Hipocrisias


Do we value freedom of speech in Britain?

Nada de novo. Apenas revisão da matéria dada.

Há um governo, cujo grande líder e respectivo séquito acham que se pode manter o poder através de uma prática demagógica de investimentos públicos para encher o olho, mesmo que com escassa utilidade. Para isso, para assegurar que tudo bate certo com calendários eleitorais, estabelecem-se relações preferenciais com alguma banca, mesmo que à custa de contratos muito pouco vantajosos para o interesse público, sempre com a confiança de que, trocando-se favores, tudo se resolverá.

Na banca, entre os negociadores privados desses contratos, entre aqueles que entram no sistema de troca de favores há gente próxima do partido da oposição que pretende chegar ao poder. A informação circula, o potencial futuro PM é informado, conhece os buracos antecipadamente, denuncia o descalabro, mas nem sempre de forma completa.

Chegado ao poder, na constituição do novo governo premeiam-se alguns daqueles que antes facultaram a informação, que serviram de conselheiros, que sabem estar aqui e ali, negociar dos dois lados da barricada, servir todos os deuses e diabos. Alguns vão tendo de ser sacrificados, mas outros permanecem e reforçam o seu poder.

Os que serviram as negociatas do governo anterior sabem de tudo, sabem dos truqyes, de quem os fez, que contrapartidas existiram, mas não podem falar muito, pois também têm as impressões ditais espalhadas pelos contratos escritos e pelos apenas falados. Há demasiado em jogo para se arriscar um confronto em larga escala, mesmo quando está em causa um novo período eleitoral.

Como antes, tudo fica pelas denúncias vagas ou por alguns casos pontuais, pois esperam que – como no final de ciclo anterior – o poder lhes caia no colo, em virtude do total desgaste dos que estão.

Ao redor, alguns pretensos desalinhados, esperam por algumas fatias do bolo, por alguns foguetes da festa, esta ou aquela. Antes, eram as SCUT, o utópico TGV, o aeroporto que se anunciava como absolutamente necessário, a permitir estudos, consultorias, mais valias imobiliárias, expropriações oportunas. Eram autarquias de cores berrantes a encenar oposição sistémica mas apoio localizado às medidas que traziam remanescentes para as suas tesourarias. Limianos mais ou menos meridionais.

Agora, são lugares em empresas públicas para destruir e vender em bloco ou às fatias, em empresas com capital público enquanto há dividendos a colher ou distribuir, em empresas ditas privadas mas que vivem quase em exclusivo dos contratos com o Estado que se diz gordo. A prioridade é desmontar os serviços públicos para depois contratualizar com as empresas de onde saíram ou para onde esperam ir, concluída a fase de desmantelamento da “concorrência injusta do Estado”. Tudo feito com muita endogamia de apelidos e brasões de heráldica fraca.

Penso que é isto que se designa, em boa parte, como este belo pântano à beira mar prantado.

E assim fica a prosa, no terreno não-charlie, não ad hominem, que é para não chocar aqueles que são todos a favor da liberdade de expressão, da coragem da imprensa, desde que não se  coloquem os seus nomes nos espaços em branco.

Tinham todos posições e títulos altissonantes mas, a a creditar nos próprios, não passavam de um bando de idiotas.

Chairman da Rioforte invoca desconhecimento da situação do GES

Estarolas

Aguardo apenas pelo recorte do jornal com maior qualidade do que aquele que já me enviaram, mas parece que lá por fora se anda a apresentar o caso do Key for Schools feito em Portugal como um enorme sucesso, uma iniciativa ímpar e exemplar de dedicação dos professores que o aplicaram, ao contrário do que o senhor IAVÉ andou a dizer por cá.

Não é preciso gostar-se um bocadinho sequer do engenheiro para se desgostar de igual forma desta entrevista, hoje, com nada para dizer a não ser repetir vacuidades e tentar explicar de forma canhestra aquela declaração do “os políticos não são todos iguais“.

Desnecessária hipocrisia num timing verdadeiramente deplorável.

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(sim, eu sei que em tempos achei que este tipo poderia ser outra coisa que não está programado para ser… livrar-nos do outro é a única coisa que posso encontrar em sua defesa… )

DE onde vem o alvoroço? Descobriram agora uma prática com décadas? Não sabiam que os filhos dos emigrantes são tratados nos países “avançados” da Europa como completos “deficientes” apenas por não terem a língua lá do sítio como a materna?

Vá lá… por favor… digam-me que só souberam disto em finais de 2014!

E já agora, digam também que não é esta a prática que se quer generalizar para promover o sucesso e, alegadamente, combater o insucesso escolar, dar menos e pior a quem precisaria de mais e melhor, só que se considera que sai caro e eles não merecem.

Exp8Nov14

Expresso, 8 de Novembro de 2014

É de espantar tamanha ingenuidade em quem chegou a PM no nosso país, para mais ao colo de um Relvas que, por sua vez, andou ao colo de tanta outra gente que, ao que parece, só agora se percebe que…

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Visão, 21 de Agosto de 2014

Isto não é ser sério, é ser hipócrita e querer fazer-nos passar por parvos.

Ser sério, como em tempos ouvi a alguém, é conhecer o que há de mal e não recear falar, pois isso é essencial para que o país mude a sério.

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