Da Autoridade Tributária e Aduaneira comigo.

Manda-me mails regulares. Sabe tudo o que tenho de património relevante. Pede-me dinheiro.  Se não lho dou, castiga-me.

Não me dá hipótese de resposta, não quer saber dos meus argumentos. Ameaça punir-me severamente se não cumprir as suas exigências.

Como dominatrix não vai nada mal, mas quem lhe disse que eu gostava de tal?

Não vi, nem ouvi.

Fixe!

Roxy Music, A Song for Europe

Já ouvi diversas vezes o ex-ministro David Justino afirmar que, mais do que autonomia para as escolas, defende a descentralização de algumas competências.

Tendo a concordar.

A autonomia entre nós oscila entre a decretada (na esteira da teorização de João Barroso) e a atamancada na base do desenrascanço (teorização minha evidentemente sofisticada), passando pouco pela conquistada pelas comunidades escolares. Nuns casos há autonomia em contratos com muitas páginas, em outros o exercício de liberdades conseguidas nas entrelinhas e missões da legislação. Em outros ainda em situações de privilégio e favor, conseguidas na base das relações pessoais de amiguismo e compadrio.

Ou seja… há pouca autonomia a sério, daquela que permite construir projectos partilhados pela comunidade educativa, sendo mais comum a autonomia de cliques oligárquicas que exercem o poder como todas as oligarquias, e forma conservadora e defensiva.

Quase nada do que se vai fazendo em termos de gestão vai no sentido de reforçar a autonomia conquistada a partir das escolas e partilhada pelos seus agentes educativos e muito vai no reforço dos centralismos locais, com poderes discricionários para baixo, mas fortes vulnerabilidades para cima, tudo baseado numa lógica de hierarquia disfarçada de necessidade de accountability.

Diz-se que há muitas unidades de gestão, muito desperdício no sistema, pouca gente competente para gerir tantas escolas autónomas.

E concentram-se escolas umas em cima das outras, enquanto se proclama a autonomia e a liberdade de escolha.

E o curioso é que os liberais aplaudem, com uma linguagem que não engana:

O ministro Nuno Crato acaba de obter uma importantíssima vitória política: fez desaparecer 121 escolas e agrupamentos escolares de uma só penada.

Concordo… muito passa realmente por uma questão de atitude…

E de demagogia, já agora, porque as poupanças são residuais, pois as pessoas não desaparecem e os suplementos remuneratórios uma gota de água num negócio menor dos amigos do BPN.

Com o acordo da maioria das autarquias, escolas e diretores conseguiu uma poupança para o país de, pelo menos, 121 secretarias, 121 diretores, 121 subdiretores e 242 adjuntos.

«BOY» DO PSD ACUMULA 14 CARGOS PRINCIPESCAMENTE PAGOS

Quem se importa de não ser ministro (impopular) das Finanças?

Zita Seabra mais próxima do Opus Dei

(…)

Zita Seabra é admiradora de Josemaria Escrivá, o fundador do Opus Dei. Contactada pelo CM, não confirma nem desmente que faça parte da Prelatura da Igreja Católica: “Não falo sobre essas questões”, diz. Porém, fonte do Opus Dei responde que a antiga dirigente do PCP frequentou acções de formação da obra e “já esteve presente em comemorações do dia litúrgico do santo Josemaria Escrivá”, que se celebra a 26 de Junho.

Jardim Gonçalves diz que toda a banca vai ser nacionalizada

O fundador do BCP critica a gestão da crise e defende que a capitalização dos bancos pelo Estado é um “erro”.

A capitalização dos bancos pelo Estado é um erro. Vai acabar tudo nacionalizado e vendido a preços de saldo a estrangeiros.

Verdade se diga que muita gente se teria assustado muito menos caso não tivesse acontecido o 25 de Abril de 1974.

Não entendo os directores que tanto querem contratar com as mãos livres os professores para as suas escolas e agrupamentos.

Antes de mais a experiência de contratação directa nos TEIP tem deixado muito a desejar.

Em seguida, não entendo como alguém que se queira afirmar pelas qualidades de liderança, de mobilizar os docentes para um projecto, precise de métodos não permitidos a qualquer docente que recebe, no início do ano, turmas que não formou a seu bel-prazer.

