em prime-time nos telejornais a prestar declarações) anda um bocado rafeira, dos ouvistos ao escurinho.

Eu percebo que o apego às cores e camisolas faça com que se tente não ver ou admitir isso mas… caramba… entra pelos olhos adentro… e não serão galambas e marimba boys a melhorar o nível dos actuais relvettes e seus reflexos do outro lado.

Mas então estamos cercados, sem alternativas?

Há quem nos queria fazer crer isso para lá ficar ad eternum e há quem queria fazer-nos acreditar que há imensas alternativas, sim senhor, os estúpidos é que não enxergam.

Continuo céptico, pois o cursus honorum cada vez anda mais degradado. Uns querem-se chefes de gabinete e consultores de grupos económicos, outros querem-se vereadores e consultores de grupos políticos.

Afinal, que grande líder político emergiu nos últimos 20 anos que não tenha vindo esse húmus comum, em que só muda a cor da coisa?

– Desta vez vamos muito devagar, Anastasia – disse num sussurro.

E lentamente entrou em mim, devagar, devagar, até estar todo enterrado. Esticando, enchendo, implacável. Eu gemi alto. Parecia mais profundo, daquela vez, um deleite. Voltei a gemer e ele girou as ancas deliberadamente e recuou, parou um segundo e voltou a entrar devagar. Repetiu o movimento uma vez e outra. Estava a deixar-me louca – as estocadas insuportáveis, deliberadamente lentas, e o sentimento intermitente do preenchimento eram avassaladores.

– Tu és tão boa – gemeu, e as minhas entranhas começaram a tremer.

E . L. James, As Cinquenta Sombras de Grey, p. 132.

Digam-me, plize, que a tradução tornou isto mais pimba do que o original.

Mas o que dominava o compartimento era uma cama. Maior do que o king size, uma cama estilo rococó muito trabalhada com um dossel simples. Parecia dos finais do século XIX. Debaixo do dossel, viam-se mais correntes e algemas reluzentes. Não tinha roupa de cama… apenas um colchão coberto de couro vermelho e almofadas de cetim vermelho amontoadas num dos lados.

Aos pés da cama, afastado alguns centímetros, estava um sofá Chesterfield vermelho escuro, abandonado no meio do quarto virado para a cama. Uma disposição bizarra… pôr o sofá virado para a cama.

E. L. James, As Cinquenta Sombras de Grey, p. 109.

Mmmm… e a descrição do Ramalhete que não tinha nada disto quando eu tinha a idade adequada a estas leituras…

– Impressionas sempre as mulheres desta forma? Anda voar no meu helicóptero? – perguntei, genuinamente interessada.

– Nunca trouxe nenhuma rapariga aqui acima, Anastasia. É mais uma primeira vez para mim. – A voz dele era calma, séria.

Foi uma resposta deveras inesperada. Mais uma primeira vez? Ah, aquilo do dormir, talvez?

– Estás impressionada?

– Estou deslumbrada, Christian.

Ele sorriu.

– Deslumbrada? – E durante um breve momento, ele tinha novamente a idade dele.

Eu acenei com a cabeça: – É só que tu és tão… competente.

E. L. James, As Cinquenta Sombras de Grey, p. 101.

Deslumbrada e impressionada com tamanha competência, sem sequer ainda saber que o rapaz nem sofre de período refractário.

Gemi na boca dele, oferecendo uma abertura à sua língua. Ele aproveitou logo e explorou com perícia a minha boca. Nunca tinha sido beijada daquela maneira. A minha língua tocou timidamente a dele e juntou-se a ela numa dança lenta, erótica, que era só toque e sensação, impacto e rodopio. Subiu a mão para me agarrar no queixo e segurou-me. Estava indefesa, as mãos imobilizadas, a cara presa, as coxas dele a limitarem-me os movimentos. Tinha a ereção dele encostada à minha barriga. Ó céus… Ele queria-me.

E. L. James, As Cinquenta Sombras de Grey, p. 89.

As erecções sem acordo ortográfico são maiores…  Na certa chegam quase ao peito. Ora toma!