Post Para Levar Porrada


mandam que o lucro seja repartido, que a iniciativa privada comande as empresas e que o colectivo dos cidadãos defina a educação que lhe forneça a confirmação da melhoria do equilíbrio sucessivamente optimizado.

E que a comunicação social não seja empresarial nem permeável a trampolins de auto-representantes.

Já agora e necessariamente, que a forma e substância de verificar tal equilíbrio sucessivo não continue a ser efectivada por inimputáveis.

 

Coisas apolíticas.

 

Jogaram 7 portugueses…

Dois deles (curiosamente formados num certo clube que alguns arrogantes dizem ser de segunda ordem…) mereciam estar pré-convocados para o Mundial, mas só está o Beto.

O outro levou uma bandeira portuguesa para a festa final. Foi bem ensinado, onde o formaram. pena que o bento se tenha esquecido disso.

Por seu lado, há quem esteja pré-seleccionado e tenha revelado talento para disputar um lugar na selecção de Andorra.

Por fim… há sempre o Rio Ave para se desforrarem, essa potência do futebol internacional.

 

O que vale o conteúdo de uma acta negocial em que uma das partes não assina um acordo propriamente dito, mas apenas considera válida uma parte das negociações?

Terá um não-acordo desse tipo algum tipo de validade jurídica, mesmo que o processo do seu desrespeito revele óbvia má-fé da outra parte?

Porque uma coisa é a acta da FNE e restantes, que fizeram mesmo um acordo com Governo e parecem ter sido granadeirados e ter-nos levado todos atrás, outra coisa uma acta de um acordo não inalado até ao fim, como o da Fenprof.

Pelo que, em boa verdade, gostava MUITO de saber se a FNE está a gostar da sodomização pública (desculpem, não há forma delicada de colocar as coisas…) de que está a ser objecto e, através dela, os milhares de professores que acreditaram que os representantes profissionais mereciam sê-lo, quando lançaram foguetes acerca de um acordo que teria tantas vantagens que agora não conseguimos ver quase nenhuma.

Pessoalmente, penso que quem é sindicalizado deveria fazer uma avaliação do desempenho dos seus representantes, sem medo dos aparelhos.

Repito do post anterior: o balanço da greve começa a assemelhar-se a uma mão cheia de nada e outra de DACL.

A luta segue dentro de momentos.

Uma nota final sobre a reunião de amanhã, no MEC. A FENPROF não aceita negociar em período de férias, quando os professores que representa não se encontram nas escolas; mas a FENPROF também não reconhece credibilidade política ao MEC para negociar e assumir compromissos negociais.

Férias de quê?

Uma coisa é o MEC não ser de confiança, outra este argumento que reputo de lamentável, como já o fiz em outras ocasiões. Se o MEC não merece confiança, não a merece em Julho, Agosto,Setembro ou outro mês.

E, afinal, que tanto trabalho fizeram certos representantes no último ano lectivo?

Já agora… e as gravações, pá?

E o recibo de Julho, pá? A quantas reuniões faltaste, Mário? Olha… a mim não sobre assim muito para férias

 

… mas que sabor!… mnhãmnhã

porco

… ganhou nesta temporada mais títulos em futebol sénior do que o Benfica.

agora vou tratar da janta.

 

ftr

Eu cá a manifestações… é difícil… chegaram-me as que foram desbaratadas.

Já quanto à greve, farei, não sabendo qual das minhas facetas (esquerdista, socialista, liberal ou reaccionária, conforme os críticos de ocasião) contribui mais para a adesão. Certamente não será a adesão à agenda arménia.

Mmmmm… deve ser mesmo reaccionário que há em mim que vai aderir com mais entusiasmo.

Já quanto a esta rapazada, gostava que pelo menos um ou dois cancelassem as suas crónicas do dia. Estou a pensar principalmente no RAP que no Governo-Sombra se tem esmerado na crítica acertada à situação.

Quanto aos outros, enfim, se um ou dois se deixasse de piadas por um dia… já seria esperar muito…

É quase dia 6.

… 3, 2, 1, contacto!

