Choque E Pavor


Cofres

Há coisas que não se devem tentar replicar.

O ator norte-americano Harrison Ford irá protagonizar a sequela do filme “Blade Runner – Perigo Iminente” (1982), um clássico da ficção científica, que vai contar com realização do canadiano Denis Villeneuve.

Ministra da Finanças reconhece que pode haver 12 mil despedimentos na função pública

O despudor instalou-se e a estratégia é a ado não retorno, a de procurar fazer coisas de tal modo que não possam ser revertidas com facilidade, muito menos por um PS “responsável”, de acordo com o vocabulário agora muito em voga.

A consequência disto é contratualizar serviços com os privados ou fazer como com as lojas do cidadão, entregá-las aos CTT depois de privatizados, o que não deixa de ser estranho.

Se é mais barato?

É capaz de ser, mas ainda seria mais se transformassem tudo em marca branca nos supermercados à maneira da RDA.

… recebi um alargado conjunto de materiais e testemunhos, esperando apenas pela autorização para saber o que posso divulgar ou não e em que termos.

Mas lá que a coisa parece assustadora e que estes colegas se sentem completamente isolados e desapoiados é por demais evidente.

Nigeira

Imagem colhida no fbook

Governo britânico quer infantários a detectar crianças em risco de se tornarem terroristas

Um bebé de dois anos matou a tiro uma mulher, que será a sua mãe, no estado do Idaho, nos EUA, quando a arma que tirou da mala da mãe disparou acidentalmente e a atingiu.

Vacinar uma pessoa demora em média 15 minutos. Já uma consulta de enfermagem dura cerca de meia hora. Os tempos por tipo de cuidados de saúde, já definidos na lei, vão determinar quantos enfermeiros têm de existir nos centros de saúde e hospitais do País, sejam do serviço público, privado ou setor social. E quem não os cumprir pode ser responsabilizado disciplinar e até mesmo criminalmente, já que podem estar em causa a qualidade e a segurança dos cuidados aos doentes.

Não sei se fica mal falar nestas coisas… mas sempre me pareceu que as bestas devem ser denunciadas, sem um especial remorso tardio de colonialista (que nunca fui) ou receio de empreendedor ansioso por não insatisfazer os potenciais patrões e/ou financiadores.

Foi algemada para não poder defender-se, descreve a própria num vídeo que circula na Internet, onde também foram publicadas fotografias dos hematomas e ferimentos que lhe marcam o corpo. “Quando começou, eram 16h. E só terminaram às 18h”, diz a estudante de 26 anos sobre a tortura de que foi vítima. O caso também é denunciado no site de notícias Maka Angola, do activista Rafael Marques.

No vídeo, a estudante do 2.º ano de Filosofia da Universidade Católica de Angola conta que, durante as duas horas ininterruptas em que foi espancada, várias vezes pediu perdão, “por não aguentar mais”. Um oficial respondeu-lhe: “Essas histórias de desculpas vieram tarde de mais. Você tem que nos prometer aqui, agora, que nunca mais vai participar em nenhuma manifestação.”

(…)

“Seis comandantes da polícia e oficiais à paisana do SINSE fizeram um círculo para me torturarem, enquanto os subordinados assistiam”, conta a activista, enfatizando que eram os responsáveis que a espancavam enquanto os agentes assistiam ou filmavam. “Arrastaram-me com a cabeça no asfalto, atiraram-me para um carro e levaram-me para a esquadra.” E lembra como começou: estava com outros três activistas junto ao Largo da Independência, para a manifestação convocada pelo Movimento Revolucionário, que organizou vários protestos contra o Governo nos últimos anos.

O animal feroz.

… é permitir que presidentes de câmara e vereadores, em especial os que já foram professores ou directores, consigam vir a mandar num conjunto de escolas nas quais, em condições normais, nunca teriam voto na matéria.

O António Nabais relembra Matosinhos e Oliveira de Azeméis, mas eu acrescentaria Oeiras…

E tenho quase a certeza que há contas por ajustar em muitos desses lugares.

O engenheiro e o seu secretário mais trauliteiro, nos seus domínios feudais, reescrevem a Educação:

Sócrates apresentou livro: Educação gera igualdade de oportunidades

Walter

O Sérgio Sousa Pinto estava num canal noticioso a dizer qualquer coisa e eu temi por tudo, pois os jotas-de-jarretas estão de volta.

 

Só hoje, duas referências ao d’armani de socas!

 

O Alô Win foi ontem!

 

O zé cherne e os seus amigos… o Juncker e aquela tralha toda.

Luxemburgo: crianças portuguesas punidas por falarem português

Menores são castigados quando falam português nas creches e ATL. Ministra da Família aplaudiu, no Facebook, decisão de um diretor de turma de proibir o uso da língua portuguesa.

