Sábado, 21 de Agosto, 2010


Depeche Mode, Never Let Me Down Again

Falar de futebol começa a ser um bocado complicado. Seis milhões de asa murcha, já não falando em nós que já estamos habituados. Agora, pela parte que me toca, é já quase na pré-época que começo a dizer que é para a próxima…

Mas os robertos

(isto é que é um post a partir…)

Do Diário do Minho:

Encerramento do interior em marcha

Recentemente, a ministra da Educação anunciou que vão ser encerradas, até Setembro, 701 escolas primárias com menos de 20 alunos. Com mais este lote de encerramentos, passam a ser 3.200 as escolas primárias encerradas nos últimos cinco anos de governo socialista.

Deixando de parte as críticas a essa chamada reforma ou reordenamento, feito à pressa e aos trambolhões, neste momento, o que me preocupa são  as consequências.

O fecho destas escolas significa o fim dos últimos sinais de vida de várias freguesias e aldeias do interior de Portugal. Sem escolas não há cantinas, não há refeições, bibliotecas, jardins, papelarias, além da ausência das crianças durante todo o dia, porque estão em viagem.

(Continua…)

Para comparar eis o editorial do homem de peito aberto às balas. Um quase rangelemídio.

Escolas primárias desactivadas de Odemira vão ser convertidas em ‘Open Resort’

Onze antigas escolas primárias de Odemira, atualmente desativadas, vão ser convertidas em alojamentos turísticos, num conceito de “Open Resort”, graças a um projeto que pretende aproveitar o património edificado e natural, enquanto contribui para o desenvolvimento da região.

Num investimento de 1,5 milhões de euros, o projeto é da Fundação Odemira, a quem o município local cedeu os edíficios escolares rurais com o objetivo do seu aproveitamento turístico, recuperando e aproveitando os espaços vazios, enquanto se constituem mais espaços de formação em contexto de trabalho.

Quando querem, até que escrevem coisas com sentido sobre Educação. No caso da edição de hoje, também ajuda a ausência de qualquer crónica do MST sobre o assunto.

Encontra-se disponível aqui. Convém que seja lido, porque quem o evoca em sentido contrário parece ler nele coisas diferentes, apesar do pouco que lá está escrito.

No fundo é um documento vago que, na prática, remete a decisão de encerrar escolas para acordos particulares entre as DRE e as autarquias. Nele nada está acautelado quanto a aspectos específicos relacionados com transportes escolares, refeições, pessoal, etc.

Portanto, quando alguém clama pelo não cumprimento das regras deste protocolo/acordo está a agarrar-se a uma nuvem de algodão doce. O que interessa é saber a que acordos chegaram as autarquias com cada DRE. O que foi assinado. E ou existe ou não existe.  E seria interessante que cada autarquia mostrasse a que acordo chegou, porque ficamos sem saber se há filhos, enteados e bastardos…

A imprensa regional continua a ser essencial para percebermos (ou não) isto tudo:

Listagem do Ministério da Educação é omissa em relação a três escolas encerradas em Santarém

No concelho de Santarém, há 13 escolas básicas do 1º ciclo que já não vão abrir as portas no ano lectivo 2010 / 2011, mas na listagem oficial que a Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRE-LVT) publicou no seu site da Internet só aparecem 10 estabelecimentos de ensino.

A discrepância está na freguesia de Alcanede, onde encerram todos os estabelecimentos de ensino.

Segundo dados fornecidos ao nosso jornal pela Câmara Municipal de Santarém, às escolas que constam da listagem da DRE-LVT – as EB1’s de Casais da Charneca, Pé da Pedreira, Valverde, Alcanede nº1, Vale do Carro, Viegas e Aldeia da Ribeira – há a acrescentar as escolas primárias de Alqueidão do Mato, Barreirinhas e Aldeia de Além.

As cerca de 200 crianças da freguesia vão começar o ano lectivo no novo Centro Escolar de Alcanede, pronto para começar a funcionar já em Setembro e que vai arrancar já com uma lotação próxima da sua capacidade total.

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