Domingo, 1 de Agosto, 2010


The Jon Spencer Blues Explosion, Wail

The Black Keys, Your Touch

… que eles dizem que custa o insucesso? Ainda conseguimos baixar mais os encargos com cada aluno. Se mesmo em 2006, antes dos efeitos do congelamento salarial, o Estado português já era poupadinho nos gastos por aluno, nem quero ver como será quando eles atingirem as suas metas

… ou enterra mais no noticiário nocturno  da SIC, a tentar desfazer o novelo que decidiu fazer.

Para que conste, não gosto de ir à praia ao domingo em pleno Verão. Não gosto de mega-ajuntamentos. Pelo que acabei por me divertir a expreitar os sites dos ministérios escandinavos dedicados à Educação. É a vez do dinamarquês. Confesso que o relatório mais recente me parece o melhor conseguido de todos os que estive a ver hoje, pois analisa o percurso dos alunos em termos de coortes, desde que entram até que saem do sistema educativo, assim como projectam a 10-15 anos qual pode ser o percurso de quem sai do sistema.

O quadro seguinte apresenta do lado esquerdo o número de alunos entrados num dado ano (intake) e os que se formaram (graduated). Embora não seja completamente explícito, o título do quadro dá a entender que se pode tratar de uma coorte (embora o valor para a primeira linha de dados seja anómalo nesse sentido). De qualquer modo a diferença entre matrículas e conclusões apresenta um padrão interessante e natural para cada ciclo de escolaridade, com o aumento da diferença entre os dois valores.

Neste caso

Nem vale a pena comentar muito… basta explicar que eliminar repetências não significa que os ciclos de escolaridade sejam completados no intervalo de tempo mínimo regulamentar. Mas para entender isso, seria preciso… sei lá… alguma capacidade de… bem… eu calo-me.

Bom… eu abro o teclado só para afirmar que, numa perspectiva bastante simplória como a minha, isto significa que 44% dos alunos não completam o equivalente ao nosso Ensino Secundário (nas diversas variantes) no tempo mínimo esperado.

Mas então não é que eles têm estatísticas em que não contabilizam nos ratios o pessoal que não dá aulas? É só ler a pequena nota de rodapé e percebemos logo como se fazem as contas de modo sério.

Claro que por cá se mistura tudo porque dá jeito para atirar para a opinião pública. E depois é estranho que os ratios oficiais de cá parecem muito vantajosos para os professores, até eles chegarem à porta da sala e verem os 25 ou 28 à espera deles e não os 8 ou 10 que lhes dizem que têm… 👿

Então não é que a dimensão das escolas é de um disparate tal que aquilo só pode dar um enorme insucesso? Já sei… são pequenas porque a demografia assim o obriga a ser… O que me faz lembrar um pouco… mmmmm…. estou aqui a esforçar-me…. será que é o interior de Portugal?

Pois, mas eles por lá preferem equipar as escolas pequenas e mantê-las junto das comunidades do que deslocar a petizada toda para os grandes centros…

São tão, tão, tão retrógrados…

Aqui.

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