Quarta-feira, 18 de Agosto, 2010


Estudo diz que MP3 põe nova geração a ouvir pior

Um estudo publicado pelo «The Journal of the American Medical Association» revela que os adolescentes americanos desta década mostram sinais de perda auditiva superiores aos dos anos 90.

O estudo defende que a perda de 30% da audição face ao estudo anterior se deve aos leitores de MP3. O uso destes aparelhos não é desaconselhado, como refere o autor da pesquisa, Gary Curhan, mas sim sensibilizar os jovens para o limite de volume de ruído tolerado pelo ouvido humano, que se situa em cerca de 80 decibéis.

Para além da perda de audição, estes valores comprometem a «convivência social». «Sensação de zumbido ou de abafamento de audição» são sintomas de problemas auditivos.

Hum!, e só estudaram isso?

Elvis Costello, Still

Enviada tarde e más horas para alguns, será que a tempo para outros? É caso para observar as peças de amanhã nos diversos órgãos de comunicação social.

Não se divulga no site do ME mas nas feudalizadas DRE.

Um  dos problemas em haver alternativas ao que anda por aí a ser (mal) feito é que certas fórmulas que pareciam muito atractivas, afinal…

Many Chicago Charter Schools Run Deficits, Data Shows

Even as the Obama administration promotes charter schools as a way to help raise the academic performance of the nation’s students, half of Chicago’s charter schools have been running deficits in recent years, an analysis of financial and budget documents shows, calling into question their financial viability.

Ainda ontem me fizeram o convite para visitar uma escola privada de excelência, com ensino integrado até ao 12º ano, sendo que a excelência está definida logo à partida pelo desenho de tudo.

Por acaso não foi possível aceder ao convite, mas ainda perguntei se era uma iniciativa privada ou se era privada subsidiada e só possível porque o Estado vai entrar

Acho que é fácil adivinharem a resposta.

Que passa por ser a Terra Prometida de muitos analistas educacionais ocasionais e outros tantos teorizadores estrangeirados perceberem a té que ponto a estratégia tio patinhas pode fazer ruir o que de si já não andava bem.

Porque situações como esta encontram-se a uma ou duas esquinas se por cá continuarem pelo caminho iniciado:

Given Money, Schools Wait on Rehiring Teachers

As schools handed out pink slips to teachers this spring, states made a beeline to Washington to plead for money for their ravaged education budgets. But now that the federal government has come through with $10 billion, some of the nation’s biggest school districts are balking at using their share of the money to hire teachers right away.

With the economic outlook weakening, they argue that big deficits are looming for the next academic year and that they need to preserve the funds to prevent future layoffs. Los Angeles, for example, is projecting a $280 million budget shortfall next year that could threaten more jobs.

“You’ve got this herculean task to deal with next year’s deficit,” said Lydia L. Ramos, a spokeswoman for the Los Angeles Unified School District, the nation’s second-largest after New York City.

“So if there’s a way that you can lessen the blow for next year,” she said, “we feel like it would be responsible to try to do that.”

The district laid off 682 teachers and counselors and about 2,000 support workers this spring and was not sure it would be able to hire any of them back with the stimulus money. The district says it could be forced to cut 4,500 more people next year.

(Continua…)

Talvez se explique porque por cá escasseia a verbalização de alternativas (se é que existem…):

Coalition cracks could start to show over schools reforms, poll suggests

Guardian/ICM poll points to voter disapproval with government as Lib-Dem opposition rises over free schools and academies.

Schools policy has emerged as a potential weakness for the coalition, according to a Guardian/ICM poll. As A-level results push the education debate centre stage, the survey reveals that 42% of voters think the government is doing a bad job in reforming the schools system against 23% who believe it is doing a good job.

That 19-point deficit stands in unflattering contrast to the generally positive esteem in which the coalition is held. As the Guardian reported, the coalition enjoys an overall approval rating of +10 points in running the country, with the public also inclined to give it the benefit of the doubt on the economy.

But education is one of the few areas where the cuts are already beginning to be felt on the ground and education secretary Michael Gove‘s protracted difficulties over his axing of Labour’s schools rebuilding programme forms the background to the ICM survey.

… do reajustamento curricular é capaz de ser mesmo a necessidade de o subordinar a questões de poupança orçamental. Já se sabe que há algum apoio, até na blogosfera docente, à utilização da redefinição do desenho curricular dos 2º e 3º CEB como estratégia para redu.zir custos.

Portanto, a existir neste momento alguma disputa será ver onde cortar sem tocar em alguns interesses instalados, nomeadamente os eduqueses, que deverão ter reagido ao anúncio do aparente desaparecimento ou redução do peso das ACND sem a promessa da compensação com as transversalidades.

Uma quase certeza eu tenho: se desaparecerem será para reduzir as situações de parceria na sala de aula. Uma outra é a de que se alguém espera o reforço da carga horária das disciplinas mais duras, em particular as menos mediáticas (LP e Matemática) é melhor esperar sentado.

Ao contrário das metas de aprendizagem, que é o que pode restar a Isabel Alçada para se entusiasmar porque a sua definição não tem consequências directas em termos de encargos (indirectamente pode ter ao baixar a fasquia e facilitar o sucesso…), a redefinição da organização curricular deve estar à espera de estudos dos grupos de trabalho das poupanças. Se em algum momento houve esperanças em critérios pedagógicos ou de lógica curricular (confesso, por algum tempo cheguei a quase acreditar…) desespere, porque o que vai surgir será uma proposta subordinada ao espírito das Finanças.

Página seguinte »