Alabama Shakes, Hold On

O técnico veio pela manhã cheio de vontade de fazer a instalação. Obviamente – esquecera-se dos famosos postes. Afirmou um “já volto”, que tinha que ir verificar um armário numseiondeporcausadosinal.

Ainda não voltou.

Retrato do país.

Da vitória do Chelsea. Até porque os comentadores levaram 99% do tempo a fazer os cenários da derrota mais do que provável, cheios de imensa sabedoria.

Cech e Drogba, os heróis mais do que prováveis numa equipa à italiana.

A ver se percebo… muitas câmaras estão falidas, mas devem receber mais competências. O ministro que tanto as critica encomenda o estudo que propõe isso. O representante das autarquias aparece a concordar, embora discorde quase sempre que se fala em coisas sectoriais parecidas, reclamando envelopes financeiros.

Apela-se ao PS para aderir a este modelo de sub-regionalização.

Toda a notícia merece leitura atenta aos matizes, às luzes e às sombras…

Estudo defende maior transferência de competências do poder central para o local

… e como se vê não foi só por parte da Parque Escolar…

O insustentável calor dos novos Centros escolares de Santarém

Os novos centros escolares de Santarém foram apresentados como paradigma da construção sustentável. O que justificou custarem o dobro das escolas normais. O problema é que a “construção sustentável” está-se a tornar insustentável para as crianças.
A Associação de Pais dos Alunos do Centro Escolar Salgueiro Maia já pediu a intervenção da autoridade de saúde pública. “É de facto uma questão de saúde pública”, afirmou a O Ribatejo Vítor Bezerra, pai de uma das crianças e médico de Santarém.
“Além do calor insuportável nas salas de aula, existem ainda vários erros na conceção do centro escolar, como os urinóis terem sido colocados a uma altura em que só podem ser usados por adultos, ou existência de esquinas com arestas aguçadas. É preciso que a Câmara atue imediatamente na solução destes problemas antes que aconteça algum problema”, disse Vítor Bezerra.
A vereadora da educação da Câmara de Santarém, Luísa Féria confirmou a O Ribatejo ter recebido queixas da Associação de Pais.

O desconforto de uma classe política fraquinha com a comunicação social é comovente.

Quando chegam ao poleiro todos se esquecem como, quando na oposição, elogiavam o papel de contra-poder da imprensa e televisões…

Matos Correia diz que «os media não se deveriam colocar no papel da oposição ao Governo», referindo-se ao caso que envolve alegadas pressões do ministro Miguel Relvas sobre jornalistas do Público.

Afinal há números sobre a Função Pública. Há números sobre quem ganha mais (olha… não são os profes!) e quem ganha menos (daqui a pouco são também os profes!).

E sobre os maiores efectivos, por ministério e ramo da administração.

E é aqui que o MEC entra na liça e a vontade imensa de, desta ou aquela maneira, fazer desaparecer aqueles mais de 50% de funcionários que, embora não sejam dos mais caros, são muitos.

A alternativa mais à mão são as autarquias (já levaram com o pessoal não docente das básicas)… as tais que se diz serem tão gastadoras, mal geridas e precisarem de uma redução dos quadros.

Ora bem… fiquei confuso.

Expresso-Economia, 19 de Maio de 2012

O mundo mediático anda estranho, ou não fosse ele também empresarial e muito dependente de fluxos publicitários.

Depois de severas críticas ao governo e ao Ministério da Economia por causa do episódio do secretário que saiu porque seria contra os interesses enraizados no sector energéticos e contra a tal coisa das rendas que penalizavam muito o Estado, eis que surge um acordo que não é uma total cedência a esses interesses e os incomoda pelo menos um pouco.

Imediatamente há quem surja em baixa na cotação de popularidade de uma publicação que, há não muito tempo, era distribuída com sacos destinados à reciclagem patrocinados pela EDP.

Coisos do camandro!

