Para encerrar o ano de 2010 com as contas em ordem, acabo de enviar cheque com o montante da segunda tranche do pagamento do 3º parecer solicitado ao doutor Garcia Pereira.

Em virtude de problemas de tipo burocrático – nomeadamente o ter expirado a data de validade dos cheques da conta original – este segundo cheque foi passado a partir de uma conta minha pessoal. Em devido tempo se fará algum acerto agora em falta na quantia disponibilizada.

Aproveito para agradecer a imensa generosidade dos quase 1900 contribuintes para a conta original e que permitiu pagar os dois primeiros pareceres, a sua apresentação pública no Hotel Altis e ainda parte deste terceiro parecer. Agradeço ainda mais a dedicação de quem contribuiu nestas últimas semanas para que o quantitativo em falta aparecesse. Fruto dos tempos, sinal da desmobilização, apesar do blogue ter mais ou menos o mesmo nível de acessos, consciência de que um atropelamento brutal está a acontecer com escassas hipóteses de escapatória, desta vez foi possível mobilizar apenas 10% dos contribuintes originais.

Isto significa que a conta será fechada e que em 2011, até para minha sanidade mental, este tipo de iniciativas não se repetirá, apesar do gozo especial que deu o que foi feito até ao momento.

Aos resistentes de sempre, renovo o meu imenso obrigado (aos desistentes também, em especial os que se tornaram hiper-críticos) por este par de anos bem passados, mas extenuantes. Os tempos são outros e agora há que exigir – de novo – que quem tem a obrigação de fazer (sindicatos e outras organizações representativas de escolas e professores), faça mais e melhor. Que tenham aprendido algo como, por exemplo, a imensa necessidade de legitimarem a sua conduta de representantes na consulta não condicionada e atempada aos representados. E preferirem o contacto com os (ainda) colegas do que com os parceiros.

Por mim, continuarei com o blogue em funcionamento, mas pretendo recolher-me daquilo que alguns consideram ser um excessivo protagonismo individual ou uma sedução pela visibilidade pessoal. Não porque tenha aceite qualquer convite para qualquer outro lado, mas apenas porque a minha vida, pessoal e profissional, não foi nada disto durante 42-43 anos. É tempo de voltar a alguma normalidade e ao que sempre foram os meus ofícios: escrevinhar alguma História e tentar ensiná-la (e a partir de certa altura a linguagem que falamos) a pessoas no início da adolescência.