Fossemos um país decente e com o MNE no uso das suas faculdades (políticas ou outras) e isto não seria uma nota de rodapé nas notícias em que o que importa é que dois caças F-16 tenham conseguido descolar e acompanhar dois bombardeiros russos no regresso a casa.

Só uma adenda… não desatem a protestar contra isto todos aqueles que castigam alunos por falarem crioulo, pode ser?

agora que já só temos para falar das sombras interditas
quando desenhamos com cuidado as horas igualmente repartidas
dizemos ainda ser a flor certa um sorriso desconhecido
muitas vezes sonhada e sempre verdadeira

ninguém subirá ao púlpito para gritar que estamos perdidos
e estaremos perdidos por nisso acreditarmos vagamente

esta flor mágica sempre visível na seiva petrificada
corrompe a nossa fé e recupera fragmentos intocáveis
repete texturas esquecidas quando se refigura
recorda-nos ser inacessível a verticalidade da superfície polida

eu aviso-vos para que não queiram crer sem acreditar

dizia o púlpito sempre a descer por escadas cristalinas

a limitação do olhar ou recordações que se bebem sem respirar
estaremos no fluxo da alma desmedida e sempre aí retidos
olharemos relógios fixos e as suas imagens tácteis
suspiraremos pelas margens sombrias onde já nos sitiamos

Andava por lá em busca de uma legislação e dei de caras com esta maravilha dos tempos rodriguistas:

DGAEINdices

Um modelo profundamente estúpido de colocação de professores devido à sua fragmentação, que permite múltiplas e sucessivas colocações, está a atingir de forma dramática algumas das escolas, turmas e alunos que mais precisavam de competência no MEC.

É uma completa vergonha e maior vergonha é tentar dar a entender que isto é causado pelo “centralismo”.

Não… quando se permitem dezenas ou centenas de concursos em simultâneo, não comunicantes, abre-se a porta a um ciclo vicioso de colocações repetidas, desistências, recolocações, permanência de vagas por preencher num loop que se promete acabar sempre na próxima semana.

A responsabilidade política é do ministro por não querer saber, na base do “deleguei isso no secretário de Estado”, e do secretário de Estado que mandou fazer aos serviços aquilo que ele não entende e não sabe fiscalizar. E, em primeira e última instância, de um PM que nada percebe de Educação e fala do assunto com menos conhecimento de causa do que o papagaio morto da loja dos Monty Python.

Um desastre que resulta de incompetência técnica, desleixo político e mais coisas, mas nenhuma delas é um problema “de comunicação” (teoria de Luís Montenegro, essa sumidade comunicacional, hoje na TSF), a menos que se admita que a comunicação do desgoverno nesta matéria se caracterizou por sucessivas mentiras, voluntárias ou não.

A evolução dos docentes de Educação Especial:

CNEEducEspMas então, de um ano para o outro, as necessidades de apoio para os alunos com problemas de surdez reduzem-se para menos de um terço e para menos de metade para os alunos com problemas graves de visão?

Como?

E já viram como a população portuguesa melhora, de forma miraculosa, dos seus problemas “especiais” que, por definição legal, são “permanentes”?

CNEEducEsp1

3_blind_mice

Ao ouvir o actual PM na “universidade de Verão” dos candidatos laranjinhas a futuros PM ou coisa pior, fiquei com a perfeita certeza de ele ter atingido aquele estado de solipsismo galopante que há uns 5 anos atingiu o “engenheiro” e que resulta de um delírio de grandeza que cega a possibilidade de auto-crítica e afasta qualquer possibilidade de análise racional de qualquer situação, a partir de um ponto de vista divergente ao da vulgata transformada em credo.

O pior é que, neste anti-PREC sem 25 de Novembro, na presidência está alguém que – como nos tempos em que precipitou um crash bolsista à nossa escala com a conversa do gato por lebre – se preocupa mais em limpar (?) a sua pobre imagem em episódios muito duvidosos do que em agir sobre uma realidade que se deteriora dia a dia, por muito que alguém diga (pela enementésima vez em meia dúzia de anos) que a recessão já acabou, só não se sabe é quando começa outra coisa.

E na fatia maior da oposição damos de fronhas com dois tipos que têm escassas qualidades, e quase nenhuma coincidente, e os defeitos que sabemos: um é um totózero à esquerda e o outro é uma emanação da situação que nos conduziu até aqui (ainda se lembram de quando ele era o número dois ou já se esqueceram?) e que o apoia sem problema algum, ao mesmo tempo que não se envergonha de nada do que de pior teve o seu séquito para nos oferecer.

Se há alternativas?

Sim, temos para aí meia dúzia de facções (ex-)bloquistas mais o márinho em busca de encostanço ao PS e a Festa do Avante sempre linda e multicultural, pelas quintas do Seixal.

Phosga-se, pá, que, por comparação, por momentos quase acreditei na competência da selecção do bento nacional.

crazy

 

Página seguinte »