Parentalidades


A disputed diagnosis imprisons parents

… e não fica com a menor parte do trabalho…

Será que “no âmbito dos alunos e das famílias” só se pode fazer isto para combater o insucesso e abandono escolar?

– Corresponsabilizar-se pelos programas e medidas de melhoria e reforço das aprendizagens estabelecidas para cada aluno;
– Promover o desenvolvimento de atitudes que facilitem os processos de aprendizagem, responsabilizando-se pelo acompanhamento das eventuais situações de indisciplina detetadas em sede escolar e pelo cumprimento das medidas constantes dos programas de recuperação;
– Valorizar e envolver-se nos processos de representação parental nos diferentes órgãos e estruturas escolares.

Sendo que, em boa verdade, a terceira recomendação é para a fotografia.

Responsabilização directa, assim à primeira vista, é pouco mais do que zero.

 

 

Sócrates tem direito a violar a lei

 

Leis estas geradas pelos veras e pelo 44. Parece-me algo de depravação sexual.

 

socrinhasalpha

… preocupados com o ambiente de escola e com as condições de aprendizagem dos seus educandos, tal como eu.

Gastem uns 10 minutos por dia para relembrar-lhes coisas muito simples e básicas para o bom convívio de todos.

  • O pátio, corredores e espaço diante das salas de aula não são ringues de wrestling.
  • O tom de voz deve depender da distância a que se encontra o interlocutor e não do máximo que podem atingir as respectivas cordas vocais, sejam quais forem os locais ou circunstâncias.
  • A forma de responder a um@ professor@ ou funcionári@ não deve começar obrigatoriamente por um “não” ou “não fui eu” ou “não fui o único a fazer isso”.
  • A forma de se sentar e estar numa sala de aula não é a mesma de se sentar ou estar numa esplanada.
  • Se todos acharem que devem ser @s primeir@s a falar, acaba por ninguém se entender.
  • O vocabulário a utilizar no espaço escolar e na sala de aula deve ser mais ou menos equivalente ao que se deve usar, sem perigo, num jantar de família.

Há mais coisas, mas se isto for lembrado todos os dias, ou dia sim, dia não, mesmo atingindo quem se comporta bem, muita coisa poderá melhorar.

Ahhh… e não se esqueçam… nem sempre o voss@ filh2/educand2, lá por ser @ voss@, não tem automaticamente razão em todas as situações. Mesmo que tenha em 80% (uma proporção muito razoável), haverá sempre uma ou outra vez em que não tem e é aconselhável averiguar primeiro, antes de dispara(ta)r.

 

Só se admira quem não vê certas coisas à porta das escolas e por aí, com o beneplácito destes justiceiros parentais que culpam tudo e todos por aquilo que são apenas as suas próprias falhas e incapacidades. Mas, as culpa não é del@s.

Desta vez, foi em Abrantes.

Back-to-School Resources for Parents

Find resources to help children begin school with a positive mindset, support their transition into a new school year, and prepare them for fall learning.

Da(s) Morte (s)

Por uma questão de sobrevivência, tenho que acreditar que nada é por acaso. Morreu um jovem. Ninguém aceita a morte. Muito menos a de um jovem. E nós, pais e mães, sentimos uma parte duma dor inimaginável porque somos pais e somos pais. E não aguentamos essa dor reflexo e não queremos imaginar mais.

Repito: morreu um jovem. Todos sabemos que nenhum jovem pode morrer. Porque é jovem. Morreu um jovem. A avidez sobre esta morte leva a uma desmultiplicação de reacções sobre a morte deste jovem.

Morreu um jovem e aqueles que o amavam acima de tudo desejaram essa dor privada, recatada, longe dos olhos voyeuristas do mundo.Morreu um jovem. Com um pai e uma mãe. Com uma mãe que todos pensamos conhecer pelo menos o suficiente para partilhar dessa dor. Uma mãe-mãe. Uma mãe que não é uma “mãe qualquer”. Uma mãe jornalista.

Morreu um jovem e morreu uma mãe. E pela minha cabeça passam imagens tantas vezes repetidas e filmadas até à exaustão até ao pormenor das rugas de olhos que choram ou que já nem têm lágrimas.

Morreu um jovem e com ele morreu uma mãe. E a dor torna-se e revela-se pública. Como todas as dores da viúvas dos pescadores de Caxinas ou de órfãos das grandes catástrofes. Com zooms repetidos sobre olhos que se quereriam espelhos de uma alma protegida das lentes de quem as filma. Em nome de uma qualquer deus maior que se chama interesse público ou audiências ou o que quer que lhe queiram chamar.

Repito: morreu um jovem e morreu uma mãe.

E termino como começo: por uma questão de sobrevivência, tenho que acreditar que nada é por acaso.

Ana Mendes da Silva, mãe, 1 de Julho de 2014

Braga: Pai em fúria agride funcionária na escola em frente aos filhos

Uma funcionária foi agredida a murro por um pai, ontem de manhã, no Centro Escolar de Maximinos, em Braga.
O alegado agressor, pai de dois alunos do Centro Escolar de Maximinos, queria deixar as crianças por volta das 8.15 horas e reagiu mal quando lhe foi dito que a escola só as pode receber a partir das 8.30 horas. O pai forçou, então, a entrada, no recinto escolar, agarrou a funcionária, encostou-a à parede e agrediu-a, confirmou ao ‘Correio do Minho’ o director do Agrupamento de Escolas de Maximinos, António Pereira.

