… o golo do Lima era “aquilo que todos esperavam neste estádio”.

Não sei se está a incluir os jogadores do Olhanense… :-)

Secret Teacher: if you want teachers to be happy in the job, show them respect

Valuing and supporting students is a fundamental part of teaching. So why don’t we show the same concern for our colleagues?

… o Mourinho perdeu ontem com o último.

Embora, para ser rigoroso, ele não disponha de grandes simpatias entre os senhores do apito…

(e sim… o golo do sportengue, ontem, resultou de um penalty inexistente… mas levámos dois jogadores castigados para o jogo com o Nacional… e o Cosme Machado é… pois… coincidências… dá com uma mão e tira com a outra…)

Devíamos ainda pagar mais a este governo que tanto zela pela saúde de todos, desde jovens.

Cantinas universitárias servem menos um milhão de refeições

Em quatro anos houve uma quebra de um milhão e 200 mil refeições servidas nas cantinas do ensino superior público. Os estudantes “preocupam-se em trazer comida de casa”, diz o administrador dos serviços de acção social de uma das instituições.

Na falta de vontade para escrever sobre coisas mais interessantes – ou não – vou gastar algumas linhas com um comentário, algo lateral, acerca da incomodidade que alguns políticos sentem ao serem criticados por cidadãos comuns. Ou por alguém que julgam querer passar de cidadãos comuns a algo mais.

Não interessam agora os detalhes pessoais da coisa, pois nem foi caso inédito ou singular. Ainda me lembro da violenta reacção daquele Amorim morcão quando eu ousei questionar-lhe qualquer coisa ou mesmo uma reacção (pública, através do fbook) para além de qualquer minha deselegância de uma ctual secretários daqueles que não vão além de adjuntos.

Só que recebi recentemente um mail de uma pessoa da nossa classe política que não conheço pessoalmente e com quem nunca me cruzei na vida, mas que tive a sorte ou o azar de ter como governante e parlamentar e sobre cuja acção – neste caso, será mais inacção – tive a ousadia de dar a minha opinião aqui no blogue com uma sinceridade que parece ter sido contundente.

Ora bem… é a vida!

Tal como eu me presto a levar na cabeça pelos disparates que digo ou faço, com uma notoriedade a uma escala micro, também quem se deixa ir para cargos de responsabilidade macro se deve preparar para que nem toda a gente fique em estado de adoração.

Nem sequer se tratou de um texto particularmente adjectivado, mas parece que deixou um dos alvos com menor admiração pela minha sabedoria (e aqui sou obrigado a sorrir) e decidiu dar-me isso a conhecer.

O que eu até acho bem, aproveitando na minha resposta para corrigir factualmente a adjectivação efectivamente usada no tal post.

E para esclarecer que entre uma “sabedoria” mansa e moribunda e uma “não-sabedoria” ainda com alguma vida cá dentro, não há hesitações nenhumas da minha parte.

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DJ Cassidy, Robin Thicke e Jessie J., Calling All Hearts

A propósito do quotidiano na sala de aula

Recentemente evidenciou-se no turbilhão mediático diário, a noticia da publicação de um livro sobre o quotidiano na sala de aula, publicado pela Fundação Manuel dos Santos (que convém lembrar que é financiada pelo Alexandre Soares dos Santos, patrão do grupo Jerónimo Martins, vulgo Pingo Doce…). Essa publicação até gerou um contencioso intelectual entre a autora do livro, uma professora universitária (Maria Filomena Mónica) e um professor(zeco) do ensino básico, comentador no jornal Público e bloguista (Paulo Guinote). As entrevistas da autora sobre o tema do livro desiludiram-me porque a sua forma de expressão resvalou para alguma brejeirice e populismo, com generalizações falaciosas tipicas de ‘conversas à mesa do restaurante’; numa professora universitária, esperava uma argumentação sólida, cientifica e rigorosa. No que respeita ao conteúdo do livro, é algo banal para os professores e recorrente há muitos anos, de modo que é integralmente veridico; contudo, as intenções da autora serão contraproducentes porque esse conteúdo pode ser utilizado de forma perversa pelo poder politico para justificar a diminuição ou extinção do serviço público de educação.

Efetivamente, um problema central no processo de ensino-aprendizagem, é a indisciplina dentro da sala de aula, evidenciada por variados tipos de comportamento- conversas entre vários alunos que são barulhentas, brincadeiras entre os alunos, uso de tecnologias ignorando as atividades letivas, atitude passiva dos alunos que ignoram o trabalho do professor, violência, etc.- que demonstram o desinteresse do jovem pela função da escola; as causas desses comportamentos são variadas: genéticas, fisiológicas, sócio-económicas, psico-emocionais, familiares. Todavia, este problema sempre existiu, noutros contextos históricos e pedagógicos, pois também os nossos avós e bisavós contam histórias dos jovens que fugiam para não ir para as aulas, que eram levados ‘pelas orelhas’ para a aula, etc.. Portanto, a diferença está no agravamento em quantidade e qualidade dos comportamentos perturbadores, que também começaram a surgir no ensino universitário, de acordo com as mais recentes declarações de professores de várias universidades do país.