Já sei da coisa da globalização e do recorrente pavor ao que alguns chamam, por tudo e nada, socialismo só porque se defende que certos sectores essenciais para a economia, especialmente em países periféricos e vulneráveis, devem ter uma intervenção pública forte.

Mas é impossível não ver como, no caderno de Economia do Expresso (sim ao que eu chego!), se fazem parangonas com o interesse de países estrangeiros na TAP e ANA e se dá espaço ao testa de ferro do governo angolano em Portugal, ao mesmo templo que se noticia como a Endesa e a EDP privatizada, em querendo opor-se a limitações às suas rendas por parte do Estado, podem provocar apagões pelo país.

Parece que, por oposição ao socialismo, isto será o liberalismo.

Quem comprou e é dono, pode esmagar quem usa, o utente, o tal que iria ter liberdade de escolha.No fundo, tem direito a escolher quem o poderá apagar.

E o Estado, tendo vendido, fica sem forma de contrariar com eficácia, até porque o mercado é pequeno e…

O ministro da Educação volta a revelar algum desconhecimento sobre as condições concretas e quotidianas do funcionamento das escolas em questões que aconselhariam a não emissão de juízos de valor apenas com base em números.

Vejamos:

Um em cada quatro dos alunos sujeitos a um plano de recuperação não alcança os seus objectivos, um número considerado hoje “elevadíssimo” pelo ministro da Educação.

A mim espanta – se não conhecesse as coisas – é que três em quatro alcancem. No final do ano lectivo passado fiz parte da equipa que despejou os dados dos planos dos alunos do 2º ciclo na base de dados MISI, pelo que conheço de muito perto como as coisas acontecem, não apenas por fazer parte dos Conselhos de Turma que produzem esses planos de recuperação.

Mas como sei que muitos planos existem apenas porque um docente indicou um aluno para apoio na sua disciplina… também sei que muito objectivos são alcançados desde que o aluno vá a essas aulas e melhore um pouco. E seja preciso, no 3º período, trabalhar para as metas

O que deveria existir nesta matéria é uma análise diversa, de acordo com as características de cada plano, da que é feita. Porque uma coisa é um plano para um aluno com enormes problemas de comportamento e desempenho e outro é um plano porque dado(a) docente que defender-se ao máximo e propõe meia dúzia de alunos para apoio embora lhes dê o malfadado 3 menos (uma ficção real da avaliação) no fim do período.

E deveria fazer-se uma análise do percurso dos alunos cujo currículo é todo ele um plano de recuperação (caso dos PCA) me como é que funciona a sinalização e acompanhamento desses alunos.

Se os planos de recuperação conseguissem que 3 em cada 4 alunos em risco se safassem ao insucesso e abandono seria muito bom.

Mas a realidade é ligeiramente mais complexa do que isso.

E com a escolaridade para 12 anos, tudo isto vai distender-se até final do Secundário e teremos candidatos à Universidade (e posteriormente alunos, que a caça anda apertada em nome da sobrevivência de muito curso, departamento e etc) com planos de acompanhamento daqueles que pedem maior envolvimento parental na superação das dificuldades, um caderno diário actualizado, etc, etc.

Para não falar nos PIT, que nunca mais acabam, eles mesmos herdeiros daquelas coisas que se chamavam Provas de Recuperação. Tudo coisas feitas em nome de algo que coiso.

Duarte Lima terá denunciado rede de lavagem de dinheiro a troco da mudança para prisão domiciliária

A minha única questão é: a quem interessa exactamente que se saiba, , o que terá sido confessado por Duarte Lima?

A capacidade para a aguentar varia muito com cada um. Cada função social ou política implica um acréscimo à carga normal. A legitimidade para a aplicar nem sempre é clara e há abusos evidentes da sua aplicação, com fundamentos indevidos, aqui, ali e acolá.

O problema é quando alguém que gosta de a aplicar, se queixa quando ela vem de volta. Ou quando demonstra não ter capacidade para a gerir, quando antes parecia ser uma espécie de dominador na matéria.

