O Magalhães


aproveito este espaço para parabenizar a segunda opção (política) de Sua Excelência o Senhor Ferreira Leite. Se a nobreza fica é porque ainda há alguma coisa.

Fundação do Magalhães não foi extinta

A FCM – Fundação para as Comunicações Móveis, afinal, não foi extinta e é uma das 578 que constam no registo de inscrições definitivas de fundações que responderam ao censo realizado pelo Governo. As que não se registaram, arriscam-se a ser extintas.

O Magalhães não é apenas um Computador

Numa altura em que se procede à avaliação do impacto de muitos dos projectos desenvolvidos nos últimos anos, como foi o caso de toda a estratégia associada ao Magalhães, importa fazer algumas reflexões sobre o seu impacto na “Nova Escola” que se pretende construir. O Magalhães constituiu um passo marcante na afirmação por parte do Governo Português duma Aposta Estratégica na Educação como o grande “driver” de mudança colectiva da Sociedade e recentragem no Valor e Competitividade como Factores de Distinção na Economia Global. A aposta tem que continuar mas está na altura de o Magalhães sofrer uma nova rota.

Hugo Chávez entrega Magalhães e lembra o seu amigo Sócrates.

Desde que peça desculpas e prometa que não faz asneira de novo, não há problema. No fundo, uma base interessante para  sistema judicial em geral. Na Educação andam há muito a tentar que seja mesmo assim.

Perdão de Bruxelas, comissão europeia arquiva o caso dos computadores Magalhães que infringiu a regras de concorrência

Promoção e venda do computador Magalhães. Lançamento da 3ª geração. As actividades dos alunos.

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Em mantenho-me ainda fiel ao XP depois da fidelidade ao 98. A mãe está entregue ao inenarrável Vista. A petiza é que se vai safar…

E podem dizer-me o que quiserem do estudo que fizeram e a quem fizeram. Os 93%, pura e simplesmente, não correspondem à verdade. A menos que seja 93% dos professores já usou, pelo menos uma vez, o computador para esse efeito.

Gostava e saber quem o usa com regularidade em sala de aula e que se explicasse o que significa fazer testes.

Anote-se ainda que, no ano lectivo transacto, 0% dos professores do 1º ano puderam fazer fosse o que fosse porque não houve Magalhães para ninguém.

Um quinto dos professores usa Magalhães para fazer testes

Um inquérito feito a professores de 1º ciclo revela que 93% desses docentes usa o Magalhães para ensinar os alunos a utilizar o computador mas menos de um quinto (19%) fá-lo para lhes aplicar testes. Até final do mês mais de 22 mil MG2 chegaram [sic] às escolas.

Nos próximos 10 dias vamos ter um esforço notável por colocar notícias destas na imprensa. O problema é que o efeito da propaganda em torno do centenário da República não resistirá à apresentação da proposta de OE e à deprimente vida política em seu redor.

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No Jornal de Negócios:

A ministra da Educação, Isabel Alçada, disse hoje que no início do novo ano lectivo irão começar a ser distribuídos mais 250 mil computadores portáteis “ultraleves” no âmbito da iniciativa “e.escolinhas”.

Vamos apostar em como os Magalhães vão chegar primeiro aos deslocalizados para funcionar como almofada? E que chegarão primeiro a uns concelhos do que a outros?

Ministra diz que mais 250 mil computadores vão começar a ser distribuídos em setembro

A táctica do costume: cometer a ilegalidade na esperança de, quando a decisão chegar, já ser impossível desfazer a tramóia.

Bruxelas arquiva Magalhães, mas contesta computadores do e-escola

A Comissão Europeia confirmou hoje que o método de fornecimento dos primeiros computadores Magalhães é ilegal face ao direito comunitário, mas decidiu arquivar o processo de infracção aberto contra Portugal, depois de o Governo ter decidido colocar a concurso os fornecimentos futuros.

