Terça-feira, 17 de Agosto, 2010


Carmel, More, More, More

Fafe, não te amofines… podes postar até ao madrugar…

medo pasmado que respira dolências enfeitadas por esta esperança de ser uno estarmos vivos nesta casa sossegada leva-nos adiante destas paredes agora insisto nos todos olhos distraídos subtis presenças que só atrapalham a forma de ser neste inútil tempo quase esgotado paira a câmara da voz por achar é surpreendente a cor dos dias começados alista-se ao vento que não conhece nada como se se soubesse das horas sem motivo levadas dentro de uma infusa rara se recordares o medo que existe dos poetas

Professores entre os profissionais que mais contribuem para o aquecimento global

Uma investigação pioneira desenvolvida pelo politécnico de albicastro em conjunção com a universidade de calatrava-apeadeiro-em-badajoz demonstra de forma inequívoca que os professores são das pessoas que, em média, mais livros têm em casa, sendo que o papel consumido para os editar está na origem do consumo de enormes quantidades de papel, o que, ao levar ao abate de árvores, tem uma relação directa com o aquecimento global e a recente separação de um enorme icebergue no círculo polar árctico.

Também a insistência em continuar a fazer fichas em suporte papel e não por fax ou mail, contribui para um excessivo consumo de resmas de papel. Neste caso, e ao contrário do que se passou com a contabilização das horas extraordinárias, a IGE e a EGF, mais a Policia Judiciária e o Ministério público, vão proceder a uma investigação conjunta e todos aqueles docentes que consumirem mais do que a média de folhas usadas na escola de Norrkopingdeleite na Finlândia serão objecto de procedimento disciplinar com fundamneto para cessação do vínculo laboral por justa causa, em virtude do crime de lesa-Teixeira dos Santos, previsto na lei 12-A, anexo III, escondido na alínea b) da entrelinha 11.

Instado a comentar esta notícia o ministro das Finanças delegou qualquer explicação no secretário de Estado Castilho mas, em virtude do timbre da voz do emérito governante, os microfones e outros equipamentos de captação de som curtocircuitaram antes de entrarem em depessão auditiva.

Consultada a Fenprof, declarou que irá desde já apresentar uma providência cautelar em nome dos equipamentos de recolha de som e outra em defesa do direito constitucional da utilização de três resmas de papel de 80 gramas por cada docente do quadro ou contratado, enquanto a FNE declarou discordar. Instada a pronunciar-se sobre aquilo de que discordava, a representante da FNE afirmou ter sido clara nas suas declarações iniciais.

A meio de Agosto chega a notícia às escolas, vias Equipas de Apoio. O respectivo despacho, dizem, seguirá depois. Isto cada vez faz mais lembrar os tempos valterianos, não sendo de estranhar que o inspirador do facto consumado antes da lei tenha a tutela do IEFP e tal.  Mmmm…

Será mais uma forma de poupança ou apenas a transferência para as NO de todos estes alunos para engordafrem o sucesso da iniciativa? Ou andará por aqui coisa outra?

Finalmente as férias?

A educação é um projecto cultural e humanista que a obriga a estabelecer valores e objectivos que toda a comunidade escolar tenta cumprir. Esse esforço exige uma grande abertura aos novos horizontes, às novas solicitações e às novas oportunidades. É por isso que para os educadores a compreensão da mudança de valores que as novas gerações transportam para a escola, deve ser uma das fontes inspiradoras que permita dar sentido ao fazem, clarificando a dimensão ética das suas práticas.

A sociedade do século XXI necessita de profissionais que sejam capazes de transformar as adversidades em desafios, e estes em processos de inovação.

Profissionais que saibam identificar as suas características específicas, potenciando-as através da identificação das funções e competências que esse impulso renovador lhes irá exigir. Mas, para que esse investimento pessoal e profissional resulte em eficiência organizacional, torna-se indispensável que se conjuguem cinco condições, ou objectivos básicos de intervenção:

1ª- Conceder aos educadores autonomia de decisão quanto à elaboração de projectos curriculares, a partir de um trabalho sistemático de indagação, partilhado com os seus colegas.

2ª- Prestar especial atenção à integração da diversidade dos alunos, num projecto de educação compreensiva, que atenda às características e necessidades individuais.

3ª- Manter um alto nível de preocupação quanto ao desenvolvimento de uma cultura de avaliação do trabalho individual e do
funcionamento organizacional das escolas.

4ª- Associar a flexibilidade à evolução, face ao reconhecimento que os professores detêm diferentes ritmos para atingirem os
objectivos que os aproximem dos indicadores sociais da mudança.

5ª- Manter, finalmente, uma grande abertura às propostas e às expectativas de participação de todos os elementos da comunidade educativa, enquanto condição para promover a ruptura que conduz à renovação.

Infelizmente, os tempos que correm não têm permitido alimentar este tipo de optimismos. Razões alheias ao crescimento profissional dos docentes, como o são as ancoradas nas crise demográfica ou nas medidas de política educativa que visam a mudança pela mudança e privilegiam os números e a estatística à promoção do desenvolvimento pessoal dos educadores, continuam a anunciar tempos de ruptura e contestação pouco favoráveis à reflexão serena sobre o futuro da escola.

Com o início das férias de Verão, a comunidade escolar prepara-se para entrar num curto interregno, após mais um atribulado ano escolar. Durante o próximo mês não é de esperar qualquer resposta positiva aos problemas que se avolumaram na lista de lamentações dos professores. Lá para Setembro avizinha-se mais uma abertura de ano escolar com contornos tensos. Que sacrifício ainda falta pedir aos educadores portugueses para que os responsáveis governamentais passem a agir mais com as pessoas e menos contra elas?

João Ruivo
ruivo@ipcb.pt

Foi antes… algures por entre as Furnas…

… eu escuso de dizer palavrões, coisa que me é mesmo rara.

Mas, já que estão com ar inquiridor, eu resumo de forma muito curta: experimentem ficar com o carro imobilizado numa zona de declive (a subir, claro), após uma curva, na estrada tradicional entre Vila Franca do Campo e Lagoa.

Tentem contactar a assistência em viagem (iupi, calhou numa zona em que a rede 93 funciona!!!) de uma companhia de seguros que até tem um nome que dá a entender que outrora poderá ter tido algo a ver com as ilhas, dêem os dados da viatura, expliquem onde se encontram, qual o marco quilométrico que estão a vislumbrar e oiçam do outro lado mas qual é a localidade mais próxima? Responde-se que é Lagoa, porque Vila Franca do Campo e Água d’Alto ficaram para trás. Mas Lagoa de Faro ou Lagoa de Bragança?

Evitando praguejar, chama-se a atenção da simpática assistente que, tendo os dados da apólice à sua frente talvez fosse possível perceber que era Lagoa de Ponta Delgada, São Miguel, Açores.

Que raios, façam outsourcing para a Índia que me parece que seremos melhor servidos.

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