Considero que a mudança do paradigma sócio-económico e tecnológico teve uma função fundamental no despoletar do incremento dos comportamentos desviantes e indisciplinados: a implemetação de um modelo em que o cidadão é primordialmente consumidor e que a sua satisfação pessoal é o objetivo estratégico das instituições. Deste modo, cria-se um produto e apresenta-se ao consumidor; se lhe agrada, aumenta-se a produção e se não lhe agrada, elimina-se e inventa-se outro produto que o satisfaça, e é mantido até o consumidor se saturar passando então para uma nova invenção, gerando um processo ad eternum. O consumidor é um agente passivo, que se limita monarquicamente a escolher e a rejeitar o que lhe é apresentado, sem a minima preocupação de iniciativa individual da busca do que lhe é necessário. Conhecendo a propensão genética humana para o hedonismo, esse paradigma é ampliado no ambiente lúdico e do entretenimento, gerando atualmente áreas de negócio de milhões de euros.

Foi este paradigma que foi transportado para dentro da sala de aula, já que a escola é parte integrante da sociedade e reflete inevitavelmente a sua estrutura. Durante anos existiu um desfasamento entre a organização social (no jargão pedagógico denominada escola paralela) e o sistema educativo, nomeadamente ao nivel tecnológico; a evolução das telecomunicações, tecnologias audio e video, criaram ambientes mais hedonistas na sociedade do que no ambiente escolar, que não acompanhou essa evolução. Por isso, eu defendia a tese de que a implementação tecnológica na escola iria colmatar esse desfasamento e finalmente aumentar o interesse e motivação juvenil (e consequente disciplina) no ambiente escolar. Em determinado momento, surgiu um grupo de decisores que enveredou por essa implemetação, apetrechando a escola com os equipamentos que também existiam na sociedade (computadores, projetores multimedia, quadros interativos, audiovisual, etc.); contudo, após alguns anos, verifiquei o quanto errada estava essa tese, porque o desinterese e desmotivação juvenil (e consequente indisciplina) no ambiente escolar continuava a grassar. E foi então que se fez luz na minha mente: o problema não estava na logística mas…no conteúdo!…

A função da escola é incompativel com o paradigma do cidadão-consumidor, pois o professor não pode estar em permanente construção de produtos até agradar ao público juvenil diverso que serve, porque a escola não produz mercadorias mas disponibiliza conhecimento e ensina a obter competências cientificas, linguisticas e de expressão. Por isso, mesmo tendo os equipamentos tecnológicos idênticos aos que são usados pelos cidadãos, os conteúdos que a escola utiliza nesses equipamentos não interessam ao público juvenil, porque não são eminentemente hedonistas, lúdicos e de entretenimento. No passado surgiram decisores que enveredaram pela implementação do modelo pedagógico ‘aprender brincando’ para emular o paradigma do cidadão-consumidor na sala de aula; os resultados desse modelo estão evidenciados pelas estatisticas, pois foi tentar que um elefante aceitasse dormir numa casota de cão…

Todos os profissionais da educação experientes sabem que os alunos gostam da escola mas não gostam das aulas porque encaram a escola como um local que proporciona os espaços para o convivio, relações de amizade, entretenimento e lúdico, contrariamente ao espaço sala de aula. O sistema educativo foi criado para certificar perante a sociedade, que os cidadãos obtiveram um conjunto de conhecimentos e competências que os capacitam como contribuintes para o funcionamento dessa sociedade; os conteúdos que a escola apresenta para que sejam obtidas essas competências, não têm a estrutura hedonista e lúdica que é desejada pela mente humana juvenil, exposta desde a infância a esse hedonismo e entretenimento, pelo que se vai inevitavelmente gerar um conflito de interesses, e consequentemente, comportamentos indisciplinados e desviantes.

Consequentemente, o desafio (utópico?) da escola é inventar um método pedagógico e didático que aplique os conteúdos cientificos e linguisticos que os programas curriculares consignam como fundamentais na formação do individuo, de modo a permitir que os jovens obtenham as competências necessárias, de forma hedonista e lúdica, para exercerem as suas funções de cidadãos, e que seja imune a todas as interferências (contexto familiar, sócio-económico, genético, fisiológico, psico-emotivo) do processo de ensino-aprendizagem.

Mário Silva

Como na imagem, primeiro deve ser o do Damásio, para perceber como o nosso cérebro funciona e como somos conscientes dele e de tudo o que nos rodeia. O do Stossel é muito bom para acompanhar o caso de um cérebro em que os circuitos começam a baralhar-se muito cedo.

Ler para aprender é um prazer sempre renovado.

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… não me importava nada de deixar uns pontos aos belééénnnss na luta pela sobrevivência.

E sempre se prolongava a esperançosa agonia portista.

Leiam os livros antes de citarem automaticamente coisas giras, que nem sabem onde ou quando foram ditas ou escritas.

Muito me divertem as piruetas dos politólogos de trazer por casa. Quem defendia a legitimidade revolucionária do povo ucraniano pós-europeu está contra a legitimidade do povo ucraniano pró-russo.

E vice-versa.

Só falta mesmo ir para lá alguém distribuir bandeirinhas da URSS.

… porque este povo anda muito bem alimentado. Há ainda muita margem para emagrecimento.

Mas nada de cortar no sal, pois puxa à bejeca e de vender bejecas o ministro sabe.

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Público, 19 de Abril de 2014

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The Flaming Lips, Race for the Prize

… até por vir de alguém da Juventude Popular.

LÚCIA SANTOS: A liberdade de escolha da escola e a concorrência em educação

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Expresso, 18 de Abril de 2014

How can government justify cuts when there’s money for a £45m free school?

Principal Eddie Playfair attacks the government’s decision to open a £45m free school sixth-form when successful colleges in the same area are suffering funding reductions.

Isto faz lembrar outras formas de desgovernar…

Exp18Abr14

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Expresso, 18 de Abril de 2014, primeira e última páginas.

O dia santo está a sê-lo…

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