Porque, apesar de ganhos marginais em sondagens, a nossa esquerda mais contestatária não consegue afirmar-se e mesmo na rua entrou em perda de influência?

Se na Grécia, a constelação Syriza ameaça os poderes instituídos há décadas, em Portugal, o PCP e o Bloco estabilizaram um pouco acima dos 15% e parecem não almejar a mais do que a uma conjugação astral favorável na direcção do PS.

A própria CGTP demonstrou ontem a incapacidade para sair da cápsula do tempo em que a direcção do PCP a mandou ficar.

E é pena, porque seria agora muito importante ter um movimento sindical, dinâmico e não pregado às fórmulas dos anos 80 do século passado, incapaz de fazer tremer levemente um Governo fustigado mais eficazmente por muitos dos que lhe são próximos do que pelos seus adversários mais histriónicos.

O que resta?

Manifestos de personalidades que cobrem a área política da esquerda do PS ao Bloco com pretensos independentes sempre disponíveis para receber subsídios do Estado que, no fundo, são os que tentam fazer a tal ponte entre as esquerdas que dificilmente se conseguirão entender entre nós, pois cada uma tem a sua agenda particular, com os seus entendimentos preferenciais.

Basta lembrar que, dependendo da cor, se discorda do essencial de um documento mas assina-se um acordo ou se concorda com quase tudo e não se assina.

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Nota final: este é o post ideal para os manuéissilvas, mafarricos e sonsos encapotados aparecerem, do alto da sua cobardia anónima, a desancarem-me e a chamarem-me tudo e mais alguma coisa, esquecendo que de tachos aceites está o passado das suas organizações cheio.

Com o objetivo de contestar esta “revisão da estrutura curricular”, a FENPROF promove no dia 3 de Maio, em Lisboa, na Avenida 5 de Outubro (frente ao MEC) uma TRIBUNA PÚBLICA por uma verdadeira revisão curricular que corresponda às necessidades do ensino, da sociedade e dos cidadãos. Nesta tribuna serão feitos depoimentos por professores, por representantes das associações profissionais e científicas, por deputados e por representantes de outras entidades ou personalidades convidadas para o efeito.

No dia seguinte, 4 de Maio, em protesto contra esta revisão curricular e exigindo a sua suspensão, terão lugar CONCENTRAÇÕES DE PROFESSORES E EDUCADORES, ao final da tarde, junto às direções regionais de Educação situadas no Porto, Coimbra, Lisboa, Évora e Faro, ações que poderão estender-se, ainda, às regiões autónomas.

Em breve, a FENPROF disponibilizará mais informação a propósito destas duas importantes iniciativas dos docentes contra uma revisão da estrutura curricular que, como se afirmou inicialmente, não é mais do que um elemento de uma armadilha montada pelo MEC para eliminar professores nas escolas.

O Secretariado Nacional da FENPROF
23/04/2012

Mas no fundo não é mais porque, como dizem certos colegas, a culpa é da classe que temos, sendo que parecem esquecer-se que os representantes também são o espelho dos representados, pelo que o argumento é reversível.

E antes que me peçam alternativas, digo desde já que acho muitas justas, equilibradas e adequadamente inócuas estas manifestações de repúdio.

Estou tão entusiasmado com elas quanto com as ameaças de rasgar a lingerie social por parte do João Proença.

Cada um tem o seu papel na coreografia geral da irrelevância. O meu é o de chato de serviço que escreve umas tretas num blogue a que ninguém liga. Nada de novo a oeste, leste, norte, sul e colaterais.

Mas, já sei, algo teria de ser feito. É um Tribuna Pública,. por oposição a Privada. que é mais recatada. teremos advogados e juízes, testemunhas de acusação e réus in absentia.

Regressámos ás manifestações & vigílias que dão créditos para a progressão sindical, umas declarações televisivas e mais uns protestos que servem para cumprir o calendário da violenta abstenção, digo, contestação. Só falta um representante de uma delegação grega.

… com alguma precaução do PCP no caso da PE, são as seguintes e remontam a Sócrates/Maria de Lurdes Rodrigues:

  • A defesa do modelo das Novas Oportunidades para a certificação em série de competências.
  • A desculpabilização das ilegalidades e derrapagens da gestão da Parque Escolar.
  • O combate à introdução de mais exames no Ensino Básico.