Bulimundo, pá, controla lá isso…

More people are putting off parenthood. What will that mean for their kids?

Por vezes não gosto muito do seu liberalismo descontextualizado, mas há sempre dias assim, em que concordo em pleno:

Lei seca para os filhos? E uma palmada nos pais

(…)
Por que razão uma lei seca sobre menores de 18 anos não resolve nada? Porque haverá sempre o amigo de 18/19 anos a comprar bebidas para depois distribuir pelos amigos ainda menores. Dizem que esta prática tem uma alcunha espanhola, o botelhão. No meu tempo, o fenómeno tinha um nome mais simples, a litrosa. Mas, como é óbvio, o ponto não está nesta natural rebeldia dos filhos, mas na cobardia dos pais. Se um jovem de 16 anos passa do normal beber-umas-cervejas-com-amigos para um demencial olá-sou-o-Jorge-tenho-16-anos-e-sou-alcoólico, isso tem apenas uma causa: os pais não colocaram travões no menino. Os paizinhos, moderninhos, amiguinhos dos filhinho, quiserem perceber as bebedeiras do “Jorge”, como se fossem um cruzamento entre psicólogos e amigos. No processo, toleraram algumas dezenas de carraspanas sem um castigo à altura. Porque um castigo podia traumatizar o “Jorge”, coitadinho. E sabem que mais? Estes são os mesmos pais que oferecem ao filho um carro de 200cv assim que ele tira a carta. E depois falam em azar quando o “Jorge” tem um acidente. Quem diria? Apesar de não ter mãos para um kart, recebe uma bomba com 200cv. Quem diria? Mas, ora essa, o “Jorge” queria muito aquele carro e a “gente não teve coragem para dizer que não”.

What’s so bad about American parents, anyway?

(…)

The simple answer is no. Of course we love our children and want what’s best for them. Our problem is that we’re not sure what, exactly — in our driven, achievement-oriented country — is best. Perhaps instead of snapping up the latest foreign fad or obsessing over every international test score ranking, American parents would do well to look no further than a very American ideal: the pursuit of happiness.

How About Better Parents?

IN recent years, we’ve been treated to reams of op-ed articles about how we need better teachers in our public schools and, if only the teachers’ unions would go away, our kids would score like Singapore’s on the big international tests. There’s no question that a great teacher can make a huge difference in a student’s achievement, and we need to recruit, train and reward more such teachers. But here’s what some new studies are also showing: We need better parents. Parents more focused on their children’s education can also make a huge difference in a student’s achievement.

Tal como um projecto de ADD pré-eleitoral teve Santana Castilho como pai assumido, a proposta que chegou 6ª feira à noitinha aos sindicatos e comunicação social tem Ramiro Marques como progenitor orgulhoso de quase todas as medidas nela contidas.

A este facto convém acrescentar as declarações que lhe são atribuídas na página 12 do DN de hoje e segundo as quais a isenção de avaliação do 8º escalão para cima (com a qual concorda), «neutralizou o grupo que criava mais conflitos nas escolas».

Na mesma peça, pode ler-se quase a abrir que «os sindicatos não se opõem a esta medida».

Temos, portanto, uma aliança de posições nesta estratégia de neutralização, que deixa de fora alguns tipos esquisitos como eu e o Ricardo Silva da APEDE.

Mas, pelo menos, fica tudo muito mais claro. E é bom que se assuma quem aceita assinar por baixo este tipo de remendos e truques.

Os pais nunca foram tão bons como agora

Uma coisa é a busca de informações de tipo técnico para acorrer a certas situações mais específicas, outra quererem fórmulas mágicas em 50 a 100 páginas.

Para a próxima, pensem nisso, quando acharem giro ser mamãs e papás. É bom pedir ajuda, mas ajuda do tipo fast-food ainda acentua mais a irresponsabilidade actual. E depois querem que os professores, em algumas horas semanais, consigam ter para 150 (ou mais) crianças e jovens uma capacidade de individualização da relação que, como pais, não conseguem.

Mães e pais devem ser – SEMPRE – os primeiros educadores. Demitiram-se progressivamente disso 8, 10 ou mais horas por dia, a ceitando o modelo da Escola a Tempo Inteiro como recurso útil. Agora querem instruções para as poucas horas que a miudagem está em casa, acordada.

Apetecia-me fazer uma série de observações politicamente muito incorrectas sobre a decisão e o acto de fazer meninos por parte de muita gente (e não falo de pessoas das chamadas classes desfavorecidas que essas não andam em busca de livrinhos de auto-ajuda, são obrigadas a VIVER), mas a esta hora as crianças estão acordadas.

Pais cada vez mais adeptos de “manuais de instruções”

Editoras dizem que os pais procuram cada vez mais “manuais de instruções“. Especialistas e educadores alertam que cada criança é única.