Em contrapartida, Bruxelas prosseguiu o processo contra Portugal no caso dos computadores previstos nos programas e-escola, e-professores e e-oportunidades, que, ao contrário do e-escolhinhas, continham a ser fornecidos por adjudicação directa.

Na origem, os quatro programas comportavam a mesma infracção ao direito comunitário pelo facto de o fornecimento dos computadores neles previstos não ter sido submetido a concurso público como impõem as regras do mercado interno da comunidade.

Bruxelas lembra que, em Abril e Julho de 2008, “o Ministério português das Obras Públicas, Transportes e Comunicações adjudicou directamente aos operadores de telecomunicações TMN, Sonaecom e Vodafone os contratos públicos para o fornecimento de computadores notebook e o fornecimento dos serviços Internet”. Estes contratos foram concedidos no contexto dos programas de educação e-escolinha, e-escola, e-professores e e-oportunidades, para serem usados por estudantes, professores e estagiários, lembra.

“Se não houver ‘Magalhães’ em Setembro é desastroso”

Olhem, a minha petiza lá está a acabar o primeiro ano sem a maravilhosa ferramenta pedagógica e é inegável que lhe frustraram as expectativas.

Mas já consegue ler e faz umas belas contas de cabeça, pelo que antes isso do que andar a brincar com pinguins…

Eu expliquei-lhe: filha, não é ano de eleições…no momento da tua sagrada concepção não fizemos bem o cálculo e acabaste na geração entalada…

Ou mesmo o Carlos César

“Magalhães” não serve para os Açores

O computador não serve para o arquipélago e o Governo dos Açores decidiu adquirir outro tipo de equipamento para as escolas do primeiro ciclo, já no próximo ano lectivo.

Desta vez, os computadores vão ficar anexos aos estabelecimentos de ensino.

A decisão do Governo partiu do resultado de um inquérito feito este ano às crianças açorianas e os dados revelaram que o computador é uma mais valia para a sala de aula, mas que o modelo “Magalhães” não funciona.

Lina Mendes, secretária açoriana da Educação afirmou à Antena 1/Açores que “alguns alunos não levavam o computador para a escola e, por outro lado, houve encarregados de educação que não aderiram à iniciativa”.

Quanto ao Continente, o que é preciso é ter calma que não está garantido que este seja mesmo ano de eleições. Caso a crise tenha desenvolvimentos, certamente a maravilhosa ferramente pedagógica surgirá com celeridade.

À minha petiza, aluna do 1º ano, quando me perguntou porque  no hay Magallanes aproveitei para dar uma lição de Introdução ao Marketing Político e expliquei-lhe que, não sendo ano de eleições, nem a torradeira azul chega, nem a cãmara acaba as obras que há mais de seis meses impedem que a rua da sua escola tenha saída e sejamos todos obrigados a fazer inversão de marcha na hora da entrada e fecho das aulas, o que proporciona sempre uma certa e determinada confusão e me faz preferir deixar o carrito bem longe e fazer parte do trajecto a pé. Não desengorda, mas impede a subida do stress perante a incivilidade alheia…

Governo pede mais tempo a Bruxelas para esclarecer adjudicação do Magalhães

Devo Dar Um Magalhães ao Meu Filho?

A minha petiza trouxe o papelinho para casa na primeira semana de Dezembro. Vá lá que os papás lhe podem colocar um dos portáteles domésticos – nenhum e-escolas, por questões de coerência – ao dispor para o que for preciso.

Arranca corrida ao e-escolinhas

Depois de vários atrasos, concurso público internacional deverá começar na próxima semana.

O ano lectivo começou há mais de três meses. E já foram ultrapassadas as duas primeiras datas previstas. Mas na próxima semana vai finalmente arrancar o concurso internacional para a compra de 250 mil portáteis na 2.ª fase do programa e-escolinhas, o mesmo que levou à distribuição de 400 mil Magalhães.

Segundo confirmou ao DN o Ministério da Educação, “as peças do concurso estão fechadas” pelo que, logo na segunda-feira, o aviso deverá seguir para o Jornal Oficial da União Europeia, prevendo-se a publicação ainda “na próxima semana” neste equivalente comunitário ao Diário da República.