Estranhamente (?) não se unem quanto às questões da gestão e da concentração da rede escolar que são bem mais centrais nas preocupações da maioria dos professores do que as três acima identificadas juntas.

Não se admirem depois se, quando batem a rebate, pouca gente vos segue.

Já agora… não acham curioso que, num momento em que os partidos que constituem a base de apoio das várias sensibilidades da maior organização de docentes se encontram unidos com um inimigo comum (e que foram os que promoveram o entendimento de Abril de 2008 e o acordo de Janeiro de 2010) e apesar de tanta coisa negativa a acontecer, a capacidade de mobilização sindical nas escolas esteja num dos níveis mais baixos de que há memória?

… uma avaliação não “eliminatória” à entrada para o primeiro ano do Primeiro Ciclo?

Sei lá, só para se ter uma ideia do nível do Pré-Escolar?

Talvez não, depois de Freud a dor aumentou, apesar dos enunciados mecanismos de defesa passiva.

Público, 29 de Novembro de 2011

Porque me parece que há um contrato de representação que precisa ser renovado. E acho que isso ainda deve ser mais sentido por quem é sindicalizado e leva essa sindicalização a sério e não apenas como ritual burocrático.

Porque os sindicatos devem partir das bases, mas não na lógica do centralismo dito democrático ou da oligarquia que coopta os novos elementos.

E isso faz-se pela proximidade, não através de ordens de comando lá do alto.

Para quando a auto-limitação dos mandatos dos líderes sindicais que temos há décadas? Não falo sequer em limitação estatutária, mas apenas de as próprias pessoas tomarem consciência de que… o tempo passa. Os governantes mudam mais ou menos, as coisas pioram, mais ou menos, mas há algo que permanece.

Não por ter uma variação muito favorável nas audiências entre Setembro de 2010 e Setembro de 2011 ou por estar associado a um conjunto de conferências-debates que se vão realizar todas as 6ªas feiras de Outubro na Buchholz mas sim porque, graças ao Maurício Brito, ficámos a saber que temos comentários diários de um membro (suplente) do CNE que aqui espalha bom humor, nenhuma bílis e uma forte componente informativa sobre questões educativas e pedagógicas. Alguém que, afinal, será bem conhecido de quem manda dizer que o não conhece ou mal conhece. Alguém que eleva o debate, ao não se limitar a fazer copy/paste de material alheio. Um verdadeiro vulto que demonstra ao ponto a que o CNE está resumido, a ser uma espécie de Câmara Corporativa da Educação.

Apanham-se mais facilmente mentiroso(a)s do que raios de sol por estes dias.

Se eu podia passar sem fazer um post destes, para desânimo de alguns? Não, não podia. Não sou cristão, não sou católico, não dou a outra face a quem me ataca o carácter com falsos pretextos, quando tem telhados de vidro muito quebradiço. Quem aceita nomeações para as quais não tem quaisquer antecedentes de reflexão sobre Educação que não sejam meras correias de transmissão de posições estritamente partidárias.

… do tipo previsão tatarológica.

Então vamos lá:

  • Não há nada nesta proposta de ADD do MEC que me pareça impedir um entendimento ou acordo com a FNE. Afinal, o governo é do PSD.
  • Não há nada nesta proposta de ADD do MEC que me pareça levar a um entendimento ou acordo com a Fenprof, embora seja quase igual ao que levou aos sorrisos de 7-8 de Janeiro de 2010 (e tratava-se do ECD onde se re-legitimaram as quotas). Afinal, o governo é do PSD.
  • Não há nada nesta proposta de ADD do MEC que torne relevante um entendimento ou acordo com qualquer outra pequena (sorry, SPLIU e Sindep) ou nano-organização sindical.

Mais um pouco e parece que dei quase um salto no tempo e voltei quase uma ou duas décadas atrás em estratégia.

Em boa verdade, poderíamos já passar para a última ronda negocial e para o período suplementar de negociações, onde se acertam as vírgulas e a ordem das (não) assinaturas?