Isto não é inimizade, é constatação.

O Manifesto Para Uma Aliança Bloco-PS.

Gosto da estética-pós-retro. O conteúdo, já o li muitas vezes.

Sucedem-se conferências, debates, encontros, sobre como será o mundo daqui a mais do um par de dias.

Na SICN ontem parecia um não acabar de personalidades em desfile a falar de como será o país em 2025, quando uma minoria dos intervenientes cá estará para confirmar (desculpem a indelicadeza, mas só se a criogenia fizer parte desse futuro…).

Hoje, e não só, há imensos anúncios de pomposas iniciativas destinadas a debater as saídas da crise, o além-2013 como se estas pessoas, nacionais e internacionais, fizessem a mínima ideia do que se aproxima ou do que será possível fazer, com eficácia, para superar os problemas que, num passado mais ou menos recente, ajudaram a criar ou não souberam prevenir.

É patético ver painéis de sumidades extremas a perorar, em espaços sumptuosos e caros, sobre tudo aquilo que não fizeram, foram incapazes de inspirar a fazer ou incapazes de prever, mas agora sabem como será.

Beyond 2013 proclama aos ventos todos um anúncio de página inteira!

Mas vocês fazem lá ideia!

Tomara eu (e muito mais gente) que soubessem!

Não falamos de gente desconhecida, de analistas marginais ou opinadores underground. Falamos de gente multi-certificada pela academia, hiper-premiada pela sociedade, mega-divulgada pelos média, super-adulada pelos sucessivos poderes. Ou, em alternativa, gente que exibe pergaminhos de grande sucesso no empreendedorismo, nomes sonantes da inovação, tudo gente bem consigo mesma, descrente dos outros, sempre de veia inflamada quando se trata de demonizar o húmus em que cresceram e se desenvolveram.

Como plantas viçosas e vistosas a desprezar o estrume alimentício.

Poupem-nos a tanta sabedoria.

Foram vocês que nos trouxeram até aqui ou que, por apatia, incapacidade ou maior interesse por honrarias simbólicas ou materiais, deixaram que nos trouxessem.

Agora, no mínimo, seria de pudor mínimo não aceitarem que se gaste tanto dinheiro e tempo a discutir como perdemos tanto tempo e dinheiro.

Mas é verdade que é curtinho e demonstra pouco… e assim até o presidente do Conselho de Escolas foi agregado… neste caso constituindo-se uma agrupamento curioso nas caracteristicas das partes…

Parecer sobre a eventual agregação da ESJGF

Escola Secundária José Gomes Ferreira

No passado dia 27 de abril, o Conselho Geral da ESJGF emitiu o seguinte parecer.

Parecer do Conselho Geral da Escola Secundária José Gomes Ferreira

Considerando:
● as características do território educativo de Benfica;
● o total de alunos que frequentam o ensino oficial não superior (por somatório do número de
alunos dos agrupamentos existentes e da Escola Secundária de José Gomes Ferreira, cerca de
quatro mil e duzentos);
● que esse número ultrapassa em muito o razoável para garantir a coerência do projeto educativo e a qualidade pedagógica das escolas;

é parecer do Conselho Geral, reunido a vinte e sete de abril de dois mil e doze, que a Escola Secundária José Gomes Ferreira deverá manter a sua identidade própria, conservando o seu projeto educativo, comprometendo-se embora a colaborar em parcerias, sempre que se julguem necessárias, com a agregação que vier a ser constituída no território educativo de Benfica, de forma a assegurar os princípios gerais, critérios e requisitos do Despacho n.º 5634-F/2012.

Pelo Conselho Geral,
O Presidente

Peculiaridades da Justiça Portuguesa, 18-05-2012:

A libertação de gases asfixiantes é crime. O furto pode ser o exercício público de um direito e como esconder milhões de euros e enganar um tribunal.

The Bolshoi, Away

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