Este será, apenas, o primeiro passo de um processo burocrático com muitos prazos, desde o período para a manifestação de interesse dos fabricantes à logística envolvida na entrega do substituto do Magalhães depois de ser escolhido o vencedor.

De resto, um gabinete jurídico contactado recentemente pelo DN estimou em “pelo menos quatro meses” o período necessário para que os portáteis comecem a chegar aos destinatários. O que equivale a dizer que isso só deverá acontecer por alturas da Páscoa.

5 euros é quanto vale um computador Magalhães no mercado paralelo

Há computadores Magalhães a ser vendidos por esse preço na Ilha de São Miguel, Açores, por crianças, ou em troca de brinquedos.

As crianças que os receberam nas suas escolas, muitas delas oriundas de bairros carenciados, fazem negócio, trocando o computador por dinheiro ou por brinquedos.

A troca pode ser efectuada por uma bicicleta ou por um carro-de-esferas – disseram algumas crianças à Antena 1 / Açores. Quanto ao dinheiro, a venda pode ser concretizada entre os 5 e os 30 euros, porque, disse uma criança ” é para a Mãe fazer a sua vida, para comer ou até mesmo para brincar.

Visão, 23 de Dezembro de 2009

Um esclarecimento cabal sobre o processo financeiro através do qual o Magalhães se tornou uma arma de propaganda ao serviço do Governo mais do que uma ferramenta pedagógica.

Conhecido o financiamento através das verbas da Acção Social Escolar percebem-se duas coisas: os investimento não foi feito por verbas específicas para o efeito, mas sim cortando nos outros apoios aos alunos carenciados, pelo que o anúncio do reforço de verbas na ASE para os últimos anos apenas servia para encobrir o financiamento da JP Sá Couto, desculpem, da aquisição e distribuição dos Magalhães.

Claro que numa perspectiva isaltina ou valentina, ou mesmo avelino ou felgueirista da coisa, os fins justificam os meios. Só que neste caso os fiuns foram a propaganda eleitoralista do PS e os meios foram o dinheiro para o apoio aos alunos carenciados que, por causa disso, ficaram muitas vezes sujeitos a escrutínios às finanças familiares (sendo mais prejudicados aqueles que menos sabem como fazer cosmética com as finanças) e a atrasos imensos na distribuição de materiais de trabalho diários, como os manuais escolares.

Já foram vendidos 400 mil ‘Magalhães’ no Mundo

A J. P. Sá Couto, empresa que produz o polémico computador,  vendeu tantas unidades no estrangeiro como as que foram adquiridas para as  escolas nacionais. O Tribunal de Contas está, entretanto, a investigar a Fundação para as Comunicações Móveis, que gere o projecto. Apesar de tudo, o  ‘Magalhães 2’ vai de novo a concurso e já tem concorrente: o ‘Latitude’ da Dell.

Este ano já se venderam quase tantos Magalhães no estrangeiro quanto os que já foram vendidos em Portugal para o programa e-escolas e e-escolinhas. Os negócios correm bem para a J.P. Sá Couto, que em Portugal está envolvida em várias polémicas.

(…)

A empresa que produz o portátil vendeu, em 2009, 370 mil unidades do polémico computador versão um e dois, 350 mil dos quais para a Venezuela e 20 000 para a Rússia, Namíbia, Angola, Brasil, Espanha e Moçambique. Ao todo, no estrangeiro a empresa já facturou este ano 70 milhões de euros, dos quais 69 milhões na Venezuela. Apesar de neste país, ter sido cumprida apenas a primeira fase de um acordo que prevê a compra, por parte daquele país de um milhão de computadores à J. P. Sá Couto, explicou ao DN o gestor.

A questão fundamental é se esse investimento tem um retorno compatível, já para não falar dos truques financeiros usados, como as verbas retiradas à ASE.

Portáteis custam 217 milhões

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