Segunda-feira, 16 de Agosto, 2010


Depeche Mode, Just Can’t Get Enough

EDP paga aulas de Manuel Pinho em Columbia

A cadeira que Manuel Pinho vai dar na Universidade de Columbia está integrada num projecto a quatro anos financiado pela EDP.

 A eléctrica portuguesa fez uma doação à School of International and Public Affairs (SIPA), num montante que pediu à Universidade nova-iorquina para não divulgar e que tem como uma das iniciativas o seminário sobre energia renováveis que vai ser leccionado pelo ex-ministro da Economia. “Manuel Pinho será professor visitante School of International and Public Affairs (SIPA) da Universidade Columbia. A sua posição faz parte de uma série de novas iniciativas que estão a ser apoiadas pela EDP”, disse ao Negócios fonte oficial da Universidade e Columbia.

Aguarda-se reacção consequente do Ministério das Finanças…

… se agora um mestrado se consegue com dois semestres e um relatório de 25 páginas avaliado por alguém que já fez um mestrado do mesmo género…

Mestrados cresceram cerca de 600 por cento

O aumento exponencial das inscrições e dos diplomados em cursos de mestrado e de doutoramento é uma das tendências mais significativas identificadas num levantamento estatístico realizado pelo Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), relativamente aos últimos 15 anos.

… dos antidepressivos?

Concessionário das Scut manda conta ao Estado por atrasos nas portagens

E atenção que há garantias de pagamento, atendendo ao credor:

A Ascendi, do grupo Mota-Engil, que detém as concessões da Costa de Prata (A29) e do Grande Porto (A4/A41/A42), duas das auto-estradas onde já foi decidida a cobrança de portagens, enviou no início deste mês ao Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias (InIR), o organismo que regula o sector, uma listagem com os encargos em que diz ter incorrido para que a cobrança estivesse operacional no dia 1 de Julho, e que totalizam cerca de 263 mil euros.

Só me espanta ainda não serem milhões.

Desde o início do ditoso ano de 2010 que o Ministério da Educação é uma entidade virtual, meramente cosmética, em tudo o que tenha a mínima implicação com a gestão financeira desta área da governação.

Resta à ministra a alegria com as «metas de aprendizagem» (que faz acreditar serem uma novidade…), ao SE Trocado da Mata andar pelo país numa de vendedor de ilusões e ao SE Ventura ter arranjado uns amigos novos para partilhar mágoas.

O resto é matéria do ministério da Finanças e não há que enganar: o terreno está a ser preparado para algo giro (o mais certo com a aplicação aos docentes das regras gerais da Função Pública) a arrancar o ano lectivo (para entreter as hostes até ao foguetório de inaugurações no dia 5 de Outubro) e depois para justificar novo congelamento nas progressões. Isso só para começar, que me parece vir aí coisa pior.

Do lado dos sindicatos, teremos uma multiplicação de iniciativas em trono da causa perdida da contabilização da avaliação para a graduação profissional. Haverá muitas notas e conferências de imprensa cada vez que for intentada nova acção ou algum epifenómeno tão irrelevante quanto os que existiram até agora nesta matéria. Bom… por sindicatos, entenda-se aqui a Fenprof que, bem ou mal, ainda existe, enquanto a FNE faz por parecer que existe, o SINDEP e o SPLIU surgem à tona d’água quando algum jornalista lhes faz uma pergunta, estando a restante dezena de agremiações sindicais entregues a uma existência de papel selado.

Quanto aos professores, estão entregues a si mesmos, num sistema que foi fragmentado e feudalizado em extremo, restando linhas de resistências locais e pouco mais. A luta neste momento é apenas por conseguir bolsas de oxigénio para ir respirando e esperar que nada corra tão mal quanto vai parecer que vai correr.

O alargamento (eleitoralista) da escolaridade para 12 anos é para ser feito sem custos adicionais, enquanto se esbajna dinheiro a rodos na ficção das Novas Oportunidades, pelo que esperem que o que venha a mudar seja para pior, ao contrário do que vos prometeram no rescaldo do acordo.

Quanto às vozes tresmalhadas irão ficando cada vez menos e mais cercadas por todos os lados, na tentativa dos actores pré-instalados eliminarem o ruído e reocuparem o espaço que esteve fugazmente perdido. Nesse aspecto, há uma confluência de interesses para se regressar à coreografia pré-2005. Restarão em maior sossego os encavalitados na luta, ou seja, aqueles que falam muito, mas arriscam nada, pois estão fora das escolas a tentar ganhar créditos para uma alternativa formalmente pacificadora, quando a actual clientela der lugar à nova.

Não sei bem se isto é um balanço da situação em matéria de Educação. Acho que não. Acho que é só uma pinceladela. A fazer um balanço a sério, seria uma obra muito mais ao negro. Sempre se poupava nas cores.

Eu gosto mesmo é de notar que os dados confirmados pelo Ministério das Finanças no início da notícia não são comentados pelo mesmo MF no final da notícia.

Ainda não consegui perceber se é mesmo estupidez, se apenas não deram toda a formação necessária nas redacções amigas para não deixarem tão visíveis as pistas da forma como o ministério de Teixeira dos Santos está a plantar notícias que nem eucaliptos na imprensa de Verão:

Governo deu menos de metade dos aumentos pedidos pelos sindicatos desde 2006

A excepção foi em 2009, com um aumento de 2,9%, ano em que houve três eleições.

De acordo com os dados recolhidos pela Lusa e confirmados pelo Ministério das Finanças, os aumentos dos trabalhadores do Estado são sempre menos de metade daqueles que são propostos pelas estruturas sindicais durante as negociações salariais.

(…)

A Lusa convidou as Finanças a comentarem estes dados, mas até ao momento não teve resposta.

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