A Honestidade Vale Quantos Euros?


Nunca conseguiria, por muito que tentasse e nem quero.

 

je vais me jeter.

 

 

Sócrates emocionado com presentes de Barbas
Aligator tears.

Da peça do Expresso sobre o mesmo assunto do post anterior, outra vez com o Queirozeze a negar “perfídia” e a vender banha da cobra. Nos maiores 25 desvios, desta vez medidos pela sua frequência na notas internas, a presença das escolas privadas é esmagadora e completamente desfasada do seu peso global na rede.

Exp24Jan15As declarações do Queirozeze a repetir a mesma inanidade, tipo k7.

Exp24Jan15b

 

E agora as declarações dos autores do estudo:
Exp24Jan15aExpresso, 24 de Janeiro de 2015

 

 

Cela Da Morte. Para ler.

 

Nunca pugnou por um país mais pobre – porventura para ser mais rico. Foi apenas um caso mediático de criminoso.

 

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“eu é que sou o presidente da cambra!”

 

A ministra das Finanças insinua que não se recebe dinheiro da troika por causa da decisão do TC, mas esquece-se de dizer que o prolongamento do programa assistencial foi pedido pelo Governo.

O prazo inicial era 17 de Maio e assim foi comemorado pelo vice.

Claro que a ministra Maria Luís faz jogos de linguagem em cima de artifícios da sua responsabilidade. Se é mentir? Para mim, é pior!

PortasZero

 

Coentrão “perdoado” por comprar carta de condução

 

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, referiu hoje que o transporte individual no centro das cidades desceu 25%, voltando a atribuir a redução de validação de títulos no transporte público à fraude. “Para onde é que foram as pessoas?”, disse, recusando que o desemprego seja um factor a contribuir para a redução de passageiros.

Adoro, adoro, adoro, estes políticos com problemas de enquadramento com a realidade.

E que disparam logo com base em parâmetros que lhes são reconhecíveis.

Primeiro exemplo: o Papa não disse nem escreveu pela exclusão do burro e da vaca do Presépio, apenas que tal não estava referido na Bíblia; mas que os aceitava.

Vai daí, os da CS – em vez de referirem a notícia – deitaram-se a interpretá-la na sua falta de urbanidade, são sumos nisso; e o resultado foi a mentira.

Pior, os adeptos da Coca-Cola do Pai-Natal, quais coristas NO a tentarem fingir de bloquistas bicefalóides, fizeram o resto.

Porque mente a CS?

… a fazer a alguns comentadores.

É verdade que só mantenho este blogue e tenho as opiniões que tenho – em regra muito cómodas para um tipo sem cartão, colectivo, credo ou obra – porque estou à espera de um tacho.

É isso mesmo. Desculpem ter andado estes anos a negar as evidências…

Porque a paciência se vai esgotando mesmo… E por trapalhice pode ler-se outra coisa menos caridosa…

Nogueira Leite em todo o seu esplendor, ou seja, no esplendor de quem acha que o dinheiro é o factor essencial para a seriedade e honestidade de uma pessoa, por serem (de acordo com a sua lógica) bens transacionáveis.

Nogueira Leite: “É muito díficil encontrar um gestor sério e competente por quatro mil euros”

Esta lógica que acaba por irmanar laranjinhas e provocadores encobertos de esquerda, é a de que as pessoas vendem os ideais por dinheiro.

Eu compreendo pois é aquilo que conhecem de perto, pois são mais do que muitos os exemplos de grandes puristas que trocaram os ideais (mas não o esquema mental totalitário, preconceituoso e deficitário em muita coisa) por lugares e negócios. É vê-los a gabarem-se dos lucros conseguidos como gestores em empresas da área que tutelaram no Governo e que abominavam no início da carreira política.

É vê-los a abjurar a velha fé. De forma vocal ou meramente com a sua prática de vida, mesmo quando juram a pés juntos que a mantêm.

É vê-los, numa outra escala, a viverem as suas pequenas glórias do amiguismo nepótico autárquico, reflexo perfeitamente mimético do relvismo-passismo dos grupos de trabalho.

O problema é que estas pessoas (escola NL, com MBA fora de portas e regresso rápido para cátedra vitalícia) sentem-se acima do vulgo, maiores do que um país, detentores de uma sapiência só acessível aos iluminados que conseguem ler dois livros em inglês e esfarrapar a língua portuguesa quando deixados a si mesmos (basta relembrar as prosas de NLeite no Albergue Espanhol).

Nogueira Leite, uma espécie de António Borges mas sem a extensão da experiência fora da zona de conforto nacional, é um daqueles casos notórios de quem cedo se sentiu primus inter pares (imbecilis?), mas em regra caladinho o suficiente para, qual cavaco prefaciador, ir acumulando cargos de responsabilidade, mas sem nunca denunciar o que agora já consegue, embora tenha convivido com os que agora chama artistas durante décadas.

Estes whistleblowers (estou só a fugir à minha zona de conforto linguística, a emigrar um pouco em homenagem ao estilo british tuga de NLeite) do dia a seguir ao seguinte sempre me causaram a chamada espéce. Por onde andaram em devido tempo de afundamento da banca nacional? Que faziam enquanto as coisas iam correndo mal, mas não para as empresas que administravam à sombra da presença tutelar do Estado que agora criticam?

Estavam afónicos, afásicos, apáticos, ou meramente à espera?

À espera de quê?

Mas o pior, o mais triste, é mesmo ver que acreditam que só é possível ser-se competente e honesto em troca de muito dinheiro.

Ou ter de ler que…

“Não espero que me seja atribuido o salário que a lei permite, porque seria muito acima dos meus colegas, porque antes eu também ganhava mais. Não vejo que seja possível haver uma harmonização de vencimentos no conselho”, explicitou. “Se o governo disser que continuamos a ganhar o que ganhamos, para mim encantado da vida”

Para quem não tenha percebido o que está escrito, não se sintam mal. As ideias alinhadas em poucas frases são completamente incoerentes.

Para quem disser que este é um post ad hominem, só posso confirmar, porque detesto que me digam que não há quem coloque o nome aos bichos, mesmo se depois criticam quando eles são colocados.