O Banco de Portugal está no epicentro das conexões.

Directores deixam Banco de Portugal para serem sócios da PwC

O director e o director-adjunto do Departamento de Supervisão Prudencial, Luís Costa Ferreira e Pedro Machado, entram para a PwC em Janeiro.

Só isso explica que tenha estado a ouvir o Pires de Lima elogiar o desempenho do país numa série de rankings perfeitamente irrelevantes para a nossa vida.

E quase deu Portas a vida (política) por este homem.

Na mesma nota, a PGR esclarece ainda que “a magistrada do Ministério Público, Maria José Morgado [directora do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa], em momento algum da participação recebida do Ministério da Justiça é indicada como suspeita”.

… afinal não passou de uma criação da imprensa.

Parece que, apesar de preguiçosos e patéticos, os jornalistas, são muito criativos.

… que metade dos professores colocados a semana passada já se foram embora para outras paragens.

Este modelo de colocações, que nunca é por demais explicar que funciona assim à parva por ser descentralizado e permitir que uma pessoa seja colocada dezenas de vezes ou em dias e semanas seguidas e (em nome da liberdade de escolha, hélas!) ir escolhendo as hipóteses menos malignas, é um portento da estupidez de que não se pode responsabilizar apenas um director-geral, as pobres das maquinetas ou o algoritmo que não nasce de geração espontânea.

Este modelo está profundamente errado, mas aproveitar isso para avançar para uma ainda maior desregulação das colocações dos professores contratados (e mais tarde… as próprias entradas nos quadros?) é apenas aprofundar o buraco em que nos enfiaram.

Eu sei que o spin metido nisto até parece funcionar junto dos pobres de espírito e dos convertidos ao disparate, mas é muito importante sublinhar que os sacrificados maiores são os alunos, mesmo se o tempo está bom para um horário cheio de furos à segunda metade dos anos 70 e para um ajustamento maior dos namoros da estação.

Mas, claro… para a semana está tudo resolvido.

Como seria de esperar, os pedidos de decsculpa de alguns ministros destinaram-se apenas a arrefecer o ambiente durante uns dias.

A fase seguinte, o processo de reformulação em curso (prec), caracteriza-se por culpar os informáticos e os computadores por sabotagens e bloqueios.

Agora é na Educação, em que um alegado “bloqueio” fez com que fossem disparados emails em todas as direcções. Ainda estou para perceber como um “bloqueio” em vez de produzir um “bloqueio” (ler a definição aqui) produz o seu oposto…

Claro que estas manobras de spin até podem ser assumidas com toda a sinceridade por personalidades algo messiânicas, que acreditam não ser suas as falhas mais do que evidentemente demonstradas. Quer a ministra da Justiça, quer o ministro da Educação já demonstraram incluir-se neste tipo de perfil.

IMG_7261

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 950 outros seguidores