A desculpa de muita gente é esfarrapada. Se eu devo ter capacidades para motivar dezenas ou mesmo centenas de alunos (sim, há professores com 200 alunos e isso será ainda mais real em 2012-13), porque não deve um director ter a capacidade para mobilizar a mesma quantidade de professores?

Não será isso, também, o que define uma verdadeira liderança?

Foto enviada pelo César C.

Beach House, Myth

Making Schools Work

AMID the  ceaseless and cacophonous debates about how to close the achievement gap, we’ve turned away from one tool that has been shown to work: school desegregation. That strategy, ushered in by the landmark 1954 Supreme Court decision in Brown v. Board of Education, has been unceremoniously ushered out, an artifact in the museum of failed social experiments. The Supreme Court’s ruling that racially segregated schools were “inherently unequal” shook up the nation like no other decision of the 20th century. Civil rights advocates, who for years had been patiently laying the constitutional groundwork, cheered to the rafters, while segregationists mourned “Black Monday” and vowed “massive resistance.” But as the anniversary was observed this past week on May 17, it was hard not to notice that desegregation is effectively dead. In fact, we have been giving up on desegregation for a long time. In 1974, the Supreme Court rejected a metropolitan integration plan, leaving the increasingly black cities to fend for themselves.

(continua…)

We’ve created a society for non-doms, but not for children in our schools

The super-rich are adding inequality to the education system, damning a generation to second-class schooling.

Lá se foi a aposta na inovação e nas tecnologias do coiso e tal.

Pescas e caça são novas apostas do ensino profissional

O Governo apresenta esta semana a revisão do ensino profissional. Pesca, caça e agricultura são novas apostas. Os cursos fora desta lista prioritária podem ser os primeiros a perder financiamento.

Isto presta-se a demasiadas bocas disparatadas. Vou conter-me. Mas se alguém precisar de minhocas e fisgas, avisem…

E se precisarem de algum terreno para estagiar, o Fafe faz uma pareceria público.privada à maneira, aposto… e pescam no Côa e tudo…

Ou é para pescar em alto mar?

O ministro Relvas continua a não perceber o essencial da questão e este documento enviado à ERC só agrava a sensação de querer condicionar o trabalho dos jornalistas, no que relembra um certo engenheiro.

Quando no documento se escreve «A técnica é conhecida: construir um quadro narrativo inicial e tudo fazer depois para que a realidade se adapte a esse quadro» é quase inevitável pensar nas narrativas que certos políticos constroem de forma a condicionar a realidade.

Não que isso justifique erros alheios, mas seria interessante certos governantes interrogarem-se (se é que se conseguem lembrar) de quantas vezes fizeram isso, mesmo. Até antes de serem governantes.

… mas é óbvio que prefiro que o Sporting ganhe.

O resto não divulgo, porque o almoço chez camarada Luís Guerreiro teve momentos impróprios para consumo público.

A tal que foi censurada pela TED.

Não será que a ANDE e ANDAEP têm mostrado, acima de tudo, inutilidade e ineficácia, não passando de organizações sem qualquer capacidade de intervenção para além de episódicos sucessos individuais?

Os presidentes das duas associações de dirigentes de escolas públicas do país, Manuel Pereira e Adalmiro Fonseca, reagiram ontem com preocupação ao anúncio da criação de 115 novos mega-agrupamentos, a que se vão juntar mais “umas dezenas” que entrarão em funcionamento já no próximo ano lectivo. “Só por milagre não seria um início de ano muito conturbado”, prevê Adalmiro que, como Manuel Pereira, contradiz o ministério, assegurando que “há muita insatisfação pelo país”.

Cada uma das 115 novas agregações é constituída por pelo menos duas escolas ou agrupamentos e cada um deles tem uma direcção que está, neste momento, a preparar o próximo ano lectivo. “Basta pensar que ainda terão de ser nomeadas pelo menos mais 115 comissões administrativas provisórias que vão apanhar o processo de arranque de 2012 /2013 a meio e que terão de articular escolas – algumas sem qualquer relação entre si – para ter uma vaga ideia da confusão que vai ser”, disse ontem Adalmiro Fonseca, da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP). Manuel Pereira, da Associação de Dirigentes Escolares, reagiu de forma semelhante: “Não consigo imaginar pior altura do ano para fazer isto”, lamentou.

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