Quinta-feira, 19 de Agosto, 2010


UB40, Bring Me Your Cup

Há umas largas semanas atrás, o ME anunciou que iriam fechar 700+1 escolas do 1º ciclo. Nessa altura ia fechar uma escola no concelho onde leciono por ter menos de 21 alunos. Afinal não vai fechar, pelas listas que foram divulgadas. Deveriam ficar 700 escolas mas continuam 700+1. Como aquele caso, outros aconteceram de escolas que iam fechar, mas afinal não, outras que fecharam mesmo tendo muito mais de 21 alunos.

Mas 700+1 continuaram.

Na lista da DREN estão duas escolas de Vinhais que o autarca diz que não vão encerrar e, também na mesma lista surgem 8 escolas do concelho de Murça que se afirma claramente só encerrarem no final do 1º período.

Mandaria o rigor que se dissesse que, afinal, em Setembro só fecham 690+1 escolas. Ou outro número qualquer que  contasse com as entradas e saídas. Mas não. São 700+1. Some-se ou subtraia-se, o resultado dá szempre copas.

Fosse eu versado em cabalismos ou numerologias e lá tentaria perceber o fetiche com o número que não muda, mesmo quando deveria ter mudado. São coisas da matemática avançada do ME.

Uma coisa sabemos: o ridículo não mata e só parece moer mesmo quem o atura.

A ANMP e o encerramento das escolas, com declarações de Joaquim Mourão, em forma de ora sim, ora não.

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A ANMP e o Encerramento de Escolas, posted with vodpod

O encerramento de escolas:

Podem acusar-me de arcaísmo ou anacronismo. Mas esta estratégia de concentração escolar já teve o seu tempo algures e agora a tendência é exactamente a inversa.

O encaixotamento das crianças desde tenra idade em centros escolares com centenas de alunos desenvolve uma visão peculiar de socialização, da qual me parecem estar ausentes elementos muito importantes, mesmo se há mais computadores disponíveis.

Podem existir autarcas fascinados com o cheiro a tinta nova e empreiteiros a renovar com alegria o seu parque automóvel. Mas o importante não é sermos modernaços, é prestarmos um bom serviço às comunidades, levando-lhes o que lhes falta e não retirando delas quem precisa de alguma coisa que seja. Caramba… o nosso país não é propriamente uma imensidão territorial… é mais humano levar a tecnologia à aldeia do que despovoá-la.

Para além de que, e já desenvolverei este assunto, é uma mensagem clara de desistência do Estado em chegar a todo o país com a sua rede de serviços fundaqmentais.

Vamos apostar em como os Magalhães vão chegar primeiro aos deslocalizados para funcionar como almofada? E que chegarão primeiro a uns concelhos do que a outros?

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… com as actualidades do dia e as prestações televisivas dos principais protagonistas em torno do encerramento de 700+1 escolas primárias, graças ao levantamento exaustivo do Livresco.

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